Questão de Português — Sintaxe — FGV 2025
- Código
- fg119825
- Banca
- FGV
- Órgão
- SEDUC-MT
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica - Habilitação: Língua Portuguesa
- Acausa.
- Bcondição.
- Cconcessão.
- Dfinalidade.
- Etempo.
GabaritoE — tempo.
Gabarito: letra E. A locução “Até que” expressa tempo, indicando o momento em que a centelha oculta se transforma em incêndio. No verso “Até que enfim se torna incêndio e chamas”, a oração introduzida marca o limite temporal do processo descrito anteriormente (a centelha lavrando solapada). Trata-se de uma oração subordinada adverbial temporal.
A locução “Até que” não estabelece relação de causa. A causa da transformação seria outra ideia (p. ex., “porque” ou “pois”). O texto não indica que a transformação ocorre por causa de algo, mas sim quando ocorre.
Não há ideia de condição. “Até que” não equivale a “se” ou “caso”. A transformação não depende de uma condição; é descrita como inevitável no tempo.
Não há concessão (oposição/contraste). Concessão exigiria um “embora” ou “apesar de”. O verso não contrasta ideias; apenas sequencia temporalmente.
Finalidade expressa propósito (“para que”). A oração não indica intenção: a centelha não se torna incêndio com a finalidade de algo; é uma consequência temporal.
A locução “Até que” é temporal, equivalente a “até o momento em que”. No poema, o espírito (centelha) vai lavrando oculta até que – temporalmente – rompe os andrajos e se torna incêndio. A relação é de tempo: o marco em que a ação anterior se completa e a nova se inicia.
A banca explora a confusão entre conjunções temporais (“até que”) e outras relações (causa, condição). A chave é substituir mentalmente por “quando” ou “até o momento em que” – se couber, é tempo.
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