Questão de Estatística — Inferência estatística — FGV 2026
- Código
- fg127045
- Banca
- FGV
- Órgão
- AL-RO
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Legislativo (Estatística)
- A0,1225.
- B0,1875.
- C0,2225.
- D0,2525.
- E0,3275
GabaritoB — 0,1875.
Gabarito: letra B. O erro tipo I é a probabilidade de rejeitar H₀ quando ela é verdadeira. Como o critério rejeita H₀ se o número de sucessos for ≥ 4, e sob H₀ temos p = 0,5 com n = 5, calculamos P(X ≥ 4) = P(X = 4) + P(X = 5) usando a distribuição binomial, o que resulta em 0,1875.
O erro tipo I (α) é a probabilidade de cometer o erro de rejeitar a hipótese nula quando ela é, na verdade, verdadeira. No contexto do teste de hipóteses, a hipótese nula H₀: p = 0,5 é assumida como verdadeira para o cálculo desse erro. A região crítica do teste é definida pelo critério do enunciado: rejeitar H₀ se o número de sucessos na amostra for maior ou igual a 4. Portanto, α = P(X ≥ 4 | p = 0,5), onde X segue uma distribuição binomial com parâmetros n = 5 e p = 0,5.
A distribuição binomial modela o número de sucessos em uma sequência de n experimentos independentes, cada um com probabilidade de sucesso p. A função de probabilidade é dada por:
Neste caso, n = 5 e, sob H₀, p = 0,5. Precisamos calcular a probabilidade de obter 4 ou 5 sucessos:
Para k = 4:
Para k = 5:
Somando: α = 0,15625 + 0,03125 = 0,1875.
A pegadinha clássica da banca é usar o valor de p da hipótese alternativa (p = 0,8) no cálculo do erro tipo I. O erro tipo I é definido sob a hipótese nula, ou seja, devemos usar p = 0,5. Se o candidato usar p = 0,8, obteria P(X ≥ 4) = 0,4096 + 0,32768 = 0,73728, que não está entre as alternativas, mas mostra a confusão conceitual. O erro tipo II, por outro lado, seria calculado sob H₁ (p = 0,8), mas não é o que a questão pede.
Caso | Atribuição (p) | P(X = 4) | P(X = 5) | P(X ≥ 4) | Resultado |
|---|---|---|---|---|---|
Erro tipo I (H₀ verdadeira) | p = 0,5 | 0,15625 | 0,03125 | 0,1875 | α = 0,1875 (gabarito B) |
Erro tipo II (H₁ verdadeira) | p = 0,8 | 0,4096 | 0,32768 | 0,73728 | Não é o que a questão pede |
O valor 0,1225 não corresponde a nenhuma probabilidade binomial relevante para este teste. Ele poderia ser obtido por um cálculo incorreto, como usar apenas P(X = 4) com p = 0,5 e errar a combinação, ou usar p = 0,7 em algum cálculo. Não há fundamento teórico para esse valor.
Como demonstrado, α = P(X ≥ 4) = P(X = 4) + P(X = 5) = 0,15625 + 0,03125 = 0,1875. Este é exatamente o valor da alternativa, que corresponde à probabilidade de rejeitar H₀ quando ela é verdadeira, usando p = 0,5.
O valor 0,2225 não corresponde a nenhuma probabilidade binomial para n = 5. Poderia ser resultado de um erro de cálculo, como usar P(X ≥ 3) = 0,3125 + 0,15625 + 0,03125 = 0,5, ou confundir com outro critério de rejeição. Não há base teórica para esse número.
O valor 0,2525 também não corresponde a nenhuma probabilidade binomial relevante. Poderia ser obtido por um cálculo incorreto, como usar p = 0,6 ou p = 0,7 no cálculo de P(X ≥ 4), mas não é o valor correto para o erro tipo I.
O valor 0,3275 não corresponde a nenhuma probabilidade binomial para n = 5. Poderia ser resultado de usar P(X ≥ 3) com p = 0,5, que é 0,5, ou algum outro erro de cálculo. Não há fundamento teórico para esse valor.
A banca tenta induzir o candidato a usar o valor de p da hipótese alternativa (p = 0,8) no cálculo do erro tipo I. Lembre-se: o erro tipo I é sempre calculado sob a hipótese nula (p = 0,5). Se você usar p = 0,8, obterá 0,73728, que não está nas alternativas, mas mostra a confusão. O erro tipo II, sim, seria calculado sob H₁.
Para questões de erro tipo I e II em testes de hipóteses para proporção, identifique primeiro qual hipótese é a "verdadeira" para o cálculo. Erro tipo I → use H₀; erro tipo II → use H₁. Depois, aplique a fórmula da binomial: .
Gabarito: letra B
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