Questão de Segurança da Informação — Sistemas de Prevenção-Detecção de Intrusão — FGV 2025
Segurança da Informação›Sistemas de Prevenção-Detecção de Intrusão
Código
fg116139
Banca
FGV
Órgão
MPU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do - Perito em Tecnologia da Informação e Comunicação
O MPF processa milhares de requisições diárias e está preocupado com ataques cibernéticos, como varreduras de porta, ataques de negação de serviço (DoS) e a disseminação de malware. Para proteger sua infraestrutura, o MPF decide implementar um sistema IDS que:• detecte ataques conhecidos rapidamente;• reconheça padrões de tráfego anormais que possam indicar novos tipos de ataques; e• minimize alarmes falsos que possam sobrecarregar a equipe de resposta.O tipo mais adequado para atender essas necessidades é um sistema IDS:
Abaseado em anomalias;
Bbaseado em assinaturas;
Ccom implementação de controle de acesso baseado em identidade;
Dque combine assinaturas e detecção baseada em anomalias;
Ebaseado em assinaturas, configurado para ignorar alarmes de anomalias.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — que combine assinaturas e detecção baseada em anomalias;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Sistemas de Detecção de Intrusão (IDS)
Gabarito: letra D. O IDS híbrido que combina assinaturas e detecção baseada em anomalias atende simultaneamente aos três requisitos: detecta ataques conhecidos rapidamente (assinaturas), reconhece padrões anormais de novos ataques (anomalias) e, com ajustes, minimiza alarmes falsos. Nenhuma abordagem isolada cumpre todos os objetivos.
A questão testa o conhecimento dos dois principais tipos de detecção em IDS e a vantagem da abordagem híbrida. A banca espera que o candidato entenda que:
Detecção por assinaturas (baseada em regras/ padrões conhecidos) é rápida e precisa para ataques já catalogados, mas não detecta ataques novos ou variantes.
Detecção por anomalias (baseada em desvios do comportamento normal) identifica ataques desconhecidos, porém pode gerar mais falsos positivos.
Combinação aproveita o melhor de cada: assinaturas para ataques conhecidos (baixa taxa de falsos positivos) e anomalias para ataques novos, com a possibilidade de ajustar limites para reduzir alarmes falsos.
Alternativa A — ❌ Incorreta
IDS baseado apenas em anomalias consegue detectar novos ataques, mas tende a gerar muitos alarmes falsos (falsos positivos) e não é o mais rápido para ataques conhecidos, pois não utiliza padrões predefinidos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
IDS baseado apenas em assinaturas é excelente para ataques conhecidos (rápido e com baixos falsos positivos), mas falha em detectar ataques novos ou modificados, contrariando o segundo requisito (reconhecer padrões anormais).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Controle de acesso baseado em identidade (IBAC) não é um tipo de IDS; é um mecanismo de prevenção, não de detecção. Não atende a nenhum dos requisitos de detecção de intrusão.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
IDS híbrido combina assinaturas (para ataques conhecidos) e anomalias (para novos ataques). Essa abordagem equilibra os requisitos: rapidez na detecção de ataques conhecidos, capacidade de identificar anomalias indicativas de novos ataques, e possibilidade de configuração para minimizar falsos positivos (ex.: ajustando thresholds ou usando correlação).
Alternativa E — ❌ Incorreta
IDS baseado em assinaturas configurado para ignorar anomalias elimina justamente a capacidade de detectar novos ataques. Além disso, ignorar anomalias não reduz alarmes falsos de forma inteligente — apenas desconsidera uma fonte importante de detecção.
PEGA ESSA DICA!
Em provas de segurança, lembre-se de que a detecção por assinatura é reativa (conhecido) e a por anomalia é proativa (desconhecido). Quando o enunciado pedir "detectar novos ataques" ou "comportamento anormal", a resposta quase sempre envolverá anomalia; se pedir "ataques conhecidos", assinatura; se pedir ambos, a opção híbrida é a correta. A FGV costuma explorar essa complementariedade.