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Questão de Criminalística — Vestígios de Interesse Forense — FGV 2025

CriminalísticaVestígios de Interesse Forense
Código
fg115678
Banca
FGV
Órgão
MPU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do - Perito em Biologia
Em recente caso anunciado na imprensa, o MPF (Ministério Público Federal) pediu o aumento da pena de um réu, depois que uma perícia da Polícia Federal detectou DNA do denunciado em um boné deixado no local do crime. Tal situação mostra a importância do exame de DNA como instrumento de perícia em investigações criminais.A característica do DNA que permite seu uso na identificação de pessoas é:
  1. Aa presença de aproximadamente 0,3% de sequências de nucleotídeos idênticas entre os indivíduos;
  2. Bapresentar em sua constituição uma grande variedade de tipos de nucleotídeos, que variam de pessoa para pessoa;
  3. Cser formado, em sua maior parte, por sequências de nucleotídeos idênticas, presentes em todos os indivíduos;
  4. Da existência de regiões polimórficas, onde há variações de sequências de nucleotídeos que diferem de um indivíduo para outro;
  5. Eapresentar alterações genéticas em suas sequências de bases, formando repetições palindrômicas idênticas em todos os indivíduos da espécie.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — a existência de regiões polimórficas, onde há variações de sequências de nucleotídeos que diferem de um indivíduo para outro;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

DNA Forense e Identificação Humana

Gabarito: alternativa D. O uso do DNA na identificação de pessoas baseia-se na existência de regiões polimórficas – trechos do genoma onde há variação nas sequências de nucleotídeos entre os indivíduos. Essas variações (polimorfismos) são a base dos perfis genéticos utilizados em perícia criminal.

A questão testa o conceito fundamental de polimorfismo do DNA. Cerca de 99,7% do DNA humano é idêntico entre todas as pessoas; são os aproximadamente 0,3% de regiões variáveis (polimórficas) que permitem a diferenciação individual.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que 0,3% das sequências são idênticas. Na realidade, 0,3% são variáveis (polimórficas), não idênticas. O correto é que 99,7% são idênticas e 0,3% são variáveis.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Alega que há grande variedade de tipos de nucleotídeos que variam de pessoa para pessoa. Os nucleotídeos do DNA são sempre os mesmos (A, T, C, G) em todos os indivíduos; a variação está na sequência em que aparecem, não no tipo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que o DNA é formado em sua maior parte por sequências idênticas. Isso é verdadeiro, mas essa característica não é a que permite a identificação – é justamente a minoria variável (polimórfica) que possibilita distinguir indivíduos.

Alternativa D — ✅ Correta

Descreve corretamente as regiões polimórficas, onde há variações de sequências de nucleotídeos que diferem de uma pessoa para outra. Essas regiões são analisadas em exames de DNA forense.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Menciona alterações genéticas formando repetições palindrômicas idênticas em todos os indivíduos. Repetições palindrômicas podem existir, mas não são idênticas em todos – as variações no número de repetições (STRs) são justamente polimórficas e usadas na identificação.

PEGA ESSA DICA!

Grave que a identificação forense por DNA explora o polimorfismo (variações nas sequências), e não as regiões conservadas (idênticas). Os principais marcadores são os STRs (Short Tandem Repeats), que são repetições curtas em tandem com número variável de repetições entre indivíduos.

Gabarito: letra D.

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