Questão de Biologia — Moléculas, células e tecidos — FGV 2025
Biologia›Moléculas, células e tecidos
Código
fg119545
Banca
FGV
Órgão
SEDUC-MT
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica - Habilitação: Biologia
Eventos recentes de crise hídrica no Brasil, como a seca prolongada no Nordeste (2012-2017), a crise hídrica no Sudeste (2014-2015) e a seca severa no Pantanal (2019-2021), afetaram diretamente a saúde das plantas e sua capacidade de realizar processos fisiológicos essenciais. Nestas condições, são observadas alterações significativas nos tecidos vegetais, tais como:
Aredução da turgência celular, levando à plasmólise das células e comprometendo o transporte de seiva elaborada pelos vasos lenhosos.
Baumento da produção de auxinas, promovendo maior divisão celular nos meristemas.
Cfechamento estomático, limitando a troca gasosa e a fotossíntese, além de causar acúmulo de ácido abscísico (ABA) nos tecidos.
Dpotenciação do transporte de seiva bruta, aumentando a absorção de sais minerais pelas raízes para compensar a falta de água.
Eabertura estomática em busca de maior captação de gás carbônico, intensificando a fotossíntese.
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GabaritoC — fechamento estomático, limitando a troca gasosa e a fotossíntese, além de causar acúmulo de ácido abscísico (ABA) nos tecidos.
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Estresse hídrico em plantas
Gabarito: letra C. Sob déficit hídrico, as plantas fecham os estômatos para reduzir a perda de água, o que limita a entrada de CO₂ e diminui a fotossíntese, além de haver acúmulo do hormônio ácido abscísico (ABA) – exatamente o descrito na alternativa C.
A banca testa o conhecimento sobre as respostas fisiológicas das plantas à falta de água, um tema recorrente em questões de biologia vegetal. A chave está em lembrar que, em condições de seca, a planta prioriza a conservação de água, mesmo que isso comprometa a fotossíntese.
1Déficit hídrico
2↑ Ácido abscísico (ABA)
3Fechamento estomático
4↓ Entrada de CO₂
5↓ Fotossíntese
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que há redução da turgência celular com plasmólise e comprometimento do transporte de seiva elaborada pelos vasos lenhosos. O erro está em associar a seiva elaborada aos vasos lenhosos (xilema). O xilema transporta seiva bruta (água e sais minerais); a seiva elaborada (açúcares) é transportada pelo floema. Além disso, a plasmólise é um fenômeno mais extremo que a simples perda de turgor, mas o principal equívoco é a troca dos vasos condutores.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma aumento da produção de auxinas e maior divisão celular. Na verdade, sob estresse hídrico, os níveis de auxina caem, inibindo o crescimento, enquanto o ácido abscísico (ABA) aumenta para induzir o fechamento estomático. A alternativa inverte o hormônio responsável.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A descrição é precisa: o fechamento estomático limita a entrada de CO₂, reduzindo a fotossíntese, e também desencadeia o acúmulo de ABA, que atua na sinalização do estresse. Esse é um dos principais mecanismos de tolerância à seca.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma potenciação do transporte de seiva bruta e aumento da absorção de sais. Na verdade, com o fechamento estomático, a transpiração diminui, o fluxo de água no xilema cai, e a absorção de água e minerais pelas raízes é reduzida, não aumentada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma abertura estomática para captar mais CO₂ e intensificar a fotossíntese. Isso é o oposto do que ocorre: a planta fecha os estômatos para evitar perda de água, sacrificando a fotossíntese. A abertura estomática em situação de seca levaria à desidratação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter as funções do xilema e floema (A) e trocar os efeitos fisiológicos (aumento em vez de redução). Memorize: em seca, fecha estômato, ABA sobe, fotossíntese cai, auxina diminui, transporte de seiva bruta é reduzido.