O curimatã (Prochilodus britskii), um peixe raro de água doce do Brasil, é uma espécie endêmica brasileira. Considerando sua pequena área de ocupação, número de localizações menor que cinco e o declínio continuado na qualidade do habitat por ação antrópica, a espécie foi categorizada como “Em Perigo (EN)”.O curimatã (P. britskii) é um Actinopterygii de água doce, o que significa que seu meio interno é:
Ahipertônico em relação ao meio externo, tendendo a eliminar muita água por osmose, o que exige adaptações como urina muito diluída;
Bhipotônico em relação ao meio externo, tendendo a eliminar muita água por osmose, o que exige adaptações como urina muito concentrada;
Chipertônico em relação ao meio externo, tendendo a absorver muita água por osmose, o que exige adaptações como urina muito diluída;
Dhipotônico em relação ao meio externo, tendendo a absorver muita água por osmose, o que exige adaptações como urina muito diluída;
Ehipertônico em relação ao meio externo, tendendo a absorver muita água por osmose, o que exige adaptações como urina muito concentrada.
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GabaritoC — hipertônico em relação ao meio externo, tendendo a absorver muita água por osmose, o que exige adaptações como urina muito diluída;
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Osmorregulação em peixes de água doce
Gabarito: letra C. O curimatã, como todo Actinopterygii de água doce, possui meio interno hipertônico em relação à água doce (que é hipotônica), o que faz a água entrar constantemente por osmose; para eliminar o excesso, o peixe produz urina muito diluída e absorve ativamente sais pelas brânquias. As demais alternativas trocam a tonicidade ou a consequência osmótica.
A osmorregulação é o conjunto de mecanismos que mantém o equilíbrio hídrico e iônico do organismo. Em peixes ósseos de água doce, o problema é inverso ao dos peixes marinhos: a água doce tem baixa concentração de sais, então o meio interno do peixe é mais concentrado (hipertônico) que o ambiente. Pela osmose, a água tende a entrar no corpo continuamente, e o peixe precisa eliminar esse excesso — produzindo urina abundante e diluída — além de reter sais, absorvendo-os ativamente pelas brânquias. Já os peixes marinhos ósseos vivem em ambiente hipertônico, perdem água e precisam beber água do mar e excretar sais.
A banca explora exatamente essa inversão: muitos candidatos confundem o peixe de água doce com o marinho, ou trocam a direção do fluxo osmótico. A chave é lembrar que a água sempre flui do meio hipotônico para o hipertônico — ou seja, do menos concentrado para o mais concentrado.
Água doce
Água salgada
Tendência osmótica
Hipertônico
Hipotônico
Meio interno
Absorve água
Perde água
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o meio interno é hipertônico (correto), mas diz que o peixe tende a eliminar muita água por osmose. Na verdade, por ser hipertônico em relação à água doce, o peixe tende a absorver água — a osmose puxa água para dentro. O erro está na direção do fluxo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que o meio interno é hipotônico em relação ao meio externo. Para um peixe de água doce, o meio interno é hipertônico (mais concentrado que a água doce). Além disso, se fosse hipotônico, a tendência seria absorver água, não eliminar — a alternativa inverte os dois conceitos.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a resposta. O meio interno do peixe de água doce é hipertônico em relação à água doce, então a água tende a entrar por osmose. Para compensar, o peixe produz urina muito diluída (abundante e com poucos sais) e absorve sais ativamente pelas brânquias. É exatamente o que a alternativa descreve.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra ao afirmar que o meio interno é hipotônico. Em água doce, o meio interno é hipertônico. A consequência (absorver água e urina diluída) está correta, mas a premissa da tonicidade está invertida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Acerta na tonicidade (hipertônico) e na absorção de água, mas erra na adaptação: o peixe de água doce produz urina diluída, não concentrada. Urina concentrada é característica de peixes marinhos, que precisam economizar água.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter a tonicidade e a direção do fluxo osmótico. Lembre-se: água doce = meio externo hipotônico → peixe hipertônico → água entra → urina diluída. Peixe marinho ósseo é o oposto: meio externo hipertônico → peixe hipotônico → água sai → urina concentrada. Com esse raciocínio, você elimina as alternativas que misturam os conceitos.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver rápido, monte o esquema mental: ambiente hipotônico → animal hipertônico → ganha água → urina diluída. Se o ambiente for hipertônico, inverta tudo. Essa lógica vale para qualquer questão de osmorregulação em peixes.