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Questão de Geografia — Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento — FGV 2025

GeografiaSensoriamento Remoto e Geoprocessamento
Código
fg115979
Banca
FGV
Órgão
MPU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do - Perito em Geografia
Uma equipe de topografia foi encarregada de realizar um levantamento de alta precisão para monitorar deformações em uma estrutura de engenharia. Para isso, os membros da equipe devem escolher um método de posicionamento GPS que minimize erros e forneça resultados confiáveis em nível centimétrico.O método de posicionamento mais adequado para essa aplicação, que envolve alta precisão e o uso de múltiplos receptores, é aquele que combina:
  1. Acorreções incrementais e pseudodistâncias;
  2. Bcorreções diferenciais e método cinemático;
  3. Cdados de fase portadora e pseudodistâncias;
  4. Dcorreções diferenciais e satélites com baixa PDOP;
  5. Eposicionamento absoluto e satélites com baixa PDOP.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — dados de fase portadora e pseudodistâncias;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Posicionamento GPS de alta precisão: fase da onda portadora

Gabarito: letra C. Para monitoramento de deformações em estruturas de engenharia, que exige precisão centimétrica, o método mais adequado é o posicionamento relativo estático, que utiliza as observáveis de fase da onda portadora (e não apenas as pseudodistâncias) em conjunto com múltiplos receptores. A alternativa C é a única que combina corretamente esses elementos.

O posicionamento por satélites (GPS/GNSS) pode ser classificado quanto ao modo de observação (absoluto ou relativo) e quanto à observável utilizada (pseudodistância ou fase da onda portadora). A pseudodistância é uma medida de distância obtida pelo tempo de propagação do código, com precisão métrica (tipicamente 1 a 10 metros). Já a fase da onda portadora mede a diferença de fase entre o sinal recebido e o sinal gerado pelo receptor, permitindo precisão milimétrica a centimétrica — por isso é a observável essencial para aplicações de alta precisão, como monitoramento de deformações, geodésia e engenharia.

O posicionamento relativo (ou diferencial) utiliza dois ou mais receptores: um receptor base (estação de referência) e um ou mais receptores móveis (rovers). As observações são processadas em conjunto, o que permite cancelar ou reduzir drasticamente os erros sistemáticos comuns (erros de órbita, de relógio do satélite, efeitos atmosféricos), elevando a precisão. O posicionamento absoluto (ou ponto) usa um único receptor e depende apenas das pseudodistâncias, com precisão métrica — insuficiente para o caso.

A combinação ideal para alta precisão é, portanto, posicionamento relativo estático com observáveis de fase da onda portadora. O método cinemático (móvel) também pode usar fase, mas para monitoramento de deformações de estruturas, o estático é o mais indicado por sua maior estabilidade e precisão. A alternativa C, ao citar "dados de fase portadora e pseudodistâncias", refere-se ao uso conjunto dessas observáveis — prática comum no processamento relativo, onde a pseudodistância auxilia na resolução de ambiguidades e na estimativa inicial, enquanto a fase fornece a precisão final.

Posicionamento GPS
  • 1Quanto à observável
    • Pseudodistância (código)
      • precisão métrica
    • Fase da onda portadora
      • precisão centimétrica/milimétrica
  • 2Quanto ao modo
    • Absoluto (1 receptor)
      • pseudodistância
      • precisão métrica
    • Relativo/diferencial (2+ receptores)
      • base + rover
      • reduz erros sistemáticos
      • alta precisão
  • 3Aplicação
    • Monitoramento de deformações
      • relativo estático + fase
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Menciona "correções incrementais e pseudodistâncias". O termo "correções incrementais" não é um método consagrado de posicionamento GPS; o correto seria "correções diferenciais" (posicionamento relativo). Além disso, o uso exclusivo de pseudodistâncias limita a precisão ao nível métrico, insuficiente para monitoramento centimétrico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Combina "correções diferenciais e método cinemático". Embora o posicionamento relativo cinemático (RTK) possa atingir precisão centimétrica, o enunciado pede monitoramento de deformações em estrutura — aplicação que exige o método estático (ou estático-rápido), não o cinemático. O cinemático é usado para levantamentos móveis (ex.: mapeamento em movimento), não para monitoramento de deformações de uma estrutura fixa.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Dados de fase portadora e pseudodistâncias" — é exatamente a combinação de observáveis utilizada no posicionamento relativo de alta precisão. A fase da onda portadora fornece a precisão centimétrica/milimétrica; as pseudodistâncias são usadas como apoio (ex.: na resolução de ambiguidades). Essa é a base do posicionamento relativo estático, o método mais adequado para monitoramento de deformações.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Correções diferenciais e satélites com baixa PDOP". Embora o posicionamento relativo (diferencial) seja correto, a menção a "baixa PDOP" é um fator de qualidade da geometria dos satélites, não um método de posicionamento. Além disso, a alternativa omite a observável de fase, que é essencial para a precisão centimétrica. PDOP baixo é desejável em qualquer método, mas não define o método de alta precisão.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Posicionamento absoluto e satélites com baixa PDOP". O posicionamento absoluto (ponto) usa um único receptor e pseudodistâncias, com precisão métrica — totalmente inadequado para monitoramento centimétrico. A baixa PDOP melhora a precisão, mas não supera a limitação fundamental do método absoluto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato misturando conceitos válidos (PDOP, correções diferenciais, cinemático) com o método realmente adequado. O erro mais comum é escolher a alternativa B (diferencial + cinemático), pois o RTK é conhecido por alta precisão — mas o monitoramento de deformações exige o estático, não o cinemático. A alternativa C é a única que aponta a observável correta (fase) sem introduzir um método inadequado.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de posicionamento GPS, identifique primeiro a precisão exigida: métrica → pseudodistância/absoluto; centimétrica → fase/relativo. Depois, verifique o tipo de aplicação: estático para monitoramento/geodésia; cinemático para levantamentos móveis. Essa sequência elimina rapidamente as alternativas erradas.

Gabarito: letra C

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