Questão de Contabilidade Pública — Demonstrações Contábeis — FGV 2025
- Código
- fg121911
- Banca
- FGV
- Órgão
- TCE-RR
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Auditor Substituto de Conselheiro
- AR$ 6.000.
- BR$ 12.000.
- CR$ 18.000.
- DR$ 20.000.
- ER$ 30.000.
GabaritoB — R$ 12.000.
Gabarito: letra B. A repartição pública deve reconhecer provisão apenas para a parcela da multa ambiental proporcional aos andares que ocupa (3/5 de R$ 20.000 = R$ 12.000), pois o risco de perda é provável. A decisão de instalar filtros (R$ 10.000) não gera provisão por tratar-se de gasto futuro e preventivo, sem obrigação presente decorrente de evento passado, conforme o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP).
A banca testa dois pontos: (1) o tratamento de multas com probabilidade de perda — que exige provisão; e (2) a necessidade de rateio quando a obrigação é compartilhada entre entidades. O MCASP é claro: multas ambientais com risco provável devem ser provisionadas, mas gastos voluntários para evitar danos futuros não são provisionados.
O trecho do MCASP citado no material de apoio afirma: "Uma entidade do setor público deve reconhecer uma provisão para pagamento de multas ou custos de reparação provenientes de danos ambientais, conforme imposto pela legislação, na medida em que estiver obrigada a restaurar os danos já causados. Já a decisão da entidade de instalar filtros para evitar a emissão de gases poluentes não enseja o registro de uma provisão."
R$ 6.000 corresponde a 3/10 da multa, fração sem fundamento no enunciado. Não há base para essa divisão.
A multa de R$ 20.000 deve ser rateada na proporção dos andares ocupados pela repartição (3 de 5), resultando em R$ 12.000. A provisão é reconhecida na íntegra desse valor, pois o risco é provável e o valor é estimável.
R$ 18.000 equivale a 90% da multa. Não há indicação de que a repartição arque com essa proporção.
Considera o valor total da multa (R$ 20.000), ignorando o rateio por andares. A repartição não responde pelos andares alugados, conforme acordo entre as partes.
Soma a multa integral com o custo dos filtros (R$ 20.000 + R$ 10.000 = R$ 30.000). Além de não ratear a multa, inclui gasto futuro sem obrigação presente, o que é vedado pelas normas de provisões.
A banca pode induzir o aluno a provisionar o valor total da multa (alternativa D) ou a incluir o custo dos filtros (alternativa E). O raciocínio correto exige dividir a multa proporcionalmente e excluir gastos preventivos futuros. Lembre-se: provisão exige obrigação presente decorrente de evento passado.
Gabarito: letra B.
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