Questão de Antropologia — Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, música, gastronomia, literatura. Antropologia e Cultura no Brasil — FGV 2025
AntropologiaInteracionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, música, gastronomia, literatura. Antropologia e Cultura no Brasil
- Código
- fg115581
- Banca
- FGV
- Órgão
- MPU
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista do - Perito em Antropologia
Os demarcadores de identidade quilombola são elementos culturais, históricos, sociais e territoriais que fundamentam o pertencimento dos indivíduos a comunidades quilombolas. Entre comunidades quilombolas do Sudeste do Brasil, o jongo é um dos principais marcadores de identidade e uma prática de resistência e manutenção das tradições de matriz africana. Considerando as possibilidades de interpretação do jongo como demarcador de identidade quilombola, é correto afirmar que:
- Apara o estruturalismo de Lévi-Strauss, movimentos corporais como a umbigada revelam a oposição binária entre corpo e espírito e materializam um símbolo estrutural que remete ao útero e à ancestralidade, fortalecendo a relação entre o individual e o coletivo;
- Bpara a teoria ator-rede de Bruno Latour, a roda de jongo é uma performance ritualística em um espaço liminar, em que dança, canto e tambor geram o desligamento das normas sociais cotidianas e a vivência de um estado de comunhão e pertencimento;
- Cpara a antropologia interpretativa de Clifford Geertz, o jongo é uma prática determinada por suas condições materiais e ambientais de produção, sendo um instrumento de coesão social inerente à resistência quilombola;
- Dpara a teoria da etnicidade/identidade de Stuart Hall, o jongo deve ser interpretado com base nos significados que os próprios jongueiros lhe atribuem, realizando uma descrição densa do seu sentido cultural;
- Epara a antropologia da performance de Victor Turner, os tambores são atores que moldam a prática dos jongueiros, influenciando sua comunicação e o ritmo da dança; por isso, eles são tratados como um ancestral, o que reforça sua agência na criação de um sentimento de pertencimento.