Questão de Economia — Falhas de Mercado — FGV 2025
Economia›Falhas de Mercado
Código
fg121924
Banca
FGV
Órgão
TCE-RR
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor Substituto de Conselheiro
As falhas de mercado podem justificar a intervenção estatal para corrigir ineficiências econômicas e sociais, especialmente na produção de bens públicos.Sobre esse tema, assinale a opção que apresenta uma explicação correta para a dificuldade de alocar recursos de forma eficiente na produção de bens públicos.
AOs bens públicos são caracterizados por rivalidade no consumo, o que significa que o consumo de um indivíduo impede o consumo de outro, dificultando a maximização da utilidade coletiva
BA exclusividade no consumo é uma característica inerente aos bens públicos, o que aumenta os custos de transação na determinação de um preço eficiente.
CA falha de mercado ocorre porque os bens públicos, como a defesa nacional, apresentam características de não rivalidade e não exclusão, o que desencoraja a provisão pelo setor privado devido à ausência de incentivos econômicos claros.
DOs bens públicos criam externalidades negativas inevitáveis, que elevam os custos sociais de sua produção e desestimulam tanto a participação estatal quanto a iniciativa privada.
EA ausência de rivalidade e exclusividade no consumo de bens públicos permite que o mercado atinja um equilíbrio Pareto-eficiente, justificando que sua provisão seja inteiramente delegada ao setor privado.
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GabaritoC — A falha de mercado ocorre porque os bens públicos, como a defesa nacional, apresentam características de não rivalidade e não exclusão, o que desencoraja a provisão pelo setor privado devido à ausência de incentivos econômicos claros.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Bens Públicos e Falhas de Mercado
Gabarito: letra C. A dificuldade de alocar recursos eficientemente na produção de bens públicos decorre de suas duas propriedades fundamentais: não rivalidade e não exclusão. Essas características criam um problema de free-rider (caronista), desestimulando a provisão privada e justificando a intervenção estatal para evitar a subprovisão.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que bens públicos são rivais no consumo. Na verdade, bens públicos são não rivais: o consumo de um indivíduo não reduz a quantidade disponível para outros. Exemplo: a iluminação pública.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Alega que bens públicos têm exclusividade no consumo. Pelo contrário, são não excludentes: é inviável ou muito custoso impedir que alguém os consuma, mesmo sem pagar. Exemplo: defesa nacional.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente que bens públicos (como defesa nacional) têm não rivalidade e não exclusão. Isso gera ausência de incentivos econômicos para o setor privado, pois não é possível cobrar um preço eficiente, levando à subprovisão. O Estado precisa intervir para garantir a oferta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Bens públicos não criam externalidades negativas inevitáveis; pelo contrário, geram externalidades positivas (benefícios sociais). Externalidades negativas são outro tipo de falha de mercado, como poluição.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a ausência de rivalidade e exclusão permite que o mercado atinja eficiência de Pareto. Na realidade, essas características impedem o mercado de funcionar adequadamente (falha de mercado), levando a uma alocação ineficiente, com subprovisão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca as características de bens públicos. Lembre-se: bens públicos = não rival + não excludente. Já bens privados são rivais e excludentes. Bens comuns (recursos de livre acesso) são rivais e não excludentes (tragédia dos comuns). Monopólios naturais são não rivais mas excludentes.