Paciente apresenta conjuntivite folicular com evolução de aproximadamente 3 semanas, sendo feito o diagnóstico de conjuntivite folicular crônica.Diante desse quadro, o agente etiológico mais provável na conjuntivite folicular crônica seria:
AStreptococcus pneumoniae;
BHaemophilus influenzae;
CChlamydia trachomatis;
DStaphylococcus aureus;
EMoraxella lacunata.
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GabaritoC — Chlamydia trachomatis;
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Conjuntivite folicular crônica: etiologia mais provável
Gabarito: letra C. Na conjuntivite folicular crônica (evolução > 3 semanas), o agente etiológico mais provável é a Chlamydia trachomatis, que cursa com folículos conjuntivais persistentes e secreção mucoide, diferentemente das conjuntivites bacterianas agudas (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus, Moraxella lacunata), que têm evolução mais curta e secreção purulenta. A distinção temporal é o ponto-chave: conjuntivite folicular crônica aponta para clamídia, enquanto as bacterianas agudas são autolimitadas em 1–2 semanas.
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, geralmente por infecção bacteriana ou viral, ou reação alérgica. O diagnóstico clínico tem acurácia de até 75% quando comparado ao laboratorial, e a maioria dos casos é autolimitada. A obtenção de culturas conjuntivais é reservada para casos específicos, como suspeita de infecção neonatal, conjuntivite recorrente, resistente à terapia, secreção purulenta grave ou suspeita de infecção gonocócica ou por clamídia — exatamente o cenário da questão.
A conjuntivite folicular crônica é definida pela presença de folículos (agregados linfoides na conjuntiva tarsal) por mais de 3 semanas. As causas mais comuns são: infecção por Chlamydia trachomatis (tracoma em áreas endêmicas, ou conjuntivite de inclusão do adulto), toxicidade por medicamentos tópicos (como antivirais, mióticos, aminoglicosídeos), e, menos frequentemente, Moraxella lacunata (que pode causar conjuntivite angular crônica) ou molusco contagioso. Entre as alternativas, a clamídia é a mais clássica e a mais provável nesse contexto.
As conjuntivites bacterianas agudas (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus) têm evolução de 1–2 semanas, com secreção mucopurulenta e hiperemia difusa, sem folículos proeminentes. A Moraxella lacunata, embora possa causar conjuntivite crônica, é menos comum e geralmente associada à blefarite angular. A clamídia, por sua vez, é o protótipo da conjuntivite folicular crônica, com folículos na conjuntiva tarsal inferior, secreção mucoide e possível adenopatia pré-auricular.
A banca explora a associação automática entre conjuntivite e bactérias comuns (pneumococo, Haemophilus, estafilococo), mas o termo "crônica" + "folicular" é o gatilho para clamídia. Guarde a regra: conjuntivite folicular crônica → Chlamydia trachomatis; conjuntivite bacteriana aguda → S. pneumoniae, H. influenzae, S. aureus; conjuntivite neonatal precoce → N. gonorrhoeae; conjuntivite neonatal tardia (1–2 semanas) → Chlamydia.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Streptococcus pneumoniae é causa comum de conjuntivite bacteriana aguda, especialmente em crianças, com secreção purulenta e evolução autolimitada em poucos dias. Não é o agente típico da forma folicular crônica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Haemophilus influenzae também causa conjuntivite bacteriana aguda, frequentemente associada à otite média (síndrome da otite-conjuntivite). Sua evolução é aguda, não crônica, e não cursa com folículos persistentes.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Chlamydia trachomatis é o agente mais provável na conjuntivite folicular crônica. A infecção por clamídia (tracoma ou conjuntivite de inclusão) caracteriza-se por folículos conjuntivais, secreção mucoide e evolução arrastada (> 3 semanas). O diagnóstico é clínico-epidemiológico, podendo ser confirmado por PCR ou imunofluorescência.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Staphylococcus aureus é causa comum de conjuntivite bacteriana aguda e também de blefarite crônica, mas não é o agente típico da conjuntivite folicular crônica. A blefarite estafilocócica cursa com crostas e hiperemia de bordas palpebrais, não com folículos conjuntivais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Moraxella lacunata pode causar conjuntivite angular crônica, mas é menos comum e não é o agente mais provável na conjuntivite folicular crônica. A clamídia é a resposta clássica e mais frequente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a conjuntivite folicular crônica (clamídia) pela conjuntivite bacteriana aguda (pneumococo, Haemophilus, estafilococo). O candidato que associa "conjuntivite" a "bactéria comum" erra. Fique atento ao termo "crônica" e "folicular" — eles apontam diretamente para Chlamydia trachomatis.
PEGA ESSA DICA!
Para conjuntivites, monte um esquema mental: aguda purulenta → bactéria (S. pneumoniae, H. influenzae, S. aureus); aguda aquosa com adenopatia → viral (adenovírus); crônica folicular → clamídia; neonatal < 24h → química; < 1 semana → gonococo; 1–2 semanas → clamídia. Isso cobre a maioria das questões de etiologia.