Questão de Antropologia — Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, música, gastronomia, literatura. Antropologia e Cultura no Brasil — FGV 2025
AntropologiaInteracionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, música, gastronomia, literatura. Antropologia e Cultura no Brasil
- Código
- fg115580
- Banca
- FGV
- Órgão
- MPU
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista do - Perito em Antropologia
A discussão sobre a categoria de “povos e comunidades tradicionais” afirma-se na antropologia brasileira em meados da década de 1980, no âmbito dos debates sobre a presença humana em áreas protegidas. Para Lucila Vianna:“Como sua definição é vaga, ela é usada como instrumento de defesa de território de diversos grupos sociais – não só das próprias ‘populações tradicionais’, mas de todos os que querem permanecer em uma unidade de conservação. As populações consideradas não ‘tradicionais’ – leia-se destruidoras da natureza – também se apropriaram, no começo, da única possibilidade de permanência em seus locais de uso e moradia, unindo-se às ‘populações tradicionais’ nos movimentos organizados”.(Adaptado de VIANNA, L. P. De invisíveis a protagonistas: populações tradicionais e unidades de conservação. São Paulo: AnnaBlume e Fapesp, 2008, p. 226)Com base no trecho acima, a afirmativa cuja definição de “povos e comunidades tradicionais” está de acordo com a reflexão proposta por L. Vianna é:
- Aparcela do povo brasileiro que manteve a cultura e os hábitos regionais, como o caipira;
- Bpopulação caracterizada por um gênero de vida resultante da adaptação aos aspectos fisiográficos do Brasil, como o sertanejo;
- Ccomunidade resultante da miscigenação genética e cultural produzida pelo processo de formação histórica do Brasil e que ocupa historicamente uma dada região, como os caboclos;
- Dpovo que ocupa ou reivindica seus territórios tradicionalmente ocupados, conservando modos de ser, fazer e viver específicos, o que faz com que se reconheçam como portadores de identidades e direitos próprios;
- Ehabitante autóctone, indígena, presente antes do processo de colonização e que manteve língua e cultura nativas como forma de resistência e identidade em relação a processos de assimilação cultural.