Questão de Segurança da Informação — Conceitos Básicos em Segurança da Informação — FGV 2026
Segurança da Informação›Conceitos Básicos em Segurança da Informação
Código
fg133882
Banca
FGV
Órgão
TJ-RJ
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Analista de Segurança da Informação
Uma corretora de valores, especializada em serviços financeiros digitais, buscou a implementação do modelo Zero Trust após sofrer um ataque de ransomware que explorou credenciais de um colaborador remoto.Com o objetivo de evitar novos ataques nesse sentido e se adequar aos princípios do modelo, a ação alinhada com o processo a ser executado pela corretora é:
Autilizar firewalls tradicionais para proteger o perímetro da rede;
Bpermitir acesso irrestrito à rede interna para dispositivos autenticados;
Cconfiar em VPNs como única camada de segurança para usuários remotos;
Dconceder acesso baseado em função, sem considerar contexto ou comportamento;
Eimplementar microssegmentação para isolar recursos críticos e limitar movimentos laterais.
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GabaritoE — implementar microssegmentação para isolar recursos críticos e limitar movimentos laterais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Modelo Zero Trust e Microssegmentação
Gabarito: letra E. No modelo Zero Trust, a premissa central é "nunca confie, sempre verifique" — não existe confiança implícita, mesmo dentro da rede. A microssegmentação, que isola recursos críticos em segmentos menores e controla rigorosamente o tráfego entre eles, é uma das principais técnicas para limitar movimentos laterais de um atacante. É exatamente isso que a alternativa E descreve.
A banca testa o conhecimento sobre a ruptura entre a segurança tradicional (baseada em perímetro) e o Zero Trust. As alternativas A a D reproduzem práticas obsoletas ou insuficientes dentro dessa nova filosofia.
NÃO CAIA NESSA!
A confusão mais comum é achar que VPNs ou firewalls por si só resolvem. No Zero Trust, VPNs podem ser usadas, mas nunca como única camada, e firewalls tradicionais de perímetro são substituídos por microssegmentação e controle granular. O candidato que associa "segurança remota" a "VPN" tende a marcar a letra C, mas ela fere o princípio de verificação contínua.
Modelo Zero Trust
1Princípio central
"Nunca confie, sempre verifique"
Sem confiança implícita
2Técnicas principais
Microssegmentação
Isola recursos críticos
Limita movimentos laterais
Verificação contínua
Mínimo privilégio
3Práticas obsoletas (não se aplicam)
Firewall de perímetro
Acesso irrestrito pós-autenticação
VPN como única camada
RBAC sem contexto
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Utilizar firewalls tradicionais para proteger o perímetro da rede é uma abordagem clássica de segurança baseada em perímetro (modelo "castelo e fosso"). No Zero Trust, o perímetro deixa de existir como única barreira — a segurança deve estar em cada recurso, independentemente da localização.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Permitir acesso irrestrito à rede interna para dispositivos autenticados viola o princípio do menor privilégio e da verificação contínua. No Zero Trust, mesmo dispositivos autenticados só devem acessar o que é estritamente necessário, e o acesso é reavaliado constantemente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Confiar em VPNs como única camada de segurança para usuários remotos é insuficiente. VPNs autenticam o dispositivo e criam um túnel criptografado, mas não verificam continuamente o comportamento do usuário nem impedem movimentos laterais após o acesso. O Zero Trust exige múltiplas camadas (autenticação multifator, microssegmentação, análise comportamental).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Conceder acesso baseado em função (RBAC) sem considerar contexto ou comportamento é uma abordagem estática. No Zero Trust, o acesso é dinâmico: leva em conta localização, horário, integridade do dispositivo, comportamento atípico, entre outros fatores. O contexto é essencial para evitar que credenciais comprometidas permitam acessos indevidos.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Implementar microssegmentação para isolar recursos críticos e limitar movimentos laterais é uma ação perfeitamente alinhada ao Zero Trust. Ao dividir a rede em microsegmentos, cada um com políticas de segurança próprias, impede-se que um atacante que comprometa um recurso se mova livremente para outros. Essa é uma das práticas fundamentais do modelo, junto com o princípio do menor privilégio e a verificação contínua.
PEGA ESSA DICA!
No Zero Trust, lembre-se do mantra "nunca confie, sempre verifique". Para identificar a alternativa correta, busque opções que envolvam segmentação, verificação contínua, controle granular de acesso e eliminação de confiança implícita. Opções que foquem em perímetro, acesso irrestrito ou confiança cega (VPN como única salvação) estão automaticamente erradas.
Gabarito: letra E — microssegmentação é a prática que melhor materializa o Zero Trust no combate a movimentos laterais pós-comprometimento de credenciais.
MNEMÔNICO
CID
CConfidencialidade (dados acessíveis só a quem é autorizado)IIntegridade (dados exatos, consistentes e não alterados indevidamente)DDisponibilidade (informação/sistemas acessíveis quando necessário)