Arquitetura Cloud-Native vs Híbrida
Gabarito: letra B. A alternativa B descreve com precisão os trade-offs: a arquitetura cloud-native em nuvem pública explora serviços gerenciados e elasticidade para acelerar entregas e simplificar a operação, enquanto a híbrida facilita a convivência com sistemas legados e requisitos locais, mas aumenta a complexidade de governança, observabilidade fim a fim e gestão de latência entre domínios. As demais alternativas apresentam distorções sobre vendor lock-in, soberania de dados, limitações de práticas cloud-native e necessidades de segurança.
Aspecto | Arquitetura Cloud-Native (Nuvem Pública) | Arquitetura Híbrida (On-Premises + Nuvem) |
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Benefícios principais | Acelera entregas, simplifica operação, explora elasticidade e serviços gerenciados | Facilita convivência com sistemas legados e requisitos locais (soberania, conformidade) |
Complexidade de governança | Menor, pois o ambiente é unificado no provedor de nuvem | Maior, devido à gestão de múltiplos ambientes e políticas distintas |
Observabilidade fim a fim | Mais simples, com ferramentas integradas do provedor | Mais complexa, exigindo soluções que cubram domínios on-premises e nuvem |
Latência entre domínios | Baixa (intra-nuvem) | Potencialmente alta, exigindo túneis seguros, VPN ou Direct Connect |
Vendor lock-in | Maior risco, devido ao uso intensivo de serviços gerenciados proprietários | Risco presente na parte em nuvem, mas mitigado pela parcela on-premises; integração pode aumentar dependência de soluções de conectividade |
Soberania de dados | Mais difícil de atender, pois dados ficam sob controle do provedor | Mais adequada, permitindo manter dados sensíveis em data center próprio |
Práticas cloud-native (contêineres, orquestração, IaC, observabilidade) | Totalmente aplicáveis e otimizadas para o ambiente | Aplicáveis, mas com complexidade adicional para integrar ambientes distintos; não são limitadas de forma relevante |
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a arquitetura híbrida reduz o risco de vendor lock-in ao tornar menos relevante a escolha de serviços gerenciados específicos. Na prática, a parte que utiliza a nuvem pública continua sujeita ao lock-in dos serviços contratados, e a integração entre ambientes pode até aumentar a dependência de soluções proprietárias de conectividade. A distribuição de cargas não elimina a importância da escolha do provedor; pelo contrário, a complexidade híbrida pode dificultar a migração futura. Portanto, a afirmação é equivocada.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa captura corretamente os benefícios da abordagem cloud-native (agilidade, elasticidade, operação simplificada) e os desafios da híbrida (coexistência com legados, complexidade de governança, observabilidade e latência). É uma descrição balanceada e alinhada com as melhores práticas de arquitetura de sistemas distribuídos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sugere que concentrar todas as cargas em um único provedor de nuvem pública é mais adequado para soberania de dados. Na realidade, requisitos rígidos de soberania e conformidade regulatória frequentemente exigem que dados sensíveis permaneçam em data centers próprios ou em nuvens privadas, sob controle direto da organização. A nuvem pública unificada dificulta atender restrições de residência de dados e auditoria local.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a arquitetura híbrida limita o uso de práticas cloud-native, como contêineres, orquestração, infraestrutura como código e observabilidade distribuída. Isso é falso: tais práticas podem ser aplicadas tanto em ambientes on-premises quanto em nuvem pública. Ferramentas como Kubernetes, Terraform e Prometheus funcionam de forma consistente em ambos os lados, e a adoção híbrida não as inviabiliza.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Alega que serviços serverless e bancos gerenciados reduzem a necessidade de controles adicionais de segurança, como auditoria, trilhas, criptografia e segmentação. Na verdade, o modelo de responsabilidade compartilhada na nuvem transfere parte da segurança ao provedor, mas o cliente continua responsável pela configuração adequada desses controles. Auditoria, trilhas de acesso, criptografia e segmentação de redes permanecem essenciais e frequentemente exigem esforço adicional em comparação com ambientes tradicionais, não o contrário.
Gabarito: letra B.