Questão de Português — Interpretação de Textos — FGV 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
fg134319
Banca
FGV
Órgão
AL-RO
Ano
2026
Nível
Médio
Em relação ao texto, assinale a afirmativa correta.
AA crítica ao emprego do verbo adressar advém do repúdio do autor a palavras que infrinjam a pureza vernacular.
BEm “exibindo às vezes uma mesóclise de polainas”, o autor reconhece que a mesóclise deve ser utilizada com frequência na linguagem escrita.
CPara tirar a nota mil do Enem, o estudante deve obedecer rigorosamente à norma culta e evitar estrangeirismos e neologismos, o que não é o caso do autor, que é mais liberal nesse sentido.
DOs rigores de um professor de português nada têm a ver com as normas gramaticais de um Manual de Redação.
EEm “como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui” o autor externa ironicamente sua exaltação à linguagem do passado e sua crítica à linguagem falada no presente.
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GabaritoC — Para tirar a nota mil do Enem, o estudante deve obedecer rigorosamente à norma culta e evitar estrangeirismos e neologismos, o que não é o caso do autor, que é mais liberal nesse sentido.
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Interpretação de Crônica – FGV 2026
Gabarito: letra C. A afirmativa C é a única inteiramente sustentada pelo texto: o autor afirma que seu objetivo não é preparar para o Enem, que exige rigor gramatical, enquanto ele adota uma postura mais liberal com a língua.
A chave da questão está no comando “assinale a afirmativa correta” — exige COMPREENSÃO, não inferência. Portanto, a resposta deve estar literal ou parafraseada no texto. Exploremos cada alternativa.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A) “A crítica ao emprego do verbo adressar advém do repúdio do autor a palavras que infrinjam a pureza vernacular.”
O texto não critica o uso do verbo; ao contrário, o autor o aceita e o repete: “Sim, por favor, adressa, sim”. Além disso, ele escreve: “A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista”. Logo, ele não defende a pureza vernacular.
NÃO CAIA NESSA!
Extrapolação — atribui ao autor uma opinião purista que ele explicitamente rejeita.
Alternativa B — ❌ Incorreta
B) “Em ‘exibindo às vezes uma mesóclise de polainas’, o autor reconhece que a mesóclise deve ser utilizada com frequência na linguagem escrita.”
O trecho diz “exibindo às vezes uma mesóclise de polainas” — “às vezes” indica ocasionalmente, não “com frequência”. A expressão é irônica e não prescritiva; o autor não defende o uso frequente da mesóclise.
PEGA ESSA DICA!
Desconfie de palavras absolutas ou que distorcem o advérbio original.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
C) “Para tirar a nota mil do Enem, o estudante deve obedecer rigorosamente à norma culta e evitar estrangeirismos e neologismos, o que não é o caso do autor, que é mais liberal nesse sentido.”
O texto afirma: “O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem, mas meter a língua onde não se foi chamado”. Isso pressupõe que para o Enem seria necessário seguir regras (como as de um professor de português), enquanto o autor admite sua liberdade. A passagem seguinte menciona os “rigores de um professor de português” e o manual de redação, contrapondo-os à sua própria prática.
“Nada a ver com os rigores de um professor de português. O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem”
Portanto, a alternativa é uma paráfrase fiel: o Enem exige obediência à norma culta; o autor não segue essa rigidez.
Alternativa D — ❌ Incorreta
D) “Os rigores de um professor de português nada têm a ver com as normas gramaticais de um Manual de Redação.”
O texto diz “equilibro num parágrafo as ordens do manual de redação” e, logo após, “Nada a ver com os rigores de um professor de português”. O autor aproxima os dois ao mostrar que ele mesmo lida com ambos, mas não afirma que são independentes. A alternativa força uma separação que o texto não estabelece; é uma interpretação equivocada.
NÃO CAIA NESSA!
O leitor pode confundir a expressão “nada a ver” — ela se refere ao autor com o professor, não à relação entre os conceitos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
E) “Em ‘como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui’ o autor externa ironicamente sua exaltação à linguagem do passado e sua crítica à linguagem falada no presente.”
O trecho é uma comparação para descrever a dificuldade de entender a moça; não há exaltação ao passado nem crítica ao presente. O próprio autor, ao final, aceita e usa o termo “adressar”, mostrando que não despreza a fala contemporânea. A ironia pode existir, mas não no sentido de exaltação ou crítica contundente; é uma leitura exagerada.
PEGA ESSA DICA!
Cuidado com inferências não autorizadas — o texto não sustenta juízo de valor sobre passado/presente.
Conclusão: apenas a alternativa C se apoia em passagens claras do texto, sendo a correta. Gabarito: letra C.