Na construção do sentido de sua tirinha, a cartunista lança mão, sobretudo, da seguinte figura de linguagem:
Aantítese.
Bsinestesia.
Cpersonificação.
Deufemismo.
Ehipérbole.
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GabaritoC — personificação.
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Figura de Linguagem na Tirinha de Laerte
Gabarito: letra C. A tirinha utiliza a personificação (ou prosopopeia) ao atribuir características e comportamentos humanos — especificamente a capacidade de falar, interagir socialmente e responder a um agradecimento com a etiqueta "de nada" — a um objeto inanimado, no caso, uma máquina de venda automática.
Desenvolvimento: O que é a Personificação?
A personificação consiste em atribuir qualidades, sentimentos ou ações próprias de seres humanos a seres inanimados ou irracionais. Na tirinha, a máquina não apenas "fala" ("Não precisa agradecer: eu sou uma máquina"), mas também participa de uma troca social típica de pessoas, o que gera o efeito de humor e a construção do sentido do texto.
Análise das Alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
Antítese é a aproximação de termos com sentidos opostos (ex.: "o dia e a noite"). Embora haja um contraste entre a natureza da máquina e sua fala humana, a figura central que possibilita o diálogo é a atribuição de vida ao objeto, não a oposição de conceitos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sinestesia é a mistura de sensações de diferentes órgãos do sentido (ex.: "cheiro doce", "voz áspera"). Não há qualquer cruzamento sensorial na tirinha.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como explicado, a máquina age como um ser humano ao responder "de nada" ao agradecimento da personagem, configurando a personificação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Eufemismo é a suavização de uma ideia desagradável ou chocante. Não há intenção de atenuar qualquer mensagem na fala da máquina ou da personagem.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Hipérbole é o exagero intencional. Embora a situação seja absurda, o mecanismo que a cria não é o exagero de uma característica real, mas a atribuição de humanidade a um objeto inanimado.
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar figuras de linguagem em tirinhas, pergunte-se: "O que há de estranho aqui?". Se o estranhamento for um objeto falando ou agindo como gente, a resposta é quase sempre personificação.