Questão de Medicina — Oftalmologia — FGV 2025
- Código
- fg115578
- Banca
- FGV
- Órgão
- MPU
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista do - Oftalmologia
- Azigomático;
- Besfenoide;
- Cpalatino;
- Detmoide;
- Emalar.
GabaritoB — esfenoide;
Gabarito: letra B. O nervo óptico (II par craniano) abandona a cavidade orbitária em direção ao crânio através do canal óptico, uma abertura localizada na asa menor do osso esfenoide — é esse osso que "dá passagem" ao nervo óptico. As demais alternativas (zigomático, palatino, etmoide e malar) são ossos que participam da parede orbitária, mas nenhum deles contém o canal óptico.
A órbita é uma cavidade óssea complexa, formada pela articulação de sete ossos: frontal, esfenoide, etmoide, lacrimal, maxila, zigomático e palatino. Cada um contribui com uma porção das paredes (teto, assoalho, medial e lateral), e cada abertura ou fissura da órbita é delimitada por ossos específicos. O canal óptico é uma estrutura tubular que atravessa a asa menor do esfenoide, conectando a órbita à fossa craniana média. Por ele passam o nervo óptico e a artéria oftálmica. Essa é uma relação anatômica clássica e muito cobrada: quando se pergunta qual osso "dá passagem" ao nervo óptico, a resposta é sempre o esfenoide.
Para fixar, vale comparar as principais aberturas da órbita e os ossos que as formam:
Abertura | Osso que a delimita | Estruturas que passam |
|---|---|---|
Canal óptico | Asa menor do esfenoide | Nervo óptico (II par) e artéria oftálmica |
Fissura orbital superior | Entre asa maior e asa menor do esfenoide | Nervos oculomotor (III), troclear (IV), abducente (VI), ramo oftálmico do trigêmeo (V1) e veia oftálmica |
Fissura orbital inferior | Entre asa maior do esfenoide e maxila | Nervo maxilar (V2), nervo zigomático e vasos infraorbitais |
Forame etmoidal anterior e posterior | Etmoide | Nervos e vasos etmoidais |
A pegadinha clássica da banca é confundir o canal óptico com a fissura orbital superior, pois ambos estão relacionados ao esfenoide. Mas a fissura orbital superior dá passagem a nervos motores e ao ramo oftálmico do trigêmeo, enquanto o canal óptico é exclusivo do nervo óptico e da artéria oftálmica. Guarde essa distinção: é exatamente nela que as alternativas se dividem.
O osso zigomático (também chamado de malar) forma a parede lateral e parte do assoalho da órbita, mas não possui o canal óptico. Ele contém o forame zigomático-orbital, por onde passam o nervo zigomático e vasos, mas não o nervo óptico. A banca troca o osso que forma a parede pelo osso que contém o canal.
O esfenoide é o osso que contém o canal óptico, localizado na asa menor. Por ele passam o nervo óptico (II par craniano) e a artéria oftálmica, conectando a órbita à fossa craniana média. Essa é a relação anatômica correta e a resposta esperada.
O osso palatino contribui para o assoalho e a parede medial da órbita, mas não possui o canal óptico. Ele contém o forame palatino maior e menor, relacionados à passagem de vasos e nervos palatinos, não ao nervo óptico.
O etmoide forma parte da parede medial da órbita (lâmina orbital ou lâmina papirácea) e contém os forames etmoidais anterior e posterior, por onde passam nervos e vasos etmoidais. Não é o osso que dá passagem ao nervo óptico.
O malar é o mesmo osso zigomático, apenas com nomenclatura diferente. Como visto, ele forma a parede lateral da órbita, mas não contém o canal óptico. A banca usa os dois nomes para o mesmo osso, mas a resposta continua sendo o esfenoide.
A banca troca o canal óptico pela fissura orbital superior, pois ambos estão no esfenoide. Mas o canal óptico é exclusivo do nervo óptico e da artéria oftálmica, enquanto a fissura orbital superior dá passagem aos nervos III, IV, VI e V1. Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪
Para memorizar, associe "canal óptico" a "esfenoide" e "nervo óptico". Sempre que a questão perguntar qual osso dá passagem ao nervo óptico, a resposta é o esfenoide. Os demais ossos formam as paredes, mas não contêm o canal.
Gabarito: letra B
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