Presença africana na Amazônia colonial
Gabarito: letra A. O autor do trecho critica a abordagem meramente quantitativa que oculta ou minimiza o papel dos africanos na Amazônia colonial, ao questionar a noção de “vazio humano” e afirmar que a questão não é inverter cifras, mas sim duvidar da invisibilidade da presença africana. Essa interpretação é confirmada pelo texto de Vergolino-Henry e Figueiredo.
O enunciado apresenta uma reflexão historiográfica que desafia a visão tradicional de que a Amazônia teria tido uma presença africana numericamente irrelevante, e portanto culturalmente insignificante. O autor defende que, mesmo com números menores que os do Nordeste, a presença africana foi importante e não pode ser reduzida a estatísticas.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa capta exatamente a tese central: o autor questiona a caracterização da sociedade colonial amazônica baseada apenas em dados quantitativos, porque esse procedimento oculta ou minimiza os papéis representados pela população de origem africana. O texto diz: “não é a de inverter as cifras do tráfico negreiro… Trata-se, isso sim, de se duvidar do ‘vazio humano’”. Portanto, a crítica é ao enfoque exclusivamente numérico.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o autor defende que a população colonial era predominantemente composta por nativos, tapuios e mamelucos. O texto não faz essa defesa; ao contrário, ele critica justamente a invisibilidade dos africanos, questionando a noção de “vazio humano”. A alternativa B, portanto, contradiz o argumento central.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sustenta que a reduzida presença numérica de africanos escravizados inviabilizou um impacto social, cultural ou econômico relevante. Essa é exatamente a tese que o autor combate. O texto afirma que, apesar do número menor, a presença africana não pode ser desconsiderada. A alternativa C reproduz o “vazio humano” criticado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Argumenta que o debate deve concentrar-se na comparação estatística com o Nordeste. O texto diz explicitamente que “não é a de inverter as cifras do tráfico negreiro ou a de se comprovar que a Amazônia… é tão ou mais africana do que o Nordeste”. Portanto, o autor rejeita essa abordagem, não a defende.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Valida a noção de “vazio humano”, priorizando a análise das populações indígenas e mestiças e entendendo a presença africana como episódica. Novamente, o autor critica essa noção, buscando duvidar do “vazio humano”. A alternativa E está em oposição direta ao texto.
Gabarito: letra A