Baropatias
Gabarito: letra A. A alternativa A está correta porque os barotraumas auditivos são de fato frequentes em aviadores e mergulhadores, devido às rápidas variações de pressão que afetam a orelha média. As demais alternativas contêm erros conceituais característicos de pegadinhas da banca.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Os barotraumas auditivos (como a ruptura timpânica e a otite barotraumática) são as lesões mais comuns em indivíduos expostos a mudanças bruscas de pressão, como aviadores e mergulhadores. A compressão e descompressão rápidas dificultam a equalização da pressão na orelha média, causando dor, sangramento e até perfuração. É uma afirmativa precisa e bem consolidada na medicina legal e na medicina do trabalho.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que as doenças descompressivas "só acontecem nas subidas". Embora a doença descompressiva (mal descompressivo, 'bends') ocorra predominantemente na subida (devido à formação de bolhas de nitrogênio), existem barotraumas que também acontecem na descida (como compressão de seios da face e ouvido). O termo "só" torna a assertiva incorreta, pois há exceções e outras baropatias que não se restringem à subida.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A doença das montanhas (mal agudo da montanha) não se instala "imediatamente" nem apenas acima de 5.000 metros. Ela pode ocorrer a partir de 2.500 metros, e os sintomas (cefaleia, náuseas, tontura) surgem horas após a chegada, não de modo instantâneo. A altitude de 5.000 metros é extrema e não é o limiar para o início dos sintomas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O gás que causa impregnação dos tecidos e está associado à doença descompressiva é o nitrogênio, não o oxigênio. A impregnação (saturação tecidual) ocorre com a profundidade, mas a partir de cerca de 30 metros já há risco significativo de narcose por nitrogênio, e não apenas após 80 metros. Além disso, o oxigênio em altas pressões pode causar toxicidade (convulsões), mas não é o responsável pela "impregnação" típica dos mergulhadores.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A permanência prolongada em grandes altitudes leva a adaptações crônicas (policitemia, hipertensão pulmonar), mas essas adaptações muitas vezes têm repercussões clínicas, como a doença crônica da montanha (mal de Monge), que cursa com fadiga, cianose, e complicações cardiorrespiratórias. Dizer que não há repercussões clínicas é falso.
Gabarito: letra A