Observe a seguinte frase: “Dá-lhes o dinheiro necessário!”.A única frase abaixo em que houve uma forma adequada de apassivação dessa frase é:
AQue lhes seja dado o dinheiro necessário;
BDá-se-lhes o dinheiro necessário;
CO dinheiro necessário lhes será dado;
DTem-lhes dado o dinheiro necessário;
EO dinheiro necessário lhes teria sido dado.
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GabaritoB — Dá-se-lhes o dinheiro necessário;
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Apassivação da frase imperativa
Gabarito: letra B. A forma adequada de apassivação da frase original "Dá-lhes o dinheiro necessário!" é "Dá-se-lhes o dinheiro necessário", pois mantém o tempo presente e transforma a voz ativa em passiva sintética com o pronome "se", conservando o objeto indireto "lhes".
A frase original está na voz ativa, no modo imperativo (3ª pessoa). A passivação deve converter o objeto direto em sujeito paciente e manter o objeto indireto. A opção B faz isso corretamente, usando a estrutura "verbo + se + objeto indireto + sujeito" (voz passiva sintética), sem alterar o tempo verbal.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Que lhes seja dado o dinheiro necessário;"
Embora seja uma passiva analítica (ser + particípio), altera o modo verbal para subjuntivo (expressão de desejo/ordem indireta), perdendo o caráter imperativo original. Além disso, insere a conjunção "que", modificando a estrutura frasal.
Alternativa B — ✅ Correta
"Dá-se-lhes o dinheiro necessário;"
A passiva sintética com "se" mantém o tempo presente e o sentido: "o dinheiro necessário é dado a eles". É a transformação mais direta e adequada, conservando a mesma base verbal e a pessoa gramatical.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"O dinheiro necessário lhes será dado;"
Passiva analítica, porém no futuro do presente do indicativo ("será dado"), o que altera o tempo verbal original (presente). Há mudança temporal indevida.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Tem-lhes dado o dinheiro necessário;"
A frase permanece na voz ativa (verbo "ter" + particípio = tempo composto ativo). Não há passivação; o sujeito oculto pratica a ação.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"O dinheiro necessário lhes teria sido dado;"
Passiva analítica no futuro do pretérito composto ("teria sido dado"), alterando tempo e modo. Distanciamento temporal e modal em relação ao original.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.