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Questão de Português — Sintaxe — FGV 2026

PortuguêsSintaxe
Código
fg134756
Banca
FGV
Órgão
TJ-RJ
Ano
2026
Nível
Superior
Leia a frase de Epicuro a seguir. “A morte não é nada, já que quando somos, a morte ainda não veio, e quando a morte vem, já não somos.”Em relação à estruturação ou significação da frase acima, é correto afirmar que:
  1. Aa repetição do termo “a morte” não traz um problema de estruturação da frase porque há ênfase intencional no emprego;
  2. Bcomo o verbo “ser” é um verbo de ligação, seu emprego na frase reduz a qualidade do texto;
  3. Ca expressão “não é nada” equivale a “é tudo”, podendo esta substituir a forma anterior;
  4. Dos termos “ainda” e “já” são expressões de tempo, respectivamente de tempo passado e tempo futuro;
  5. Ea forma “vem” está inadequada e deveria ser substituída por “vier”, já que se trata de um evento futuro.
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GabaritoA — a repetição do termo “a morte” não traz um problema de estruturação da frase porque há ênfase intencional no emprego;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Repetição enfática e análise da frase de Epicuro

Gabarito: letra A. A única alternativa correta é a A, pois a repetição do termo “a morte” na frase de Epicuro é um recurso intencional de ênfase, não um problema de estrutura. A banca testa a capacidade de distinguir um vício de linguagem (repetição desnecessária) de um recurso estilístico válido.

“A morte não é nada, já que quando somos, a morte ainda não veio, e quando a morte vem, já não somos.”

A repetição ocorre para marcar o sujeito das duas orações condicionais, deixando claro o tema e dando ênfase à ideia de que a morte é um evento externo ao ser.

Alternativa

Afirmação

Análise

Erro (se houver)

A

A repetição de “a morte” não é problema, pois há ênfase intencional.

Correta. Recurso estilístico em aforismo, não vício de linguagem.

B

O verbo “ser” (de ligação) reduz a qualidade do texto.

Incorreta. Juízo de valor subjetivo; o verbo é adequado ao contexto.

Opinião embutida (julgamento subjetivo).

C

“Não é nada” equivale a “é tudo”.

Incorreta. São antônimos; a substituição altera o sentido.

Troca de conceito (negar ≠ afirmar).

D

“Ainda” = tempo passado; “já” = tempo futuro.

Incorreta. “Ainda não veio” indica presente; “já não somos” indica estado presente.

Troca de conceito (valor temporal dos advérbios).

E

“Vem” deveria ser substituído por “vier” (futuro do subjuntivo).

Incorreta. Presente do indicativo é adequado para fato genérico/futuro em oração temporal.

Troca de conceito (correlação verbal).

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A repetição de “a morte” não é um problema, pois é empregada intencionalmente para dar ênfase e clareza. O texto poderia usar pronomes, mas a opção pela repetição é um recurso estilístico comum em aforismos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o verbo “ser” (verbo de ligação) reduz a qualidade do texto. Trata-se de um juízo de valor sem apoio no texto. O verbo “ser” é adequado para expressar estados (“quando somos”, “já não somos”) e não compromete a qualidade. Erro: opinião embutida (julgamento subjetivo).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que “não é nada” equivale a “é tudo”. São antônimos: “nada” é a negação de “tudo”. A substituição alteraria completamente o sentido. Erro: troca de conceito (negar ≠ afirmar).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Classifica “ainda” como tempo passado e “já” como tempo futuro. No texto, “ainda não veio” indica que a morte não ocorreu até o presente; “já não somos” indica que a partir de certo momento (quando a morte vem) deixamos de ser – refere-se a um estado presente, não futuro. Erro: troca de conceito (valor temporal dos advérbios).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Propõe substituir “vem” por “vier” (futuro do subjuntivo). O presente do indicativo é perfeitamente adequado para expressar um fato genérico ou futuro em orações temporais (ex.: “quando a morte vem” = sempre que ela vem). A forma “vier” soaria artificial e não é necessária. Erro: troca de conceito (correlação verbal).

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

Gabarito: letra A.

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