Questão de Estatística — Inferência estatística — FGV 2026
- Código
- fg127042
- Banca
- FGV
- Órgão
- AL-RO
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Legislativo (Estatística)
- A0,006.
- B0,06.
- C0,12.
- D0,18.
- E0,24.
GabaritoA — 0,006.
Gabarito: letra A. O p-valor é a probabilidade de, sob a hipótese nula, a estatística de teste assumir um valor tão ou mais extremo que o observado. Como a variância populacional é conhecida (64) e a amostra tem tamanho 25, a estatística de teste segue distribuição normal padrão: . Substituindo os valores, obtém-se . Para o teste unilateral à direita (), o p-valor é .
O problema envolve um teste de hipóteses para a média de uma população normal com variância conhecida. Nesse caso, a estatística de teste é:
onde é a média amostral, é o valor da média sob a hipótese nula, é o desvio padrão populacional e é o tamanho da amostra. Como a variância populacional é , o desvio padrão é . Com , o erro padrão da média é .
Substituindo os valores do enunciado (, ):
A hipótese alternativa é , portanto o teste é unilateral à direita. O p-valor é a área sob a curva normal padrão à direita de , ou seja, . Consultando a tabela da distribuição normal padrão, , logo , que é aproximadamente 0,006.
A pegadinha clássica nesse tipo de questão é esquecer que o teste é unilateral e calcular a área dos dois lados (teste bilateral), o que daria aproximadamente 0,012. Outra armadilha é usar a variância amostral (se fosse desconhecida) e cair na distribuição t de Student, mas aqui a variância populacional é fornecida, então o caminho é a normal padrão.
O cálculo correto do p-valor para o teste unilateral à direita resulta em . Este é o valor que a banca espera, e corresponde exatamente à alternativa A.
O valor 0,06 seria obtido se a estatística de teste fosse (pois ), o que não ocorre com os dados fornecidos. Esse distrator pode atrair quem erra o cálculo do erro padrão, por exemplo, usando mas dividindo por de forma incorreta, ou quem confunde o p-valor com o nível de significância.
0,12 é o dobro de 0,06 e se aproxima do p-valor bilateral (0,012) multiplicado por 10, mas não corresponde a nenhum cálculo direto com os dados. Pode ser um distrator para quem usa a estatística (errando o desvio padrão como 16, por exemplo) e consulta a tabela de forma equivocada.
0,18 não tem relação com o cálculo correto. Poderia surgir de um erro na padronização, como usar (em vez de 8), resultando em e , que não é 0,18. É um distrator puramente numérico.
0,24 também não corresponde a nenhum valor obtido com os dados. Se o aluno calcular (por exemplo, usando ), teria , mas isso não reflete o enunciado. A banca inclui esses valores para testar a precisão do cálculo e o conhecimento da tabela normal.
A banca explora a confusão entre teste unilateral e bilateral. No teste unilateral à direita, o p-valor é apenas a área à direita da estatística (). Se o candidato calcular a área dos dois lados, obteria , que não está nas alternativas — mas pode levar a erros de aproximação. Outra pegadinha é usar a distribuição t de Student, que só se aplica quando a variância populacional é desconhecida; aqui ela é dada (64), então o caminho é a normal padrão. Fique atento: a presença da variância populacional no enunciado é o sinal para usar , não .
Para testes de hipóteses sobre a média, verifique primeiro se a variância populacional é conhecida. Se for, use a estatística ; se não for, use a estatística com graus de liberdade. No cálculo do p-valor, identifique o tipo de teste (unilateral ou bilateral) e desenhe mentalmente a região: unilateral à direita → área à direita; unilateral à esquerda → área à esquerda; bilateral → área dos dois lados. Isso evita o erro mais comum nesse tipo de questão.
Gabarito: letra A.
Link permanente: /questoes/fg127042