Questão de Sistemas Operacionais — Cloud Computing — FGV 2026
Sistemas Operacionais›Cloud Computing
Código
fg133755
Banca
FGV
Órgão
TJ-RJ
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Analista de Infraestrutura de TIC
A empresa Gama foi contratada para melhorar uma arquitetura de alta disponibilidade para uma corretora de valores. Esta opera com aplicações críticas e que exigem um nível de disponibilidade de 99,999%. Ela também já possui, em sua arquitetura atual, um balanceamento de carga, replicação de dados em tempo real, além de failover automático.Em seu relatório de melhorias, a empresa Gama identificou que poderá aumentar a tolerância a falhas sem comprometer a performance aplicando o elemento adicional que faz:
Ao backup semanal em fita magnética;
Ba substituição de instâncias por máquinas locais;
Co escalonamento vertical em servidores principais;
Da redução da carga de usuários em horários de pico;
Ea implementação de zonas de disponibilidade independentes.
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GabaritoE — a implementação de zonas de disponibilidade independentes.
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Alta Disponibilidade e Tolerância a Falhas em Cloud Computing
Gabarito: letra E. A implementação de zonas de disponibilidade independentes é a única alternativa que aumenta a tolerância a falhas sem comprometer a performance, em uma arquitetura que já possui balanceamento de carga, replicação em tempo real e failover automático. Zonas de disponibilidade são data centers fisicamente separados dentro de uma mesma região cloud, conectados por redes de baixa latência, permitindo que a aplicação continue operando mesmo que uma zona inteira falhe. As demais opções não elevam a tolerância a falhas ou comprometem a performance.
A questão avalia o conhecimento sobre os mecanismos de alta disponibilidade em nuvem. O nível exigido é de 99,999% (cinco noves), o que demanda redundância em múltiplos níveis. A presença de balanceamento, replicação e failover já cobre falhas de servidor, mas não de datacenter. A adição de zonas de disponibilidade resolve essa lacuna.
Critério
Zonas de Disponibilidade Independentes (E)
Backup semanal em fita (A)
Substituição por máquinas locais (B)
Escalonamento vertical (C)
Redução de carga em pico (D)
Efeito na tolerância a falhas
Aumenta (redundância de datacenter)
Não aumenta (medida de backup/DR)
Reduz (ponto único de falha)
Não aumenta (ponto único de falha crítico)
Não aumenta (gestão de capacidade)
Efeito na performance
Não compromete (baixa latência entre zonas)
Compromete (consome I/O)
Compromete (sem elasticidade da nuvem)
Pode melhorar isoladamente
Compromete (nega serviço)
Compatibilidade com 99,999% de disponibilidade
Sim (essencial)
Não (downtime de horas/dias)
Não (downtime por manutenção física)
Não (vulnerável a falha do servidor)
Não (viola disponibilidade)
Alta disponibilidade (99,999%): Já implementado (Balanceamento de carga, Replicação em tempo real, Failover automático); Lacuna: falha de datacenter (Zonas de disponibilidade independentes); Não atendem (Backup semanal (fita), Máquinas locais (on-premises), Escalonamento vertical, Redução de carga em pico)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Backup semanal em fita magnética é uma medida de backup e disaster recovery, não de alta disponibilidade. Restaurar de fita levaria horas ou dias, impossibilitando o uptime de 99,999%. Além disso, a operação de backup consome recursos de I/O, podendo impactar a performance.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Substituir instâncias em nuvem por máquinas locais (on-premises) reduz a disponibilidade, pois elimina a redundância geográfica e a elasticidade da nuvem. Máquinas locais são um ponto único de falha e exigem manutenção física, aumentando o downtime.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Escalonamento vertical (aumentar CPU/RAM dos servidores existentes) melhora a capacidade, mas não adiciona tolerância a falhas; pelo contrário, torna o servidor um ponto único de falha ainda mais crítico. A performance pode até melhorar isoladamente, mas a arquitetura continua vulnerável a falhas do servidor principal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Reduzir a carga de usuários em horários de pico é uma estratégia de gerenciamento de capacidade, não de tolerância a falhas. Pode inclusive negar serviço a usuários legítimos, violando a disponibilidade.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Zonas de disponibilidade independentes fornecem isolamento de falhas a nível de datacenter. Se uma zona falha, as outras assumem automaticamente, graças ao balanceamento e failover já existentes. A latência entre zonas é baixa, não comprometendo a performance. É a técnica padrão em cloud (AWS, Azure, GCP) para atingir cinco noves de disponibilidade.
SE LIGUE NESSA!
A questão não exige conhecimento de provedor específico, mas o conceito é universal em cloud computing. Zonas de disponibilidade são diferentes de regiões: regiões são separadas geograficamente por centenas de quilômetros; zonas são dentro da mesma região, com distância suficiente para evitar falhas simultâneas, mas com latência muito baixa.