Questão de Biologia — Moléculas, células e tecidos — FGV 2025
Biologia›Moléculas, células e tecidos
Código
fg119571
Banca
FGV
Órgão
SEDUC-MT
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica - Habilitação: Biologia
Um professor de Biologia, ao trabalhar a temática: “Dogma Central da Biologia”, identifica que os estudantes estão cometendo erros frequentes em atividades de debates (seminários) sobre as novas tecnologias de DNA e suas aplicações cotidianas. Dentre esses erros:- Alguns estudantes afirmam que: "o RNA sempre é produzido a partir do DNA, nunca o contrário".- Outros não relacionam mutações no DNA a possíveis alterações na função proteica, dizendo que "se o RNA está certo, a proteína sai certa, mesmo com erro no DNA".- Há ainda confusão entre os termos transcrição, tradução e replicação.Qual estratégia didática é mais adequada para diagnosticar e superar essas dificuldades conceituais, promovendo aprendizagem significativa?
ARealizar uma aula expositiva detalhada, reforçando as etapas do Dogma Central com esquemas no quadro.
BPropor um jogo de cartas em que os estudantes montem fluxos de informação genética, incluindo exceções como a retrotranscrição viral, e discutam erros comuns.
CSolicitar a elaboração de mapas mentais individuais destacando DNA, RNA e proteínas.
DExibir vídeos animados sobre síntese proteica e aplicar um quiz com perguntas de múltipla escolha.
EDistribuir um texto sobre terapias gênicas e pedir uma redação sobre a importância do DNA.
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GabaritoB — Propor um jogo de cartas em que os estudantes montem fluxos de informação genética, incluindo exceções como a retrotranscrição viral, e discutam erros comuns.
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Estratégias didáticas para o Dogma Central da Biologia
Gabarito: letra B. A alternativa B é a mais adequada por ser uma estratégia ativa, colaborativa e focada em diagnosticar e corrigir os erros conceituais citados: ao montar fluxos de informação genética em um jogo de cartas, os estudantes confrontam diretamente as noções equivocadas (como a ideia de que "RNA sempre vem do DNA", que é desmentida pelo exemplo da retrotranscrição viral) e discutem em grupo os erros, promovendo aprendizagem significativa. As demais alternativas são passivas ou individuais, não permitindo a identificação e superação dos equívocos de forma interativa e contextualizada.
A questão exige uma abordagem que atue sobre três dificuldades específicas: (1) a crença de que o RNA é sempre produzido a partir do DNA (ignorando a retrotranscrição); (2) a ideia de que mutações no DNA não afetam a proteína se o RNA estiver correto (o que desconsidera que o RNA é transcrito do DNA molde, herdando o erro); (3) a confusão entre transcrição, tradução e replicação. A melhor estratégia é aquela que torna esses conceitos operacionais e permite a correção imediata dos erros.
Estratégia Didática
Tipo de Abordagem
Diagnóstico de Erros Específicos
Correção de Equívocos
Promove Aprendizagem Significativa?
A) Aula expositiva com esquemas
Passiva
Não permite diagnóstico individual
Limitada (reforço passivo)
Não
B) Jogo de cartas com fluxos e exceções
Ativa, colaborativa e lúdica
Sim (confronta erros como "RNA sempre do DNA" e confusão entre processos)
Sim (discussão em grupo e inclusão de retrotranscrição)
Sim
C) Mapas mentais individuais
Ativa, mas individual
Parcial (depende da autoavaliação do aluno)
Parcial (sem interação para correção)
Parcial
D) Vídeos animados e quiz
Passiva (vídeo) e individual (quiz)
Não (quiz não explora a origem dos erros)
Não (apenas memorização)
Não
E) Texto e redação
Passiva e individual
Não (foco em terapia gênica, não nos erros)
Não (não aborda os equívocos diretamente)
Não
Alternativa A — ❌ Incorreta
A aula expositiva, por mais detalhada que seja, é uma abordagem passiva. Embora os esquemas possam ajudar na visualização, não possibilitam que o professor diagnostique quais alunos cometem cada erro específico, nem que os próprios alunos confrontem ativamente suas concepções equivocadas. A aprendizagem significativa requer participação ativa e discussão.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O jogo de cartas proposto é uma atividade lúdica e colaborativa que atende exatamente às necessidades: (a) os alunos montam fluxos de informação genética, o que exercita a diferenciação entre replicação, transcrição e tradução; (b) a inclusão de exceções como a retrotranscrição viral (usada por retrovírus como o HIV) quebra a ideia fixa de que "RNA sempre vem do DNA"; (c) ao discutirem erros comuns em grupo, os alunos explicitam e corrigem suas dificuldades, promovendo a metacognição. É a única alternativa que articula diagnóstico e superação de forma ativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Mapas mentais individuais são úteis para organizar o conhecimento, mas não favorecem a interação social que permite identificar e corrigir erros conceituais específicos. O professor só teria acesso ao produto final, sem o processo de discussão que revela as confusões. Além disso, mapas mentais não incluem naturalmente exceções como a retrotranscrição, a menos que explicitamente solicitadas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Vídeos animados e quiz de múltipla escolha são recursos complementares, mas não substituem uma estratégia que force o aluno a explicitar seu raciocínio. O quiz pode apenas verificar acertos e erros, sem aprofundar as causas das confusões. A visualização passiva não garante que o aluno reelabore seus conceitos errôneos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Um texto sobre terapias gênicas e uma redação são atividades avançadas, mas não focam nos erros conceituais básicos listados (transcrição vs tradução, retrotranscrição, efeito de mutações). A redação avalia compreensão geral, não permite intervenção pontual sobre cada dificuldade, e não oferece feedback imediato ou discussão colaborativa.
PEGA ESSA DICA!
Ao ensinar o Dogma Central, inclua sempre o exemplo da transcriptase reversa de retrovírus para quebrar a noção de que o fluxo é unidirecional DNA→RNA. Atividades como jogos de cartas ou quebra-cabeças de sequência são excelentes para fixar as diferenças entre replicação, transcrição e tradução.