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Questão de Redes de Computadores — Segurança de Redes — FGV 2026

Redes de ComputadoresSegurança de Redes
Código
fg133896
Banca
FGV
Órgão
TJ-RJ
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Analista de Segurança da Informação
Um administrador de segurança está configurando uma ACL em um roteador Cisco IOS para filtrar tráfego malicioso. A política de segurança determina que apenas os hosts da sub-rede 10.50.0.0/24 cujo último octeto seja ímpar (por exemplo, 10.50.0.1, 10.50.0.3, 10.50.0.5 etc.) possam acessar o servidor financeiro no IP 172.16.1.10, para qualquer protocolo IP.Considere o seguinte comando de ACL, em que deve ser preenchida apenas a máscara curinga da origem:>access-list 101 permit ip 10.50.0.1 [wildcard mask] host 172.16.1.10A máscara curinga (Wildcard Mask) correta para casar, em uma única instrução, exatamente todos os endereços da sub-rede 10.50.0.0/24 cujo último octeto é ímpar é:
  1. A0.0.0.255
  2. B0.0.0.254
  3. C0.0.0.253
  4. D0.0.0.252
  5. E0.0.0.1
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — 0.0.0.254

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

ACL e Wildcard Mask para hosts ímpares

Gabarito: letra B. A máscara curinga 0.0.0.254, combinada com o endereço base 10.50.0.1, permite que apenas os hosts com último octeto ímpar (1,3,5,...,255) sejam casados na ACL, pois fixa o bit menos significativo (LSB) como 1 e ignora os demais bits. Isso atende exatamente à política de segurança.

A máscara curinga (wildcard mask) em ACLs Cisco funciona ao contrário da máscara de sub-rede: bits 0 indicam que o bit correspondente no endereço base deve ser verificado (deve coincidir), enquanto bits 1 indicam que o bit pode variar (não importa). Para que o último octeto seja ímpar, o LSB deve ser 1; os outros 7 bits podem ser 0 ou 1. Portanto, no último octeto da máscara curinga, apenas o LSB deve ser 0 (obrigado a ser 1 no endereço base) e os demais bits devem ser 1 (livres). Isso resulta no valor binário 11111110, que é 254 em decimal. Os primeiros três octetos são fixos (10.50.0), então a máscara curinga é 0.0.0.254.

A base 10.50.0.1 escolhida tem LSB = 1, garantindo que apenas números ímpares sejam casados. Caso a base fosse 10.50.0.0, o resultado seria números pares.

NÃO CAIA NESSA!

A banca pode induzir o candidato a escolher 0.0.0.255 (alternativa A) por confundir máscara curinga com máscara de sub-rede. Lembre-se: na máscara curinga, o 0 significa “obrigatório”, e o 1 significa “tanto faz”.

Alternativa A — ❌ Incorreta

0.0.0.255 equivale a ignorar todo o último octeto, casando todos os endereços da sub-rede (pares e ímpares), o que viola a política.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme explicado, 0.0.0.254 fixa o LSB em 1 e libera os demais bits, casando exatamente os hosts com último octeto ímpar.

Alternativa C — ❌ Incorreta

0.0.0.253 (11111101) fixa o segundo bit menos significativo (valor 2) como 0, além do LSB como 1? Na verdade, exige que o bit 1 seja 0 e LSB seja 1, casando apenas números como 1, 5, 9, 13... (padrão de 4 em 4), não todos os ímpares.

Alternativa D — ❌ Incorreta

0.0.0.252 (11111100) fixa os dois LSBs como 00 (bits 0 e 1) no endereço base? Mas o base .1 tem bits 01, então forçaria bits 0=1 e bit1=0, resultando em números que terminam em 01 binário (1,5,9...), novamente não todos os ímpares.

Alternativa E — ❌ Incorreta

0.0.0.1 (00000001) libera apenas o LSB, mas fixa os 7 bits superiores. Com base .1 (00000001), os bits superiores são 0, então apenas os números 0 e 1 seriam casados (0 viria de LSB livre? Na verdade, se LSB livre, bits superiores fixos em 0, o último octeto pode ser 0 ou 1, mas 0 é par, e 1 é ímpar. Portanto casaria .0 e .1, não todos os ímpares.

Gabarito: letra B.

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