Questão de Criminalística — Computação Forense — FGV 2025
Criminalística›Computação Forense
Código
fg116118
Banca
FGV
Órgão
MPU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do - Perito em Tecnologia da Informação e Comunicação
A utilização de funções de resumo (hash) consiste na aplicação de algoritmos matemáticos que, dada uma entrada de dados de qualquer tamanho, produzem um único valor de tamanho fixo correspondente, com diversos empregos na computação.Em relação ao uso de funções de hash em evidências digitais, é correto afirmar que:
Ao cálculo de hashes de evidências digitais é fundamental para a preservação da cadeia de custódia, pois permite a verificação de integridade dos dados e a exatidão das cópias;
Bo uso de hashes é extremamente útil em procedimentos forenses, pois permite a recuperação dos dados em casos de erros de gravação;
Cdeve-se priorizar o emprego dos hashes MD5 ou SHA1, pois são seguros e de cálculo mais rápido;
Do uso de hashes permite a busca e identificação de arquivos suspeitos dispensando a necessidade de verificação visual, mesmo no caso de imagens e vídeos;
Eno caso de cópias integrais de conteúdos de dispositivos de armazenamento, um único valor de hash total é suficiente, visto que os dispositivos modernos raramente apresentam erros de acesso.
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GabaritoA — o cálculo de hashes de evidências digitais é fundamental para a preservação da cadeia de custódia, pois permite a verificação de integridade dos dados e a exatidão das cópias;
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Funções Hash em Evidências Digitais
Gabarito: letra A. O cálculo de hashes é fundamental para verificar a integridade das evidências digitais, garantindo que as cópias forenses são exatas e preservando a cadeia de custódia. As demais alternativas apresentam equívocos sobre a finalidade e a aplicação dos hashes.
Funções hash em evidências digitais
1Finalidade
Verificar integridade
Garantir exatidão de cópias
Preservar cadeia de custódia
2Não serve para
Recuperar dados
Corrigir erros de gravação
Dispensar verificação visual
3Algoritmos
Inseguros (MD5, SHA1)
Vulneráveis a colisões
Seguros (SHA-256, SHA-3)
Robustos
4Prática forense
Hash total não é suficiente
Hashes por partição/setor
Checksums progressivos
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta. O hash de uma evidência digital funciona como uma "impressão digital" única. Ao calcular e registrar o hash antes e depois de qualquer manuseio ou cópia, é possível verificar se os dados não foram alterados, assegurando a integridade e a exatidão das cópias, elemento essencial na cadeia de custódia.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O hash não serve para recuperar dados. Sua função é verificar integridade, e não corrigir erros de gravação. Para recuperação de dados, utilizam-se técnicas de reconstrução de arquivos ou ferramentas especializadas, não hashes.
Alternativa C — ❌ Incorreta
MD5 e SHA1 são considerados inseguros para fins forenses, pois são vulneráveis a colisões e não oferecem resistência a ataques criptográficos modernos. Atualmente, recomenda-se o uso de algoritmos mais robustos como SHA-256 ou SHA-3. A rapidez de cálculo não justifica o risco de comprometer a integridade da evidência.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Embora hashes possam ajudar a identificar arquivos conhecidos (maliciosos ou não), eles não dispensam a verificação visual, especialmente para imagens e vídeos. O hash apenas confirma a identidade digital do arquivo; o conteúdo (como imagens de abuso infantil) exige análise visual pericial para confirmação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Em cópias integrais de dispositivos, um único hash total (ex.: de toda a imagem de disco) é útil, mas não é suficiente. Erros de acesso e setores defeituosos podem ocorrer; por isso, a prática forense recomenda o cálculo de hashes por partição, por setor ou utilizando checksums progressivos (como em ferramentas de imaging forense). A afirmação de que dispositivos modernos "raramente apresentam erros" é otimista demais e contraria os protocolos de segurança.