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Questão de Medicina — Gastroenterologia — FGV 2026

MedicinaGastroenterologia
Código
fg133496
Banca
FGV
Órgão
TJ-RJ
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Assistencial - Médico
Homem de 49 anos, com sobrepeso (IMC 29 kg/m²), relata pirose e regurgitação há oito meses, piorando após as refeições e ao deitar-se. Nega hematêmese, mas refere desconforto retroesternal diário. Endoscopia digestiva alta demonstra esofagite erosiva grau C pela classificação de Los Angeles, sem sinais de metaplasia intestinal.De acordo com as diretrizes mais atuais para o manejo da doença do refluxo gastroesofágico, a conduta mais adequada nesse caso é:
  1. Aprescrever inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose plena única por 8 semanas e reavaliar por endoscopia;
  2. Biniciar IBP em dose dupla por 8 semanas, com terapia de manutenção contínua e reavaliação endoscópica após o tratamento;
  3. Ciniciar IBP em dose única associada a bloqueador H2 noturno, mantendo o esquema por 12 semanas e suspendendo após melhora clínica;
  4. Dprescrever IBP em dose plena associada a pró-cinético e orientar medidas dietéticas, com reavaliação clínica após 4 semanas;
  5. Eindicar cirurgia antirrefluxo, considerando o grau C de esofagite e o risco de recorrência após suspensão do IBP.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — iniciar IBP em dose dupla por 8 semanas, com terapia de manutenção contínua e reavaliação endoscópica após o tratamento;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Doença do refluxo gastroesofágico: manejo da esofagite erosiva grau C

Gabarito: letra B. Para esofagite erosiva grave (grau C de Los Angeles), as diretrizes atuais recomendam IBP em dose dupla por 8 semanas, seguido de manutenção contínua e reavaliação endoscópica após o tratamento — exatamente o que a alternativa B descreve. A conduta se baseia na necessidade de supressão ácida mais intensa para cicatrização da mucosa e prevenção de recorrência, conforme o consenso de Montreal e as diretrizes da ACG.

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é definida como "uma condição que se desenvolve quando o refluxo do conteúdo do estômago provoca sintomas incômodos e/ou complicações". A esofagite erosiva é uma das síndromes com dano esofágico, classificada pela endoscopia segundo a classificação de Los Angeles (graus A a D). O grau C indica erosões que se estendem entre pregas mucosas, mas envolvem menos de 75% da circunferência — é considerada esofagite grave, com maior risco de complicações como estenose e esôfago de Barrett.

O tratamento da DRGE tem como base a supressão ácida com inibidores da bomba de prótons (IBP). Para esofagites erosivas leves (graus A e B), dose única diária costuma ser suficiente. Já para esofagites graves (graus C e D), as diretrizes recomendam dose dupla (duas vezes ao dia) para alcançar cicatrização adequada. O tempo de tratamento é de 8 semanas, seguido de manutenção contínua — pois a suspensão do IBP leva à recorrência em alta proporção dos casos. A reavaliação endoscópica após o tratamento é recomendada para confirmar a cicatrização e descartar complicações, especialmente em casos graves.

A cirurgia antirrefluxo (fundoplicatura) é uma opção para pacientes selecionados, mas não é a primeira escolha neste caso. A indicação cirúrgica é mais adequada para pacientes jovens com necessidade de uso contínuo de IBP, ou com regurgitação persistente apesar da melhora da pirose. A resposta prévia ao IBP e a presença de defeitos anatômicos (hérnia hiatal, hipotonia do esfíncter esofágico inferior) são preditores de sucesso. A manometria pré-operatória é obrigatória. No caso apresentado, o paciente ainda não foi submetido a tratamento clínico otimizado, então a cirurgia não é a conduta inicial.

A pegadinha desta questão está em confundir o manejo da esofagite erosiva grave com o da DRGE não erosiva ou leve. Na DRGE não erosiva, o tratamento empírico com IBP em dose única por 8 semanas é suficiente. Na esofagite leve (graus A e B), dose única também é adequada. Mas na esofagite grave (graus C e D), a dose dupla é necessária. Além disso, a alternativa A erra ao sugerir "reavaliar por endoscopia" sem especificar a manutenção contínua — que é essencial para prevenir recorrência. A alternativa C erra ao associar bloqueador H2 noturno, que não é a terapia padrão para esofagite grave. A alternativa D erra ao sugerir pró-cinético, que tem papel limitado. A alternativa E erra ao indicar cirurgia como primeira opção, sem tentativa de tratamento clínico otimizado.

Guarde a fronteira entre esofagite leve (dose única) e grave (dose dupla): é exatamente nela que as alternativas se dividem.

1Leve (A e B)
IBP dose única
2Grave (C e D)
IBP dose dupla
8 semanas
Manutenção contínua
Reavaliação endoscópica
3Cirurgia antirrefluxo
Não é 1ª escolha
Após falha do clínico
Esofagite erosiva (Los Angeles)
LEVELsoulevel.com.br
Esofagite erosiva (Los Angeles): Leve (A e B) (IBP dose única); Grave (C e D) (IBP dose dupla, 8 semanas, Manutenção contínua, Reavaliação endoscópica); Cirurgia antirrefluxo (Não é 1ª escolha, Após falha do clínico)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erra ao prescrever IBP em dose plena única para esofagite grau C. Para esofagite erosiva grave, a dose dupla é necessária para cicatrização adequada. Além disso, não menciona a manutenção contínua, que é essencial para prevenir recorrência após a cicatrização inicial.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta ao indicar IBP em dose dupla por 8 semanas, seguido de manutenção contínua e reavaliação endoscópica. Essa é a conduta recomendada pelas diretrizes para esofagite erosiva grave (graus C e D), visando cicatrização da mucosa e prevenção de recorrência.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erra ao associar bloqueador H2 noturno ao IBP. Essa combinação não é a terapia padrão para esofagite grave. Além disso, sugere suspender o tratamento após melhora clínica, o que não é recomendado — a manutenção contínua é necessária para prevenir recorrência.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erra ao sugerir pró-cinético como parte do tratamento. Os pró-cinéticos têm papel limitado na DRGE e não são recomendados como terapia de primeira linha para esofagite erosiva. Além disso, a reavaliação clínica após 4 semanas é precoce; o tratamento deve durar 8 semanas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erra ao indicar cirurgia antirrefluxo como primeira opção. A cirurgia é reservada para pacientes selecionados, após falha do tratamento clínico otimizado ou em casos específicos (jovens com necessidade de uso contínuo de IBP, regurgitação persistente). O paciente ainda não foi submetido a tratamento clínico adequado, então a cirurgia não é a conduta inicial.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o manejo da esofagite erosiva leve (graus A e B) e grave (graus C e D). Na leve, dose única de IBP é suficiente; na grave, dose dupla é necessária. Além disso, a alternativa E tenta seduzir com a cirurgia, mas ela não é a primeira escolha — o tratamento clínico otimizado vem antes.

PEGA ESSA DICA!

Memorize a classificação de Los Angeles e o tratamento correspondente: graus A e B → IBP dose única; graus C e D → IBP dose dupla. Sempre com manutenção contínua e reavaliação endoscópica nos casos graves.

Gabarito: letra B

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