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Questão de Português — Pontuação — FGV 2026

PortuguêsPontuação
Código
fg127243
Banca
FGV
Órgão
AL-RO
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo (Redação e Revisão)
A frase abaixo em que o emprego da vírgula está justificado corretamente, é:
  1. A“A natureza tem o macaco enquanto a igreja, o diabo.” (Victor Hugo) / elipse do verbo “ter”.
  2. B“Quando nada é certo, tudo é possível.” (Margaret Drabble) / separação de orações coordenadas.
  3. C“Enquanto odiamos as coisas, a vida passa.” (Sêneca) / evitar ambiguidade.
  4. D“No fim, tudo é uma piada.” (Charles Chaplin) / antecipação de uma oração subordinada.
  5. E“Se o lobo compreendesse os cordeiros, morreria de fome” (Henri Michaux) / separar palavras numa enumeração.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — “A natureza tem o macaco enquanto a igreja, o diabo.” (Victor Hugo) / elipse do verbo “ter”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso da vírgula: elipse verbal (zeugma)

Gabarito: letra A. A única alternativa em que a justificativa do emprego da vírgula está correta é a que identifica a marcação da elipse do verbo “ter” (figura de linguagem conhecida como zeugma). Na frase de Victor Hugo, a vírgula após “igreja” indica que o verbo “tem” foi omitido: “a igreja tem o diabo”. As demais alternativas atribuem à vírgula funções que não correspondem ao contexto sintático do trecho.


Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“A natureza tem o macaco enquanto a igreja, o diabo.” (Victor Hugo) / elipse do verbo “ter”.

A vírgula substitui o verbo “tem”, repetido na primeira oração. Trata-se de zeugma (omissão de termo já expresso). A justificativa está perfeita.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“Quando nada é certo, tudo é possível.” (Margaret Drabble) / separação de orações coordenadas.

O período é formado por uma oração subordinada adverbial (“Quando nada é certo”) e uma oração principal (“tudo é possível”). A vírgula separa a subordinada anteposta da principal, e não orações coordenadas. A justificativa troca o conceito de coordenação por subordinação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“Enquanto odiamos as coisas, a vida passa.” (Sêneca) / evitar ambiguidade.

A vírgula separa a oração subordinada adverbial temporal (“Enquanto odiamos as coisas”) da oração principal. Não há ambiguidade a ser evitada; a vírgula é usada porque a subordinada está deslocada (anteposta). A justificativa é imprecisa e não corresponde à regra padrão.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“No fim, tudo é uma piada.” (Charles Chaplin) / antecipação de uma oração subordinada.

“No fim” é um adjunto adverbial de tempo (locução adverbial), e não uma oração. A vírgula isola o adjunto deslocado para o início da frase. A justificativa erra ao chamar o termo de “oração subordinada”.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“Se o lobo compreendesse os cordeiros, morreria de fome” (Henri Michaux) / separar palavras numa enumeração.

A vírgula separa a oração subordinada adverbial condicional (“Se o lobo compreendesse os cordeiros”) da oração principal. Não há enumeração. A justificativa é completamente equivocada.


Conclusão: Apenas a alternativa A apresenta a justificativa correta para o uso da vírgula (marcar a omissão do verbo). As demais confundem a função do sinal de pontuação no período.

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