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Questão de Medicina — Oftalmologia — FGV 2025

MedicinaOftalmologia
Código
fg115571
Banca
FGV
Órgão
MPU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do - Oftalmologia
Considere um menor, que é portador da síndrome da blefarofimose-ptose-epicanthus inversus com manifestação familiar frequente. O tipo de herança dessa síndrome se manifesta como:
  1. Adominante ligada ao cromossomo X;
  2. Brecessiva ligada ao cromossomo X;
  3. Cligada ao cromossomo Y;
  4. Dautossômica dominante;
  5. Eautossômica recessiva.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — autossômica dominante;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Síndrome da blefarofimose-ptose-epicanthus inversus (BPES): herança autossômica dominante

Gabarito: letra D. A síndrome da blefarofimose-ptose-epicanthus inversus (BPES) é uma condição genética rara, cujo padrão de herança é autossômico dominante, com penetrância alta e expressividade variável. O gene responsável é o FOXL2, localizado no cromossomo 3 (3q23), e a transmissão ocorre de forma autossômica dominante, ou seja, basta uma cópia do gene mutado para manifestar a doença, independentemente do sexo. Essa é a característica que a alternativa D corretamente descreve.

A BPES é uma condição que se manifesta por uma tríade clássica: blefarofimose (estreitamento palpebral horizontal), ptose (queda da pálpebra superior) e epicanto inverso (prega cutânea que se origina na pálpebra inferior e se estende medialmente para cima). Além dessas alterações oculares, a síndrome pode estar associada a outras malformações, como o aumento da distância intercantal (telecanto). O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na identificação dessas características, e o padrão de herança é um dado fundamental para o aconselhamento genético da família.

O entendimento do padrão de herança é crucial para o aconselhamento genético. Em uma herança autossômica dominante, um indivíduo afetado tem 50% de chance de transmitir a doença para cada filho, independentemente do sexo da criança. Isso significa que, em uma família com múltiplos afetados em gerações sucessivas (o que o enunciado chama de "manifestação familiar frequente"), o padrão é vertical, ou seja, a doença aparece em todas as gerações, com homens e mulheres igualmente afetados. Essa é a assinatura clássica da herança autossômica dominante.

A distinção entre os padrões de herança é o ponto central da questão. A herança autossômica dominante (AD) se caracteriza por: afetados em todas as gerações (transmissão vertical), ambos os sexos afetados em proporções iguais, e transmissão de um genitor afetado para a prole. Já a herança autossômica recessiva (AR) se caracteriza por: afetados geralmente em uma única geração (transmissão horizontal), ambos os sexos afetados, e pais geralmente não afetados (portadores). A herança ligada ao X recessiva se manifesta predominantemente em homens, com transmissão de mães portadoras para filhos afetados, e não há transmissão de pai para filho. A herança ligada ao X dominante afeta ambos os sexos, mas com manifestações mais graves em homens, e pode haver transmissão de pai para filhas (todas afetadas). A herança ligada ao Y é restrita a homens, com transmissão exclusivamente de pai para filho.

A banca explora a confusão entre os padrões de herança, especialmente quando a síndrome é rara e o candidato não a conhece. A chave para resolver a questão é reconhecer que a BPES é uma condição bem estabelecida na literatura médica como de herança autossômica dominante. A menção à "manifestação familiar frequente" no enunciado é uma pista importante, pois sugere a presença de múltiplos afetados em gerações sucessivas, o que é típico da herança dominante. O candidato que não conhece a síndrome pode ser levado a chutar um padrão de herança ligada ao sexo, mas a resposta correta é a autossômica dominante.

1Autossômica dominante
Afetados em todas as gerações (vertical)
Ambos os sexos, proporções iguais
Genitor afetado transmite (50%)
2Autossômica recessiva
Afetados em uma geração (horizontal)
Pais geralmente portadores
3Ligada ao X recessiva
Predomina em homens
Mãe portadora → filhos afetados
Sem transmissão pai → filho
4Ligada ao X dominante
Afeta ambos, mais grave no homem
Pai → todas as filhas
5Ligada ao Y
Só homens
Pai → filho
Padrões de herança
LEVELsoulevel.com.br
Padrões de herança: Autossômica dominante (Afetados em todas as gerações (vertical), Ambos os sexos, proporções iguais, Genitor afetado transmite (50%)); Autossômica recessiva (Afetados em uma geração (horizontal), Pais geralmente portadores); Ligada ao X recessiva (Predomina em homens, Mãe portadora → filhos afetados, Sem transmissão pai → filho); Ligada ao X dominante (Afeta ambos, mais grave no homem, Pai → todas as filhas); Ligada ao Y (Só homens, Pai → filho)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A herança dominante ligada ao cromossomo X é um padrão em que o gene mutado está no cromossomo X e a doença se manifesta em heterozigotos (mulheres) e hemizigotos (homens). Nesse padrão, há transmissão de pai para todas as filhas, mas não de pai para filho. A BPES não segue esse padrão; o gene FOXL2 está em um autossomo (cromossomo 3), e a doença afeta igualmente homens e mulheres, com transmissão vertical de ambos os sexos. A banca pode tentar confundir o candidato com a possibilidade de uma doença ocular ser ligada ao X, mas a BPES é autossômica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A herança recessiva ligada ao cromossomo X é um padrão em que o gene mutado está no cromossomo X e a doença se manifesta predominantemente em homens (hemizigotos), enquanto as mulheres são portadoras (heterozigotas) e geralmente não afetadas. A transmissão é de mãe portadora para filhos afetados, e não há transmissão de pai para filho. A BPES não se encaixa nesse padrão, pois afeta ambos os sexos em proporções iguais e há transmissão de pai para filho, o que exclui a herança recessiva ligada ao X.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A herança ligada ao cromossomo Y é um padrão em que o gene mutado está no cromossomo Y, sendo transmitido exclusivamente de pai para filho. Como as mulheres não possuem o cromossomo Y, elas não são afetadas. A BPES afeta ambos os sexos, o que exclui completamente a herança ligada ao Y. Além disso, o gene FOXL2 está em um autossomo, não no cromossomo Y.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A herança autossômica dominante é o padrão correto para a BPES. O gene FOXL2 está localizado no cromossomo 3 (3q23), e a doença se manifesta em heterozigotos, ou seja, basta uma cópia do gene mutado para que o indivíduo seja afetado. A transmissão é vertical, com afetados em todas as gerações, e ambos os sexos são afetados em proporções iguais. A "manifestação familiar frequente" mencionada no enunciado é uma pista clássica desse padrão, pois a doença aparece em múltiplos membros da família ao longo das gerações.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A herança autossômica recessiva é um padrão em que o gene mutado está em um autossomo, mas a doença só se manifesta em homozigotos (indivíduos que recebem duas cópias do gene mutado, uma de cada genitor). Os pais de um indivíduo afetado são geralmente portadores assintomáticos, e a doença aparece em uma única geração (transmissão horizontal). A BPES não segue esse padrão, pois a doença se manifesta em heterozigotos e há transmissão vertical, com afetados em gerações sucessivas.

Gabarito: letra D — a síndrome da blefarofimose-ptose-epicanthus inversus (BPES) tem herança autossômica dominante, com gene FOXL2 no cromossomo 3.

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