Questão de Segurança da Informação — Criptografia — FGV 2025
Segurança da Informação›Criptografia
Código
fg116249
Banca
FGV
Órgão
MPU
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do - Suporte e Infraestrutura
O Departamento de Segurança da Informação implementou um sistema de segurança no Ministério Público da União (MPU) para detectar intrusão e vírus em sua rede local. Eles efetuaram o cálculo da função de hash dos arquivos existentes e guardaram-no de forma segura. Caso houvesse dúvida quanto a algum arquivo malicioso, seu hash seria calculado e comparado com o hash arquivado anteriormente.A garantia da integridade dos dados para a aplicação de detecção de intrusão e vírus deverá ser conseguida, no mínimo, pela propriedade de resistência:
Aà segunda pré-imagem somente;
Bà primeira pré-imagem somente;
Ca nenhuma pré-imagem nem colisões;
Dàs primeira e segunda pré-imagens além de colisões;
Ea colisões somente.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — à segunda pré-imagem somente;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Propriedades de funções hash e integridade de dados
Gabarito: letra A. Para garantir a integridade dos dados no cenário descrito (cálculo e armazenamento seguro de hashes para posterior comparação), a propriedade mínima exigida de uma função hash é a resistência à segunda pré-imagem (também conhecida como resistência a colisões fracas). Isso assegura que, dado um arquivo original e seu hash, seja computacionalmente inviável encontrar outro arquivo (malicioso) que produza o mesmo valor de hash.
A questão testa a distinção entre as três propriedades clássicas de funções hash criptográficas:
Resistência à primeira pré-imagem: dada uma saída (hash), é inviável encontrar uma entrada que gere aquele hash. Relaciona-se à confidencialidade, não à integridade.
Resistência à segunda pré-imagem: dado uma entrada e seu hash, é inviável encontrar uma segunda entrada diferente com o mesmo hash. É a propriedade essencial para integridade quando o arquivo original é conhecido.
Resistência a colisões: é inviável encontrar duas entradas quaisquer que produzam o mesmo hash. Propriedade mais forte, mas não estritamente necessária no cenário descrito, pois o atacante não controla o arquivo original.
No contexto de detecção de intrusão/vírus, o sistema armazena o hash dos arquivos íntegros. Ao verificar um arquivo suspeito, recalcula-se o hash e compara-se com o armazenado. O atacante, para passar despercebido, precisa criar um arquivo modificado que gere exatamente o mesmo hash do original — isso caracteriza um ataque de segunda pré-imagem. Portanto, o requisito mínimo é a resistência à segunda pré-imagem.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Expressa exatamente a propriedade mínima: resistência à segunda pré-imagem.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A resistência à primeira pré-imagem não é suficiente nem necessária para integridade nesse cenário; ela protege contra a descoberta do conteúdo original a partir do hash.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirmar que nenhuma pré-imagem é necessária está errado. A resistência à segunda pré-imagem é indispensável.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Exigir todas as propriedades (primeira e segunda pré-imagem e colisões) é excessivo; apenas a segunda pré-imagem é o mínimo exigido.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A resistência a colisões, embora seja uma propriedade desejável, não é a mínima exigida. A banca pode tentar confundir, mas o cenário pede a garantia contra a substituição de um arquivo específico, o que é segunda pré-imagem.
Conceitos fundamentais:
Função hash criptográfica: mapeamento determinístico de entrada de tamanho arbitrário para saída de tamanho fixo.
Integridade: assegurar que os dados não foram alterados sem autorização.
No contexto de IDS/antivírus, hash é usado para verificar integridade de arquivos.
PEGA ESSA DICA!
Na hora da prova, lembre-se: integridade com arquivo original conhecido → segunda pré-imagem (dado m e h, encontrar m'≠m com h). Para assinaturas digitais, colisão é importante. Preimagem única é mais associada a senhas.