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Questão de Português — Interpretação de Textos — FGV 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fg119840
Banca
FGV
Órgão
SEDUC-MT
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica - Habilitação: Língua Portuguesa
“A nau dos insensatos é uma antiga alegoria muito usada na cultura ocidental, na literatura e nas artes visuais. Imbuída de um senso de autocrítica, ela descreve o mundo e seus habitantes humanos como uma nau, cujos passageiros perturbados não sabem e nem se importam em saber para onde estão indo. Em composições literárias e artísticas dos séculos XV e XVI, o motivo da nau dos insensatos era uma paródia da arca da salvação.”Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/ Nau_dos_insensatos. Adaptado.Considerando a alegoria destacada no texto, observa-se no verso “e a nau da insensatez sem freio avança”, sobretudo:
  1. Auma contradição.
  2. Buma sátira.
  3. Cuma resenha.
  4. Duma alusão.
  5. Eum resumo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — uma alusão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Alegoria e alusão no verso

Gabarito: letra D. O verso “e a nau da insensatez sem freio avança” constitui uma alusão direta à alegoria da nau dos insensatos, que o próprio texto apresenta como uma antiga alegoria usada na cultura ocidental. A alusão é uma figura de pensamento que faz referência, explícita ou implícita, a um fato, pessoa ou obra externa. Aqui, o verso retoma o núcleo da alegoria (a nau e a insensatez) sem desenvolvê-la, apenas evocando-a.

O texto afirma que a nau dos insensatos é “uma antiga alegoria muito usada na cultura ocidental” e que descreve “o mundo e seus habitantes humanos como uma nau, cujos passageiros perturbados não sabem e nem se importam em saber para onde estão indo”.

Ao ler o verso, percebe-se que ele carrega exatamente essa imagem — a nau da insensatez avançando sem freio —, remetendo o leitor à alegoria conhecida. Não há contradição, sátira, resenha nem resumo: o verso apenas alude à alegoria, isto é, faz uma referência a ela.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Contradição implicaria oposição lógica entre ideias, o que não ocorre: o verso está em consonância com o sentido da alegoria.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Embora a alegoria original fosse uma paródia (conforme o texto: “paródia da arca da salvação”), o verso em si não apresenta tom satírico; apenas utiliza a imagem da nau. Sátira envolve crítica ou ridicularização, ausente na citação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Resenha é um texto que descreve e avalia outra obra; o verso não tem essa função.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Clara alusão: o verso retoma o elemento central da alegoria (a nau dos insensatos) sem explicá-lo, contando com o conhecimento prévio do leitor.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Resumo sintetizaria o conteúdo do texto, mas o verso é uma referência pontual, não um resumo da alegoria.

Conclusão: a banca cobra a identificação da relação intertextual entre o verso e a alegoria descrita, que é essencialmente uma alusão.

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