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Questão de Direito Civil — Direito de Família — FGV 2025

Direito CivilDireito de Família
Código
fg123017
Banca
FGV
Órgão
TJ-SC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Juiz Substituto
Depois de quatro anos de namoro, Fábio finalmente pediu Cássia em casamento. Os preparativos para o enlace civil envolveram a celebração de pacto antenupcial por instrumento particular, adotando o regime de separação de bens. Uma vez casados, Fábio comprou dois bens imóveis na constância da união. Cinco anos depois de celebrado o casamento civil, o casal decidiu se divorciar, e Cássia entende que os bens imóveis devem ser partilhados.Nesse caso, o pacto antenupcial é:
  1. Aválido;
  2. Binexistente;
  3. Cnulo;
  4. Danulável;
  5. Eineficaz.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — nulo;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pacto antenupcial – nulidade por forma inadequada

Gabarito: letra C – nulo. O pacto antenupcial celebrado por instrumento particular é nulo, pois o art. 1.653 do Código Civil exige escritura pública como forma essencial, sob pena de nulidade. Esse vício é insanável, não se confundindo com anulabilidade ou ineficácia.

A banca testa o conhecimento da forma do pacto antenupcial. O art. 1.653 estabelece:

Código Civil:

Art. 1.653 – "É nulo o pacto antenupcial se não for feito por escritura pública, e ineficaz se não lhe seguir o casamento."

No caso concreto, o pacto foi feito por instrumento particular, descumprindo a exigência legal. O casamento ocorreu, portanto não há ineficácia por falta de casamento. A nulidade é absoluta, pois a forma pública é requisito de validade do ato. Diferentemente de atos anuláveis (que admitem convalidação ou prazo decadencial), a nulidade aqui é plena e pode ser arguida a qualquer tempo.

Pacto antenupcial (art. 1.653 CC)
  • 1Forma essencial
    • Escritura pública
    • Instrumento particular → nulo
  • 2Eficácia
    • Casamento realizado → pacto eficaz
    • Sem casamento → pacto ineficaz
  • 3Natureza do vício
    • Nulidade absoluta (forma pública)
    • Anulabilidade (defeitos relativos)
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Alternativa A – ❌ Incorreta (válido)

O pacto não é válido porque não observou a forma prescrita em lei. A validade do pacto antenupcial depende de escritura pública, conforme art. 1.653.

Alternativa B – ❌ Incorreta (inexistente)

O pacto existe como ato jurídico, mas é inválido. Inexistência ocorreria se não houvesse manifestação de vontade ou se o ato não se enquadrasse minimamente no tipo legal, o que não é o caso.

Alternativa C – ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme art. 1.653, o pacto antenupcial feito sem escritura pública é nulo. Nulidade é a consequência jurídica para a inobservância da forma prescrita em lei.

Alternativa D – ❌ Incorreta (anulável)

Anulabilidade decorre de defeitos relativos, como erro, dolo, coação, ou incapacidade relativa. A falta de forma pública é vício mais grave, que acarreta nulidade absoluta.

Alternativa E – ❌ Incorreta (ineficaz)

A ineficácia do pacto antenupcial ocorre quando o casamento não se realiza, conforme a parte final do art. 1.653. Como o casamento aconteceu, o pacto não é ineficaz – ele é nulo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca pode tentar confundir nulidade com anulabilidade ou ineficácia. O candidato deve lembrar que a forma do pacto antenupcial é solene: escritura pública é requisito de validade, e sua ausência gera nulidade absoluta, não mera anulabilidade. Além disso, a ineficácia é hipótese específica de falta de casamento, não se aplicando aqui.

Gabarito: letra C – nulo.

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