O Ministério Público da União (MPU) está criando um departamento de governança de dados, que terá, como uma de suas atividades, controlar a performance de seus servidores federais. O objetivo é alocar o número certo de pessoas em cada departamento de forma a equalizar o trabalho entre todos. Contudo, esse novo departamento deverá trabalhar com dados estatísticos somente, sem acesso a dados de um indivíduo específico.Como forma de evitar problemas de segurança com relação aos dados armazenados, o Departamento de Segurança do MPU, junto com os DBAs, precisarão:
Ausar variáveis de ligação (BIND), além de remover caracteres de escape das cadeias de caracteres de entrada das consultas das aplicações;
Brestringir o acesso de funções de banco de dados padronizadas ou personalizáveis, além de funções de agregação como COUNT, SUM, MIN, MAX, AVERAGE, dentre outras;
Crestringir o acesso aos dados individualizados com a criptografia de dados críticos, além de proibir sequência de consultas à mesma população de tuplas;
Dintroduzir pequenas imprecisões ou ruídos nos resultados das consultas, além de efetuar o particionamento do banco de dados;
Eatribuir uma classe de segurança para cada programa em execução, além de permitir a leitura para determinados segmentos de memória.
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GabaritoD — introduzir pequenas imprecisões ou ruídos nos resultados das consultas, além de efetuar o particionamento do banco de dados;
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Segurança em bancos de dados estatísticos
Gabarito: letra D. A introdução de pequenas imprecisões (ruído) nos resultados das consultas é uma técnica clássica de segurança em bancos de dados estatísticos, conhecida como perturbação ou privacidade diferencial, que permite divulgar informações agregadas sem expor dados individuais. O particionamento do banco de dados auxilia na organização e isolamento, mas o ruído é a medida central contra inferência.
O enunciado descreve um cenário onde o departamento deve trabalhar apenas com dados estatísticos, sem acesso a dados individuais. O desafio de segurança é justamente evitar que consultas agregadas permitam inferir informações sobre indivíduos específicos — problema clássico de bancos de dados estatísticos.
Técnica de Segurança
Descrição
Aplicação no Contexto
Eficácia contra Inferência
Perturbação (Ruído)
Introdução de pequenas imprecisões nos resultados das consultas agregadas.
Distorce ligeiramente as saídas de COUNT, SUM, AVG, etc., para que múltiplas consultas não revelem dados individuais.
Alta – técnica clássica (privacidade diferencial) que impede a reconstrução de dados específicos.
Particionamento do Banco
Divisão do banco de dados em segmentos isolados (por departamento, função, etc.).
Organiza e isola conjuntos de dados, dificultando ataques que combinam informações de diferentes partições.
Média – complementar; por si só não impede inferência, mas aumenta a segurança.
Criptografia de Dados Críticos
Codificação dos dados armazenados para proteger o acesso não autorizado.
Protege o armazenamento, mas não altera os resultados das consultas agregadas.
Baixa – não resolve o problema central de inferência a partir de agregações.
Restrição de Funções de Agregação
Bloqueio de funções como COUNT, SUM, MIN, MAX, AVG.
Inviabilizaria o trabalho estatístico do departamento, que precisa dessas funções.
N/A – medida inadequada, pois impede a finalidade do sistema.
Variáveis de Ligação (BIND) e Escape
Prevenção contra injeção SQL, sanitizando entradas de consultas.
Protege contra ataques de injeção, mas não afeta a segurança de consultas estatísticas legítimas.
Nula – não se aplica ao problema de inferência.
Segurança em BD estatístico
1Problema central
Inferência de dados individuais
Consultas agregadas
2Técnicas de proteção
Perturbação (ruído)
Particionamento
Criptografia (só armazenamento)
BIND (só injeção SQL)
Restringir funções (inviabiliza análise)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Usar variáveis de ligação (BIND) e remover caracteres de escape são medidas de prevenção contra injeção SQL, não resolvem o problema de inferência em consultas estatísticas. Embora sejam boas práticas de segurança, não atendem ao requisito específico do enunciado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Restringir funções de agregação como COUNT, SUM, MIN, MAX, AVG inviabilizaria o próprio trabalho estatístico do departamento, que precisa dessas funções para gerar indicadores de performance. Além disso, a mera restrição de funções não impede inferência a partir de múltiplas consultas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Criptografar dados críticos protege o armazenamento, mas não impede que resultados agregados permitam inferir dados individuais — o problema central. Proibir sequência de consultas à mesma população é uma abordagem limitada e pode ser contornada; além disso, inviabiliza análises legítimas que exigem consultas repetidas.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Introduzir pequenas imprecisões ou ruídos nos resultados (técnica de perturbação) é uma estratégia consagrada para bancos de dados estatísticos: distorce ligeiramente as saídas das consultas, de modo que não seja possível reconstruir dados individuais a partir de múltiplas agregações. O particionamento complementa a segurança ao isolar conjuntos de dados, dificultando ataques de inferência. Juntas, essas medidas atendem plenamente ao cenário.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Atribuir classes de segurança a programas e controlar leitura de segmentos de memória são mecanismos de controle de acesso em nível de sistema operacional, não específicos para segurança de bancos de dados estatísticos. Não impedem inferência a partir de consultas agregadas.
Gabarito: letra D — adição de ruído + particionamento.