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Questão de Direito Processual Penal — Da Prisão e da Liberdade Provisória — FGV 2025

Direito Processual PenalDa Prisão e da Liberdade Provisória
Código
fg123619
Banca
FGV
Órgão
TRF - 6ª REGIÃO
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Juiz(a) Federal Substituto(a)
Camila foi presa em flagrante em aeroporto internacional, porque tentava embarcar para a Europa levando 22kg de cocaína em sua bagagem.A respeito das medidas cautelares aplicáveis, à luz das normas do Código de Processo Penal e da sua interpretação dada pelo Superior Tribunal de Justiça, assinale a afirmativa correta.
  1. AO Juiz, em qualquer fase da investigação ou do processo, poderá decretar a prisão preventiva, ainda que o Ministério Público tenha requerido medida mais branda.
  2. BA decretação da prisão preventiva somente é cabível no curso da ação penal.
  3. CO poder geral de cautela autoriza que o Juiz decrete, de ofício, em qualquer fase da investigação ou do processo, a prisão preventiva.
  4. DO Juiz está autorizado a converter, de ofício, a prisão em flagrante em prisão preventiva, apenas na audiência de custódia.
  5. EO querelante e o assistente de acusação não detêm legitimidade para requerer a decretação da prisão preventiva.
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GabaritoA — O Juiz, em qualquer fase da investigação ou do processo, poderá decretar a prisão preventiva, ainda que o Ministério Público tenha requerido medida mais branda.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Prisão preventiva e medidas cautelares no CPP

Gabarito: letra A. De acordo com o art. 311 do CPP, o juiz pode decretar a prisão preventiva em qualquer fase da investigação ou do processo, ainda que o Ministério Público tenha requerido medida mais branda, pois o magistrado não está vinculado ao pedido do MP. Essa é a regra geral após as alterações do Pacote Anticrime (Lei 13.964/2019), que manteve a possibilidade de decretação mediante requerimento, mas não por ofício (exceto nas hipóteses legais).

Art. 311CPP

Art. 311 — CPP: "Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz, a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial."

O juiz pode, portanto, decretar a preventiva mesmo que o MP tenha solicitado medidas cautelares alternativas, desde que presentes os requisitos do art. 312 e que as medidas alternativas sejam inadequadas ou insuficientes (art. 282, §6º).

Alternativa B — ❌ Incorreta

A decretação da prisão preventiva é cabível também na fase de investigação policial, conforme o art. 311, que expressamente menciona "investigação policial". Logo, não se limita ao curso da ação penal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O poder geral de cautela (art. 282, caput) autoriza o juiz a decretar medidas cautelares, mas não a prisão preventiva de ofício, exceto nos casos expressamente previstos (conversão do flagrante na audiência de custódia – art. 310, II – e descumprimento de medidas alternativas – art. 282, §4º). A regra é que a preventiva depende de requerimento do MP, querelante, assistente ou representação da autoridade policial (art. 311).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora a conversão da prisão em flagrante em preventiva ocorra na audiência de custódia (art. 310, II), a afirmação é incorreta porque: (1) a conversão não é um ato "de ofício" propriamente dito, mas uma decisão que o juiz deve tomar, fundamentadamente, ao verificar os requisitos; (2) o juiz pode decretar a preventiva também em outros momentos, como após o relaxamento da prisão ilegal (art. 310, §4º) ou mediante requerimento durante a investigação. A expressão "apenas na audiência de custódia" é restritiva demais.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O art. 311 do CPP estabelece que o querelante e o assistente de acusação têm legitimidade para requerer a prisão preventiva. Portanto, a afirmativa nega expressamente o que a lei confere.

MNEMÔNICO
PRECISA
PRProva (da existência do crime)EExistênciaCCrimeIIndíciosSSuficientesAAutoria. Em síntese: prova da existência do crime + indícios suficientes de autoria
Requisitos para indiciamento e prisão preventiva

Gabarito: letra A.

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