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Questão de Química — Técnicas de Laboratório — FGV 2025

QuímicaTécnicas de Laboratório
Código
fg116595
Banca
FGV
Órgão
PC-MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal - Área I
As drogas de interesse forense são divididas em grupos de substâncias com base em publicações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).No Brasil, um produto que contém como princípios ativos os canabinoides e canabidiol é registrado como medicamento. Eles podem ser identificados e quantificados utilizando cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) ou por cromatografia em fase gasosa (CG).Em relação a essas técnicas analíticas, assinale a afirmativa correta.
  1. AA CLAE usa o gás de arraste como sua fase móvel, armazenados em cilindros de alta pressão, que não podem interagir com a fase estacionária e nem com a amostra, além de possuir alta pureza.
  2. BA CG é uma técnica utilizada na separação dos vários componentes de uma mistura de substâncias, com o objetivo de identificar esses componentes, quantificá-los ou purificálos; é usada em análises de compostos não voláteis ou instáveis termicamente, onde a CG não pode ser utilizada.
  3. CA CG é uma técnica de separação com diversas vantagens que envolve pequenos volumes de injeção, requer que a amostra seja solúvel na fase móvel e a fase estacionária pode ser utilizada inúmeras vezes.
  4. DO forno é um componente na CG e deve ter baixa taxa de aquecimento, baixa taxa de resfriamento, baixa estabilidade térmica, ampla faixa de temperatura, sistema de segurança e operar em temperaturas que dependam do injetor e do detector.
  5. EA CG acoplada à espectrometria de massas é usada para realizar a separação dos compostos semivoláteis e voláteis da amostra com base em suas interações com a coluna cromatográfica e o gás de arraste, enquanto o espectrômetro de massas identifica e quantifica os compostos com base na sua relação massa/carga.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — A CG acoplada à espectrometria de massas é usada para realizar a separação dos compostos semivoláteis e voláteis da amostra com base em suas interações com a coluna cromatográfica e o gás de arraste, enquanto o espectrômetro de massas identifica e quantifica os compostos com base na sua relação massa/carga.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cromatografia: CLAE vs CG

Gabarito: letra E. A cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-MS) é a técnica adequada para separar e identificar compostos voláteis e semivoláteis: a separação ocorre pela interação com a coluna e o gás de arraste, e o espectrômetro de massas detecta os compostos pela relação massa/carga (m/z). As demais alternativas apresentam erros conceituais que misturam características da cromatografia líquida (CLAE) com a gasosa (CG).

Técnica

Fase Móvel

Tipo de Amostra

Princípio de Separação

Detecção (CG-MS)

CLAE

Líquida (alta pressão)

Não volátil / termicamente instável

Interação com fase estacionária e fase móvel

Não se aplica (CG-MS)

CG

Gás de arraste (hélio, N₂, H₂)

Volátil / termicamente estável

Interação com coluna e gás de arraste

Relação massa/carga (m/z)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a CLAE usa gás de arraste como fase móvel, armazenado em cilindros de alta pressão. Na verdade, a CLAE (cromatografia líquida) utiliza uma fase móvel líquida bombeada sob alta pressão; o gás de arraste é característico da cromatografia gasosa (CG). Além disso, a fase móvel interage com a fase estacionária e com a amostra para promover a separação — diferente do que a alternativa sugere.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Declara que a CG é usada na análise de compostos não voláteis ou instáveis termicamente, mas afirma no final que "onde a CG não pode ser utilizada". A frase é contraditória e conceitualmente errada: CG é indicada para compostos voláteis e termicamente estáveis; compostos não voláteis ou instáveis são analisados por CLAE ou outras técnicas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que na CG a amostra deve ser solúvel na fase móvel. Na CG, a fase móvel é um gás de arraste (hélio, nitrogênio, hidrogênio), e a amostra deve ser volátil (vaporizada no injetor), não solúvel. A solubilidade na fase móvel é um requisito da CLAE (fase líquida). O pequeno volume de injeção e a reutilização da fase estacionária são aspectos corretos, mas o erro central invalida a alternativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Descreve o forno da CG com características opostas às reais: o forno deve ter alta taxa de aquecimento e resfriamento (para rampas rápidas) e alta estabilidade térmica (para manter temperatura precisa). "Baixa taxa de aquecimento" e "baixa estabilidade térmica" são erros grosseiros. Embora a ampla faixa de temperatura e o sistema de segurança estejam corretos, os demais termos tornam a alternativa falsa.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve com precisão o princípio da CG acoplada à espectrometria de massas: a coluna cromatográfica separa os compostos voláteis/semivoláteis com base na interação com a fase estacionária e o gás de arraste; o espectrômetro de massas, na saída da coluna, identifica e quantifica cada composto pela sua relação massa/carga (m/z). Essa é a descrição canônica da técnica CG-MS, amplamente usada em análises forenses.

NÃO CAIA NESSA!

Para não confundir, lembre-se: CLAE = fase móvel líquida, alta pressão, adequada para compostos não voláteis/instáveis termicamente; CG = fase móvel gasosa (gás de arraste), adequada para compostos voláteis/termicamente estáveis. O acoplamento com MS oferece alto poder de identificação.

Gabarito: letra E

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