Questão de Economia — Setor Público — FGV 2026
- Código
- fg128024
- Banca
- FGV
- Órgão
- AL-RO
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Consultor Legislativo (Assessoramento em Orçamento)
- AV – V – V – V.
- BF – F – F – F.
- CF – V – V – V.
- DV – F – V – F.
- EV – F – V – V.
GabaritoD — V – F – V – F.
Gabarito: letra D (V – F – V – F). A sequência correta é obtida aplicando conceitos fundamentais de economia do setor público: bens públicos puros geram suboferta (função alocativa); a função distributiva não é realizada por política monetária; controle de preços em concorrência perfeita gera ineficiência; e políticas distributivas não são intrinsecamente ineficientes, conforme o Segundo Teorema do Bem-Estar Social.
A questão testa a compreensão das funções do governo (alocativa, distributiva, estabilizadora) e dos efeitos de intervenções em mercados eficientes. É clássico em concursos.
Bens públicos puros possuem as características de não rivalidade e não exclusão, o que gera o problema do "carona" (free rider). O mercado competitivo tende a subofertar esses bens, justificando a função alocativa do Estado para provê-los. Conceito extraído da teoria das falhas de mercado.
A função distributiva do Estado é realizada principalmente por meio de políticas fiscais, como impostos progressivos e transferências de renda. A política monetária, conduzida pelo Banco Central, tem como objetivo a estabilização de preços e do emprego, não a redistribuição de renda. Portanto, a afirmativa é falsa.
Em uma economia perfeitamente competitiva, sem falhas de mercado (externalidades, bens públicos, poder de mercado, assimetrias de informação), o equilíbrio de mercado descentralizado é eficiente no sentido de Pareto (Primeiro Teorema do Bem-Estar Social). A intervenção via controle de preços (tabelamento máximo ou mínimo) gera excesso de oferta ou demanda, resultando em perda de eficiência (peso morto). Assim, a afirmativa está correta.
A adoção de impostos progressivos e transferências focalizadas ilustra sim a função distributiva do Estado. No entanto, a teoria da economia do setor público, em especial o Segundo Teorema do Bem-Estar Social, demonstra que a redistribuição de renda pode ser eficiente (Pareto-ótima) se realizada por meio de impostos lump-sum. Impostos progressivos podem causar distorções, mas não são "sempre ineficientes". O uso do termo "sempre" torna a afirmativa falsa.
Sequência correta: V – F – V – F.
Proposta: V – V – V – V. A afirmativa 2 é Falsa (função distributiva não é via monetária) e a afirmativa 4 é Falsa (redistribuição não é sempre ineficiente). Logo, a sequência está errada.
Proposta: F – F – F – F. As afirmativas 1 e 3 são Verdadeiras. Portanto, a sequência está incorreta.
Proposta: F – V – V – V. A afirmativa 1 é Verdadeira (não Falsa) e a afirmativa 4 é Falsa (não Verdadeira). Erro.
Proposta: V – F – V – F. Corresponde exatamente à análise das afirmativas.
Proposta: V – F – V – V. A afirmativa 4 é Falsa, não Verdadeira.
A afirmativa 4 usa o termo "sempre" para induzir o candidato ao erro. Lembre-se de que o Segundo Teorema do Bem-Estar Social mostra que a redistribuição pode ser eficiente, desde que realizada com instrumentos adequados. Desconfie de generalizações absolutas.
Memorize as três funções do governo: alocativa (bens públicos, correção de falhas), distributiva (impostos e transferências) e estabilizadora (política monetária e fiscal para controle de inflação e emprego). Relacione cada instrumento à sua função.
Gabarito: letra D
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