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Questão de Medicina Legal — Química Médico-legal — FGV 2025

Medicina LegalQuímica Médico-legal
Código
fg116551
Banca
FGV
Órgão
PC-MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Legista
Leia o fragmento a seguir.A coleta de sangue no morto deve ser feita através de aspiração com uso de agulha ou seringa, podendo ser feita a coleta de sangue cardíaco ou periférico.PASSAGLI, M. F. Toxicologia Forense - teoria e prática.3ª ed. Campinas (SP): Millenium, 2013, p. 385..Com relação ao sangue utilizado nas análises toxicológicas post-mortem, avalie as afirmativas a seguir.I. O sangue periférico é, em geral, menos suscetível à redistribuição post mortem, sendo recomendável sua coleta sempre que possível, principalmente para a realização de análises quantitativas.II. O método mais indicado para a coleta de sangue cardíaco é a punção “cega" através da parede torácica.III. O uso de soro sanguíneo é extremamente comum nas análises toxicológicas post-mortem, uma vez que a autólise das células facilita a separação entre as frações líquidas e celulares do sangue.Está correto o que se afirma em
  1. AI, apenas.
  2. BI e II, apenas.
  3. CI e III, apenas.
  4. DII e III, apenas.
  5. EI, II e III.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — I, apenas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coleta de sangue para análises toxicológicas post-mortem

Gabarito: letra A — apenas a afirmativa I está correta. O sangue periférico é menos suscetível à redistribuição post mortem, sendo o mais indicado para análises quantitativas. A afirmativa II está incorreta, pois a coleta de sangue cardíaco é feita por abertura da cavidade torácica, não por punção cega. A afirmativa III também é falsa, já que o uso de soro não é comum; utiliza-se sangue total.

A questão avalia conhecimentos básicos de toxicologia forense sobre os procedimentos de coleta de amostras em cadáveres. A redistribuição post mortem é um fenômeno que altera as concentrações de drogas no sangue central, tornando o sangue periférico (ex.: veia femoral) a amostra de escolha para dosagens quantitativas.

  1. 1Sangue periférico (femoral)Menos redistribuição
  2. 2Sangue cardíacoToracotomia (não punção cega)
  3. 3Material de eleiçãoSangue total (não soro)
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Afirmativa I — ✅ Correta

De fato, o sangue periférico sofre menor influência da redistribuição post mortem e deve ser coletado sempre que possível, especialmente quando se deseja obter resultados quantitativos confiáveis (Passagli, 2013).

Afirmativa II — ❌ Incorreta

A coleta de sangue cardíaco por punção "cega" através da parede torácica não é o método mais indicado. Durante a necropsia, o tórax é aberto (toracotomia) e o sangue é aspirado diretamente das câmaras cardíacas ou grandes vasos, sob visão direta. A punção cega pode causar danos e não é considerada padrão.

Afirmativa III — ❌ Incorreta

Nas análises toxicológicas post mortem, o material de eleição é o sangue total, e não o soro. A autólise celular após a morte causa hemólise, dificultando a separação do soro e comprometendo a análise. Portanto, o uso de soro não é comum.

PEGA ESSA DICA!

Nas provas de medicina legal, lembre-se: para análises quantitativas, prefira sangue periférico; a coleta cardíaca exige abertura do tórax; e utiliza-se sangue total, não soro. Esses pontos são recorrentes em questões de toxicologia forense.

Gabarito: letra A.

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