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Questão de Redes de Computadores — Segurança de Redes — FGV 2025

Redes de ComputadoresSegurança de Redes
Código
fg116240
Banca
FGV
Órgão
MPU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do - Suporte e Infraestrutura
Um intruso atacou os servidores DNS do Ministério Público da União (MPU) enviando centenas de solicitações de DNS para o domínio do MPU, assim como um conjunto de respostas falsificadas para as solicitações fingindo ser um servidor de nomes de nível seguinte e carregando uma suposição diferente para o ID da consulta. O servidor de nomes local armazenou o mapeamento em seu cache. Nesse momento, o invasor passou a atuar como intermediário entre os clientes e o servidor (man-in-the-middle). Após isso, o invasor continuou a atacar não um único site, mas a zona inteira de DNS's.A Divisão de Segurança do MPU iniciou a busca pela solução ao ataque de:
  1. AKaminsky;
  2. Bspoofing de conexão;
  3. Csequestro de conexão;
  4. Denvenenamento de ARP;
  5. Ecanal lateral.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Kaminsky;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ataque Kaminsky (DNS Cache Poisoning)

Gabarito: letra A. O ataque descrito é o clássico "Ataque Kaminsky", descoberto por Dan Kaminsky em 2008, que explora vulnerabilidades no protocolo DNS para envenenar o cache de um servidor DNS com entradas falsas para toda uma zona, permitindo redirecionar tráfego de múltiplos domínios. A descrição — envio de centenas de solicitações DNS e respostas falsificadas com diferentes IDs de consulta — é a assinatura desse ataque.

O ataque Kaminsky consiste em: (1) enviar uma consulta DNS para um domínio controlado pelo atacante; (2) o servidor DNS recursivo consulta o servidor autoritativo; (3) o atacante envia uma enxurrada de respostas falsas com diferentes IDs de transação, tentando adivinhar o ID usado pelo servidor; (4) quando acerta, a resposta falsa é aceita e armazenada em cache, envenenando o cache para toda a zona (não apenas um registro). O invasor então se torna man-in-the-middle.

As demais alternativas são distratores:

Alternativa B — ❌ Incorreta

Spoofing de conexão é um termo genérico para falsificação de informações de conexão (ex.: IP spoofing), mas não descreve especificamente o ataque DNS com múltiplos IDs. O ataque descrito é mais específico: é o Kaminsky.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sequestro de conexão (TCP session hijacking) envolve interceptar e assumir uma conexão TCP existente, não se aplica ao ataque DNS que explora a ausência de autenticação no protocolo DNS.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Envenenamento de ARP (ARP spoofing) atua na camada de enlace, envenenando a tabela ARP para interceptar quadros em uma rede local. O ataque descrito é na camada de aplicação (DNS), não no ARP.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Canal lateral (side-channel) é um ataque que explora informações indiretas (tempo, consumo de energia, emissões) para obter dados secretos. Não se relaciona com envenenamento de cache DNS.

NÃO CAIA NESSA!

A banca descreve detalhadamente o ataque Kaminsky, mas pode confundir com "spoofing de conexão" (alternativa B) ou "envenenamento de ARP" (D), que são ataques de falsificação, porém em camadas diferentes. O nome do pesquisador (Kaminsky) é o termo técnico consagrado.

MNEMÔNICO
CID
CConfidencialidade (dados acessíveis só a quem é autorizado)IIntegridade (dados exatos, consistentes e não alterados indevidamente)DDisponibilidade (informação/sistemas acessíveis quando necessário)
Segurança da Informação - Princípios/Tríade CID

Gabarito: letra A.

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