Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — FGV 2026
Medicina›Doenças Infecto-Parasitárias
Código
fg133493
Banca
FGV
Órgão
TJ-RJ
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Assistencial - Médico
Homem de 42 anos, hígido, procura consulta pré-viagem para avaliação vacinal. Planeja viajar para a região amazônica do Peru em 45 dias, onde permanecerá por 3 semanas realizando ecoturismo em áreas de floresta. Nega comorbidades e uso de medicações contínuas. Relata esquema vacinal completo na infância, porém sem reforços recentes. Na caderneta: última dose de dT há 12 anos, esquema completo de hepatite B há 15 anos, ausência de registro de febre amarela e de reforço recente da Covid-19. Exame físico normal.Com base nas recomendações atuais da OMS, CDC e Ministério da Saúde (2024-2025), a conduta mais adequada é:
Aaplicar vacina contra febre amarela, reforço de dT e dose de Covid-19, iniciar quimioprofilaxia para malária com mefloquina 2 a 3 semanas antes da viagem e orientar uso de repelente;
Bevitar a vacina de febre amarela pelo risco em maiores de 40 anos, recomendando apenas atualização de Covid-19 e repelente;
Cadministrar vacina de febre amarela (dose única), reforço de dT e Covid-19, orientar quimioprofilaxia antimalárica conforme a área de destino e medidas de proteção individual;
Dadministrar febre amarela apenas se a permanência for superior a 30 dias, solicitar sorologia anti-HBs antes de reforço e prescrever doxiciclina profilática, sem necessidade de vacina contra Covid-19;
Eaplicar vacina de febre amarela com reforço em 10 anos, iniciar vacina de hepatite A e adiar a viagem até completar imunização, sem necessidade de atualizar a Covid-19.
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GabaritoC — administrar vacina de febre amarela (dose única), reforço de dT e Covid-19, orientar quimioprofilaxia antimalárica conforme a área de destino e medidas de proteção individual;
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Medicina de viagem: imunizações e profilaxia antimalárica
Gabarito: letra C. Para viajante adulto hígido com destino à região amazônica do Peru, a conduta correta combina: vacina de febre amarela (dose única, pois não há contraindicação em maiores de 40 anos sem comorbidades), reforço de dT (intervalo > 10 anos), atualização da Covid-19, quimioprofilaxia antimalárica conforme a área e medidas de proteção individual. A alternativa C é a única que contempla todos esses elementos de forma adequada.
A consulta pré-viagem é uma oportunidade de ouro para avaliar e completar o esquema vacinal e instituir profilaxias específicas. O paciente em questão, homem de 42 anos, hígido, viajará para área de transmissão de febre amarela e malária na Amazônia peruana. A febre amarela é uma doença viral grave, prevenível por vacina de vírus atenuado. A vacina confere imunidade duradoura, e a recomendação atual é de dose única para adultos entre 5 e 59 anos sem comprovação de vacinação, válida para toda a vida. Não há contraindicação por idade isolada; o risco de eventos adversos graves (doença viscerotrópica ou neurotrópica) é maior em maiores de 60 anos, mas não em maiores de 40. A vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem, o que é viável no caso (45 dias de antecedência).
Quanto ao tétano e difteria, o reforço com dT é recomendado a cada 10 anos. Como a última dose foi há 12 anos, o reforço está indicado. A vacina contra Covid-19 deve ser atualizada conforme o calendário vigente, independentemente da viagem. A profilaxia antimalárica depende da área de destino: na região amazônica do Peru, a recomendação é o uso de atovaquona-proguanil, doxiciclina ou mefloquina, iniciada antes da viagem e mantida durante toda a permanência e por um período após o retorno. A escolha do fármaco deve considerar tolerabilidade, contraindicações e duração da viagem. Medidas de proteção individual, como uso de repelente, mosquiteiro e roupas compridas, são essenciais.
A alternativa A erra ao indicar mefloquina de forma específica, quando a escolha deve ser individualizada conforme a área e o paciente. A alternativa B erra ao contraindicar a vacina de febre amarela em maiores de 40 anos, o que não é correto. A alternativa D erra ao condicionar a vacina a permanência superior a 30 dias e ao indicar doxiciclina sem considerar a área específica. A alternativa E erra ao indicar reforço da febre amarela em 10 anos (não é necessário) e ao adiar a viagem sem necessidade.
A pegadinha central desta questão é a contraindicação da vacina de febre amarela em maiores de 40 anos, que não existe. A banca explora o receio de eventos adversos, mas a recomendação atual é clara: adultos de 5 a 59 anos sem contraindicação devem receber dose única. Outra pegadinha é a especificidade da quimioprofilaxia: não se deve prescrever um fármaco sem avaliar a área exata e o perfil do paciente.
1Vacina febre amarela (dose única)
2Reforço dT (intervalo > 10 anos)
3Atualizar Covid-19
4Quimioprofilaxia antimalárica (conforme área)
5Medidas de proteção individual
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Erra ao indicar mefloquina de forma específica, sem considerar a área exata de destino e o perfil do paciente. A escolha do antimalárico deve ser individualizada, considerando resistência local, tolerabilidade e contraindicações. Além disso, a mefloquina não é a primeira escolha para todos os viajantes.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra ao contraindicar a vacina de febre amarela em maiores de 40 anos. Não há essa contraindicação por idade isolada. O risco de eventos adversos graves é maior em maiores de 60 anos, mas não em maiores de 40. A vacina é recomendada para todos os viajantes para áreas de risco, independentemente da idade, desde que não haja contraindicação específica.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta ao administrar a vacina de febre amarela (dose única), reforço de dT e Covid-19, orientar quimioprofilaxia antimalárica conforme a área de destino e medidas de proteção individual. Essa é a conduta completa e adequada para o caso.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra ao condicionar a vacina de febre amarela a permanência superior a 30 dias. A vacina é recomendada para qualquer viagem a área de risco, independentemente da duração. Além disso, indica doxiciclina profilática sem considerar a área específica e a necessidade de avaliar contraindicações.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erra ao indicar reforço da febre amarela em 10 anos. A dose única é válida para toda a vida em adultos. Também erra ao adiar a viagem até completar imunização, o que não é necessário, e ao não atualizar a Covid-19.