Questão de História — História do Brasil — FGV 2026
História›História do Brasil
Código
fg134399
Banca
FGV
Órgão
AL-RO
Ano
2026
Nível
Superior
A ocupação colonial da Amazônia, nos séculos XVII e XVIII, articulou estratégias militares, administrativas, religiosas e econômicas, para afirmar a soberania portuguesa, explorar recursos e controlar populações indígenas, sendo os rios Amazonas, Madeira, Guaporé e Mamoré decisivos para a incorporação da região ao Império Português.Sobre as bases da ocupação colonial da Amazônia e seus desdobramentos na região que hoje corresponde ao estado de Rondônia, assinale a afirmativa correta.
AEntre 1580-1640, a ocupação militar portuguesa concentrou-se nas regiões de fronteira entre a América Portuguesa e a Espanhola, tal como delimitado pelo Tratado de Tordesilhas, o que retardou a presença lusa na Amazônia.
BNo século XVIII, para assegurar a posse do território, foram criadas novas unidades político-administrativas, como o Estado do Maranhão, com sede em São Luiz, e o Estado do Grão Pará e Maranhão, com sede em Belém.
CNa primeira metade do século XVII, no contexto das ações para garantir a posse e estender o território conquistado pelos portugueses, foram organizadas expedições como a de Francisco de Melo Palheta, subindo o rio Amazonas até Quito, no Peru.
DNo período colonial, com o objetivo de assegurar a soberania portuguesa, foram construídos fortins nos locais de concentração da população indígena, como os fortes de São João da Barra e o do Príncipe da Beira.
ENo século XVIII, diversas freguesias foram fundadas a partir de missões e aldeias administradas por missionários, as quais, com a política pombalina, foram elevadas à condição de vilas com denominação de cidades portuguesas.
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GabaritoE — No século XVIII, diversas freguesias foram fundadas a partir de missões e aldeias administradas por missionários, as quais, com a política pombalina, foram elevadas à condição de vilas com denominação de cidades portuguesas.
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Bases da ocupação colonial da Amazônia
Gabarito: letra E. A política pombalina no século XVIII secularizou as missões religiosas, transformando aldeamentos indígenas em freguesias e, posteriormente, em vilas com nomes de cidades portuguesas, consolidando a soberania lusa na Amazônia.
A questão testa o conhecimento sobre as estratégias de ocupação da Amazônia colonial, especialmente no que diz respeito à administração pombalina e à transformação das missões em núcleos urbanos.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O período da União Ibérica (1580-1640) não retardou a presença portuguesa na Amazônia; ao contrário, sob a mesma coroa, expandiu-se o território para além de Tordesilhas. A ocupação militar intensificou-se justamente nesse período, com expedições como a de Pedro Teixeira.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O Estado do Maranhão foi criado em 1621 (século XVII), não no século XVIII. Já o Estado do Grão-Pará e Maranhão foi criado em 1751, mas a afirmação de que ambos foram criados no século XVIII é imprecisa, pois o primeiro é do século XVII.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Francisco de Melo Palheta viveu no século XVIII e é conhecido por introduzir o café no Brasil, não por expedições amazônicas no século XVII. A expedição que subiu o Amazonas até Quito foi liderada por Pedro Teixeira, em 1637-1639.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Embora fortins tenham sido construídos, o Forte do Príncipe da Beira foi erguido no século XVIII, e o Forte de São João da Barra não é um exemplo correto (não se tratava de um fortim na Amazônia). A afirmação generaliza de forma inadequada.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
No século XVIII, as missões religiosas (jesuítas, carmelitas etc.) deram origem a freguesias. Com a política pombalina (a partir de 1755), essas freguesias foram elevadas a vilas, muitas recebendo nomes de cidades portuguesas, como Bragança, Ourém, entre outras. Esse processo visava integrar a região ao Império e diminuir a influência religiosa.
PEGA ESSA DICA!
Lembre-se de que a política pombalina na Amazônia promoveu a secularização e a urbanização, transformando missões em vilas com toponímia portuguesa – um marco na ocupação colonial da região.