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Questão de História — História do Brasil — FGV 2026

HistóriaHistória do Brasil
Código
fg134397
Banca
FGV
Órgão
AL-RO
Ano
2026
Nível
Superior
Sem dúvida alguma, o número de negros escravos entrados na Amazônia colonial foi bem menor que aquele introduzido no Nordeste, contudo, a questão que se coloca não é a de inverter as cifras do tráfico negreiro ou a de se comprovar que a Amazônia, enquanto região cultural é tão ou mais africana do que o Nordeste Agrário do Litoral. Trata-se, isso sim, de se duvidar do “vazio humano” (no caso, a presença africana) com o qual sempre se caracterizou a região.Adaptado de VERGOLINO-HENRY, Anaíza; FIGUEIREDO, Napoleão. A presença africana na Amazônia colonial: uma notícia histórica, Belém: Arquivo Público do Pará, 1990. p. 31.A respeito da formação social da Amazônia colonial e da presença africana na região, é correto informar que a interpretação do autor, no trecho apresentado,
  1. Aquestiona a caracterização da sociedade colonial amazônica com base em dados quantitativos, pois esse procedimento oculta ou minimiza os papéis representados pela população de origem africana em solo Amazônico.
  2. Bdefende que as populações coloniais da região eram predominantemente compostas por nativos, tapuios e mamelucos (caboclos), que formaram, desde cedo, a base colonial de ocupação europeia da Amazônia.
  3. Csustenta que a reduzida presença numérica de africanos escravizados na Amazônia inviabilizou um impacto social, cultural ou econômico relevante dessa população na formação da região colonial.
  4. Dargumenta que o debate historiográfico sobre a presença africana na Amazônia deve concentrar-se na comparação estatística com o Nordeste, a fim de redefinir a centralidade demográfica do tráfico negreiro na região.
  5. Evalida a noção de “vazio humano” da Amazônia colonial, ao priorizar a análise das populações indígenas e mestiças e entendendo a presença africana como episódica no processo de ocupação portuguesa.
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GabaritoA — questiona a caracterização da sociedade colonial amazônica com base em dados quantitativos, pois esse procedimento oculta ou minimiza os papéis representados pela população de origem africana em solo Amazônico.

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Presença africana na Amazônia colonial

Gabarito: letra A. O autor questiona a caracterização da sociedade colonial amazônica com base apenas em dados quantitativos, pois essa abordagem oculta ou minimiza os papéis da população de origem africana na região. O trecho afirma que, embora o número de escravos na Amazônia fosse menor que no Nordeste, é preciso duvidar do “vazio humano” com o qual a região foi caracterizada, indicando que a presença africana foi significativa apesar dos números inferiores.

Alternativa

Descrição

Correta?

Justificativa

A

Questiona a caracterização da sociedade colonial amazônica com base em dados quantitativos, pois esse procedimento oculta ou minimiza os papéis representados pela população de origem africana em solo Amazônico.

✅ Sim

Captura a tese do autor: crítica à ênfase exclusiva nos números, propondo duvidar do “vazio humano” e reconhecer a relevância africana.

B

Defende que as populações coloniais da região eram predominantemente compostas por nativos, tapuios e mamelucos (caboclos), que formaram, desde cedo, a base colonial de ocupação europeia da Amazônia.

❌ Não

Contraria o texto, que busca destacar a relevância africana, não a predominância indígena/mestiça.

C

Sustenta que a reduzida presença numérica de africanos escravizados na Amazônia inviabilizou um impacto social, cultural ou econômico relevante dessa população na formação da região colonial.

❌ Não

Oposta ao texto: o autor afirma que é preciso duvidar do “vazio humano”, ou seja, reconhecer o impacto significativo.

D

Argumenta que o debate historiográfico sobre a presença africana na Amazônia deve concentrar-se na comparação estatística com o Nordeste, a fim de redefinir a centralidade demográfica do tráfico negreiro na região.

❌ Não

O texto rejeita essa abordagem: “não é a de inverter as cifras do tráfico negreiro”.

E

Valida a noção de “vazio humano” da Amazônia colonial, ao priorizar a análise das populações indígenas e mestiças e entendendo a presença africana como episódica no processo de ocupação portuguesa.

❌ Não

O autor propõe exatamente o oposto: duvidar do “vazio humano” e valorizar a presença africana.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa captura exatamente a tese do autor: ele critica a ênfase exclusiva nos números, que leva a minimizar o papel dos africanos na Amazônia colonial. O texto afirma que “não se trata de inverter as cifras” e propõe duvidar do “vazio humano”, ou seja, questionar a ideia de que a presença africana foi irrelevante. A letra A reflete essa crítica à abordagem quantitativa reducionista.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa defende que as populações coloniais da Amazônia eram predominantemente formadas por nativos, tapuios e mamelucos. O texto, porém, não sustenta essa predominância; ao contrário, ele busca destacar a relevância da população africana, que muitas vezes é ofuscada pela visão focada nos indígenas e mestiços. A afirmação contradiz a intenção do autor de valorizar a contribuição africana.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Ao afirmar que a reduzida presença numérica de africanos inviabilizou impacto social, cultural ou econômico relevante, a alternativa contraria frontalmente o texto. O autor diz exatamente o oposto: é preciso duvidar do “vazio humano”, ou seja, reconhecer que a presença africana, mesmo em números menores, teve impacto significativo. A letra C reproduz a visão que o autor critica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa sugere que o debate deve concentrar-se na comparação estatística com o Nordeste para redefinir a centralidade demográfica do tráfico. O texto, no entanto, rejeita essa abordagem: “não é a de inverter as cifras do tráfico negreiro ou a de se comprovar que a Amazônia […] é tão ou mais africana do que o Nordeste”. O autor propõe ir além dos números, não focar neles.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa valida a noção de “vazio humano” da Amazônia colonial, priorizando a análise de indígenas e mestiços. O texto, porém, tem como objetivo duvidar desse “vazio humano” e destacar a presença africana. Validá-lo seria ignorar a tese central do autor, que busca justamente contestar essa ideia.

Gabarito: letra A.

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