Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — FGV 2025
Biologia›Identidade dos seres vivos
Código
fg116582
Banca
FGV
Órgão
PC-MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Área I
Em um assassinato famoso na década de 2010, em que a vítima foi encontrada morta dentro do lago de uma represa do interior de São Paulo, a botânica forense foi fundamental para associar o então suspeito ao local do crime.A análise de vestimentas e sapatos do suspeito apresentavam fragmentos ósseos, sangue e restos de alga. As amostras, porém, não se mostraram úteis para a análise de DNA, com exceção dos fragmentos de um tipo de alga, colocando o suspeito diretamente na cena do crime.Assinale a alternativa que indica a espécie de alga que permitiu a identificação do criminoso.
ACiliophora, eucarionte endêmica dos corpos lóticos da região onde o corpo foi encontrado.
BChlorophyta, procarionte muito comum em todo Brasil, inclusive na região onde o corpo foi encontrado.
CRhizopoda, eucarionte muito comum em todo Brasil, inclusive na região onde o corpo foi encontrado.
DChlorophyta, eucarionte endêmica dos corpos lóticos da região onde o corpo foi encontrado.
ERhizopoda, procarionte muito comum em todo Brasil, inclusive na região onde o corpo foi encontrado.
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GabaritoD — Chlorophyta, eucarionte endêmica dos corpos lóticos da região onde o corpo foi encontrado.
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Botânica forense: identificação de algas em vestígios
Gabarito: letra D. A espécie de alga que permitiu a identificação do criminoso é uma Chlorophyta (alga verde), eucarionte e endêmica dos corpos lóticos da região — exatamente o que a alternativa D afirma. As algas verdes são organismos eucariontes (possuem núcleo organizado), e a característica de ser endêmica de um ambiente específico (neste caso, os corpos d'água lóticos, como rios e represas) é o que permite associar o suspeito ao local do crime: a alga só existe naquele ecossistema, então sua presença nas vestimentas indica contato com aquele ambiente.
A questão explora a botânica forense, um ramo da criminalística que utiliza plantas, algas e outros organismos vegetais como vestígios para associar pessoas a locais ou eventos. No caso narrado, os fragmentos de alga foram os únicos vestígios que permitiram a análise de DNA, pois as algas verdes (Chlorophyta) possuem DNA próprio em suas células, que pode ser extraído e comparado com amostras do ambiente. A endemia é o fator-chave: se a alga é exclusiva daquela represa, sua presença no suspeito prova que ele esteve lá.
A banca monta as alternativas com três eixos de confusão: (1) o grupo taxonômico (Chlorophyta vs. Rhizopoda vs. Ciliophora), (2) a natureza celular (eucarionte vs. procarionte) e (3) a distribuição geográfica (endêmica vs. muito comum). A alternativa correta combina os três elementos certos: Chlorophyta + eucarionte + endêmica. As demais trocam um ou mais desses elementos.
Algas verdes (Chlorophyta)
1Natureza celular
Eucarionte (núcleo organizado)
Cloroplastos com clorofila
2Distribuição geográfica
Endêmica dos corpos lóticos
DNA próprio p/ análise forense
3Confusões da banca
Rhizopoda (protozoário, não alga)
Ciliophora (protozoário, não alga)
Procarionte (é bactéria, não alga)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Erra ao indicar Ciliophora como o grupo. Ciliophora (ciliados) são protozoários, não algas — são organismos unicelulares heterótrofos, que se movem por cílios. Embora sejam eucariontes e possam ser encontrados em ambientes aquáticos, não são algas e não possuem clorofila, portanto não são o grupo correto para a análise de DNA descrita. Além disso, a alternativa não menciona a endemia, que é essencial para a associação ao local.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra ao classificar Chlorophyta como procarionte. As algas verdes (Chlorophyta) são eucariontes: possuem núcleo organizado e organelas membranosas, como cloroplastos. A confusão com procariontes é comum, mas procariontes são organismos sem núcleo definido, como bactérias e cianobactérias. Além disso, a alternativa diz que a alga é "muito comum em todo Brasil", o que contraria a ideia de endemia — se fosse comum em todo o país, não serviria para associar o suspeito a um local específico.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erra ao indicar Rhizopoda como o grupo. Rhizopoda (rizópodes) são protozoários que se movem por pseudópodes (como as amebas), não algas. São eucariontes, mas não possuem clorofila e não são o grupo correto. Além disso, a alternativa diz que são "muito comuns em todo Brasil", o que não permitiria a associação ao local específico do crime.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a resposta correta. Chlorophyta são as algas verdes, organismos eucariontes (núcleo organizado, cloroplastos com clorofila). A característica de ser endêmica dos corpos lóticos da região é o que torna a alga um vestígio forense valioso: por existir apenas naquele ecossistema aquático (rios, represas, córregos), sua presença nas roupas e sapatos do suspeito prova que ele esteve em contato com aquela água. O DNA das algas pode ser extraído e comparado com amostras do ambiente, confirmando a origem.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erra ao indicar Rhizopoda como o grupo e classificá-lo como procarionte. Rhizopoda são protozoários eucariontes, não algas, e não são procariontes. Além disso, a alternativa diz que são "muito comuns em todo Brasil", o que não permitiria a associação ao local específico. A combinação de todos os erros (grupo errado, natureza celular errada e distribuição geográfica errada) torna esta alternativa totalmente incorreta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre algas e protozoários. Chlorophyta são algas verdes (eucariontes, fotossintetizantes); Rhizopoda e Ciliophora são protozoários (eucariontes, heterótrofos). Além disso, inverte o conceito de endemia: para a botânica forense, o que importa é a alga ser endêmica (restrita àquele local), não "muito comum" — se fosse comum em todo o Brasil, não serviria para associar o suspeito ao local. Fique atento a essas trocas: grupo taxonômico, natureza celular e distribuição geográfica são os três eixos que a banca manipula.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de botânica forense, lembre-se: o vestígio vegetal só tem valor probatório se for endêmico do local do crime. Algas verdes (Chlorophyta) são eucariontes e possuem DNA próprio, o que permite análise genética. Compare: