As frases presentes nas alternativas abaixo são reescrituras de diferentes passagens do texto 1.O único caso em que essa reescritura acarretou erro no uso do acento grave é:
AAs frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem dar margem à emergência de novas doenças.
BUm caso emblemático é o da Doença de Chagas, que pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde devido à alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.
CO aquecimento global pode levar à expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.
DA Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida à espécie humana.
EOs resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente no que se refere às áreas já vulneráveis.
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GabaritoB — Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde devido à alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.
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Crase em reescritura de trechos do texto
Gabarito: letra B. A única reescritura que apresenta erro no uso do acento grave é a alternativa B, pois emprega "devido à" seguido de palavra feminina plural sem o acento indicativo de crase, contrariando a regra de que a preposição "a" deve se fundir com o artigo "as" diante de substantivos femininos plurais.
Crase: regra geral
1Preposição "a" + artigo "a(s)"
Feminino singular → à
Feminino plural → às
2Locuções (devido a, graças a)
Exigem preposição "a"
Plural pede "às"
3Erro comum (pegadinha)
"à" + palavra feminina plural
❌ "à alterações"
✅ "às alterações"
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Análise das alternativas
O enunciado pede para identificar a reescritura que contém erro no acento grave (crase). Cada alternativa parafraseia um trecho do texto, e devemos conferir se o uso da crase está de acordo com a regência e a presença do artigo.
Alternativa A — ✅ Correta
"As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem dar margem à emergência de novas doenças."
No texto original (4º parágrafo): "podem levar ao surgimento de novas doenças". A expressão "dar margem" exige preposição "a" (quem dá margem, dá margem a algo). "Emergência" é palavra feminina e vem acompanhada do artigo "a", gerando a fusão "à". Portanto, crase correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
"Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde devido à alterações que estão sendo realizadas nas paisagens."
No texto original (2º parágrafo): "devido às alterações que estão sendo realizadas nas paisagens". A locução "devido a" exige preposição "a" e, diante de palavra feminina plural ("alterações"), deve ocorrer a contração com o artigo "as", resultando em "às". A alternativa escreveu "à alterações", mantendo o acento grave no singular, mas o substantivo está no plural, então o correto é "às alterações".
NÃO CAIA NESSA!
A banca induz o candidato a achar que o acento grave é obrigatório sempre antes de palavra feminina, mas desconsidera que o plural exige o acento no "as" (às) e não apenas no "a" (à). Aqui, o erro é escrever "à" + plural; a forma correta é "às".
Alternativa C — ✅ Correta
"O aquecimento global pode levar à expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta."
No texto original (3º parágrafo): "pode facilitar a expansão" (sem preposição, pois "facilitar" é transitivo direto). A reescrita usa "levar", que exige preposição "a" ("levar a algo"); "expansão" é feminino com artigo, gerando "à". Correto.
Alternativa D — ✅ Correta
"A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida à espécie humana."
No texto original (5º parágrafo): "passou a ser transmitida ao homem". "Transmitida" rege preposição "a"; "espécie" é feminino singular, portanto "a" + "a" = "à". Correto.
Alternativa E — ✅ Correta
"Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente no que se refere às áreas já vulneráveis."
No texto original (7º parágrafo): "especialmente em áreas já vulneráveis". A reescrita usa "referir-se", que exige preposição "a" ("referir-se a algo"); "áreas" é feminino plural, então "a" + "as" = "às". Correto.
Conclusão: A única alternativa que apresenta erro no emprego do acento grave é a B, pois escreve "à" antes de palavra feminina plural, quando o correto é "às".
PEGA ESSA DICA!
Cara a cara não tem crase, isto é fácil de guardar; com palavra repetida não se deve 'crasear'
Em expressões com palavra feminina repetida (cara a cara, gota a gota, frente a frente, dia a dia) NÃO se usa crase.