“Ademais, não desafiaria a incredulidade do futuro a narrativa de pormenores em que se amostrassem mulheres precipitando-se nas fogueiras...”.Nessa frase, o vocábulo “amostrassem” equivale a “mostrassem”.Assinale a frase em que houve troca indevida entre parônimos, com relação às palavras sublinhadas.
A“Pode-se precisar espiar não somente más ações, mas erros da própria natureza.” (Marquês de Custine) / espiar / expiar.
B“É de altos espíritos aspirar a coisas altas.” (Cervantes) / aspirar / expirar.
C“A descrença é fenômeno alheio à vontade do eleitor; a abstenção é propósito.” (A Semana, Machado de Assis) / abstenção / abstração.
D“A ternura não embarga a discrição nem esta diminui aquela.” (Memorial de Aires, Machado de Assis) / descrição / discrição.
E“Era esperto e arguto: entendia as coisas sem largo dispêndio de palavras.” (Papéis Avulsos, Machado de Assis) / esperto / experto.
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GabaritoA — “Pode-se precisar espiar não somente más ações, mas erros da própria natureza.” (Marquês de Custine) / espiar / expiar.
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Troca indevida entre parônimos
Gabarito: letra A. A questão pede a frase em que houve troca indevida entre parônimos. O texto-base apresenta o exemplo "amostrassem" por "mostrassem" (variação dialetal, não parônimo), mas o foco são os pares das alternativas. A única opção em que a palavra sublinhada está usada incorretamente no contexto é a A: "espiar" (espionar) onde deveria ser "expiar" (expiar, reparar uma culpa). As demais usam corretamente os termos.
Alternativa A — ❌ Incorreta (troca indevida) ⟵ GABARITO
A frase diz: "Pode-se precisar espiar não somente más ações, mas erros da própria natureza." O verbo "espiar" significa "observar secretamente", o que não se encaixa no sentido de expiar (reparar, pagar) as más ações. Portanto, há troca indevida: o correto seria "expiar".
NÃO CAIA NESSA!
A banca usa o par "espiar/expiar", que são parônimos e têm significados bem distintos. O contexto de "más ações" e "erros" sinaliza que se trata de reparação, não de observação.
Alternativa B — ✅ Correta (sem troca)
"É de altos espíritos aspirar a coisas altas." O verbo "aspirar" (almejar, pretender) é o adequado. "Expirar" (terminar, falecer) não faria sentido. Uso correto.
Alternativa C — ✅ Correta (sem troca)
"A descrença é fenômeno alheio à vontade do eleitor; a abstenção é propósito." "Abstenção" (ato de se abster) está empregada corretamente; "abstração" (ato de abstrair) não se aplica ao contexto de propósito.
Alternativa D — ✅ Correta (sem troca)
"A ternura não embarga a discrição nem esta diminui aquela." "Discrição" (qualidade de discreto) é a palavra certa; "descrição" (ato de descrever) não caberia.
Alternativa E — ✅ Correta (sem troca)
"Era esperto e arguto: entendia as coisas sem largo dispêndio de palavras." "Esperto" (inteligente, sagaz) é o termo adequado; "experto" (perito, especialista) também poderia ser usado, mas a forma "esperto" é a mais comum e correta no contexto.
Conclusão: Apenas a alternativa A apresenta erro no uso do parônimo, sendo a resposta pedida.