Questão de Engenharia de Software — Geral — FGV 2026
Engenharia de Software›Geral
Código
fg157244
Banca
FGV
Órgão
ALERO
Ano
2026
Cargo
Ana Leg ( )
O setor de TI da Casa Legislativa está iniciando o projeto de um novo Sistema de Apoio à Consulta Pública e Audiências Interativas, com o objetivo não apenas de aumentar a participação cidadã, mas também cumprir integralmente com as novas exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e de Acessibilidade Digital (eMAG). A equipe de Engenharia de Requisitos precisa priorizar e especificar os Requisitos Não Funcionais (RNFs) que são críticos para a aceitação pública e para a conformidade legal do sistema.
Correlacione os conceitos e as técnicas de Engenharia de Requisitos listados na Coluna I da tabela abaixo com suas aplicações e descrições complexas no contexto do setor público/legislativo, apresentadas na Coluna II.
Coluna I: Conceitos e técnicas de Engenharia de Requisitos
Coluna II: Aplicações e descrições
I. Goal-Oriented Requirements Engineering (GORE)
A. Exige a blindagem de dados pessoais sensíveis de cidadãos em consultas públicas, aplicando a Lei Geral de Proteção de Dados e políticas de sigilo institucional.
II. Requisito de confidencialidade
B. O tempo máximo para carregar o inteiro teor de um projeto de lei complexo em consulta popular, medido em picos de acesso após votações importantes, em conformidade com as diretrizes de Acessibilidade.
III. Método FURPS+
C. Utilizado para ligar requisitos de sistema a objetivos estratégicos de alto nível (ex: "Aumento da Transparência Legislativa"), ajudando a justificar e priorizar sistemas de apoio à decisão.
IV. Requisito de Desempenho
D. Estrutura robusta para classificação de Requisitos Não Funcionais e outros atributos como Design, Implementação e Operacional.
A correlação correta, na ordem apresentada, é
AI – C; II – A; III – D; IV – B
BI – A; II – C; III – D; IV – B
CI – C; II – D; III – A; IV – B
DI – B; II – A; III – C; IV – D
EI – D; II – C; III – A; IV – B
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GabaritoA — I – C; II – A; III – D; IV – B
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Engenharia de Requisitos: RNFs, GORE e FURPS+
Gabarito: letra A. A correlação correta é I – C; II – A; III – D; IV – B: o GORE liga requisitos a objetivos estratégicos, o requisito de confidencialidade trata da proteção de dados sensíveis, o FURPS+ é uma estrutura de classificação de requisitos não funcionais e o requisito de desempenho mede tempos de resposta do sistema. A questão exige o domínio conceitual dessas técnicas e categorias de requisitos, típico de provas de Engenharia de Software.
A Engenharia de Requisitos é a disciplina que trata da descoberta, análise, documentação e verificação dos requisitos de um sistema. Requisitos são as capacidades e condições que o sistema deve atender para satisfazer as necessidades das partes interessadas. Eles se dividem em duas grandes categorias: requisitos funcionais (o que o sistema faz) e requisitos não funcionais (como o sistema faz, ou seja, as restrições e qualidades). Os RNFs são críticos em sistemas públicos, pois envolvem conformidade legal (LGPD, acessibilidade), desempenho, segurança e usabilidade.
O Goal-Oriented Requirements Engineering (GORE) é uma abordagem que coloca os objetivos estratégicos no centro do processo de requisitos. Em vez de apenas coletar funcionalidades, o GORE parte de metas de alto nível (como "Aumentar a Transparência Legislativa") e as decompõe em requisitos que as satisfazem. Isso ajuda a justificar decisões e priorizar funcionalidades, pois cada requisito está ligado a um objetivo de negócio. No contexto público, isso é essencial para alinhar o sistema à missão institucional.
O FURPS+ é um modelo de classificação de requisitos, proposto por Robert Grady (HP), que organiza os requisitos em categorias: Funcionalidade, Usabilidade, Reliability (Confiabilidade), Performance (Desempenho) e Supportability (Suportabilidade). O sinal "+" adiciona outras dimensões como Design, Implementação, Interface e Requisitos Físicos. É uma estrutura robusta para garantir que todos os tipos de requisitos sejam considerados, especialmente os não funcionais.
Os requisitos de confidencialidade são um tipo de requisito de segurança que visa proteger informações contra acesso não autorizado. No setor público, isso envolve a aplicação da LGPD (Lei 13.709/2018) para proteger dados pessoais de cidadãos, além de políticas de sigilo institucional. Já os requisitos de desempenho especificam métricas mensuráveis de comportamento do sistema, como tempo de resposta, throughput e utilização de recursos. No exemplo da questão, o tempo máximo para carregar um projeto de lei em picos de acesso é um requisito de desempenho clássico.
A pegadinha da questão está em confundir o GORE com a simples elicitação de requisitos, ou em trocar as definições de confidencialidade e desempenho. O GORE não é uma técnica de coleta de dados, mas uma filosofia que orienta todo o processo a partir de objetivos. A confidencialidade não é sobre velocidade, mas sobre proteção de dados. O FURPS+ não é um requisito, mas um modelo de classificação. Guarde essas distinções: elas são o critério que separa as alternativas.
Engenharia de Requisitos
1Requisitos funcionais
O que o sistema faz
2Requisitos não funcionais
Como o sistema faz
Restrições e qualidades
3GORE
Objetivos estratégicos no centro
Decompõe metas em requisitos
4FURPS+
Funcionalidade
Usabilidade
Confiabilidade
Desempenho
Suportabilidade
"+" (design, interface, físico)
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A correlação I – C; II – A; III – D; IV – B está perfeita. O GORE (I) liga requisitos a objetivos estratégicos (C). O requisito de confidencialidade (II) exige blindagem de dados sensíveis conforme a LGPD (A). O FURPS+ (III) é a estrutura de classificação de RNFs e outros atributos (D). O requisito de desempenho (IV) mede o tempo de carregamento em picos de acesso (B).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Aqui, o GORE (I) foi associado à confidencialidade (A), o que está errado. O GORE não trata de proteção de dados, mas de ligar requisitos a objetivos estratégicos. A confidencialidade (II) foi ligada ao FURPS+ (C), mas o FURPS+ é um modelo de classificação, não um requisito de segurança. Os demais pares (III – D e IV – B) estão corretos, mas o erro em I e II invalida a alternativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O erro está na associação do FURPS+ (III) com a confidencialidade (A). O FURPS+ é uma estrutura de classificação de requisitos, não um requisito de segurança. A confidencialidade (II) foi ligada ao FURPS+ (D), mas o FURPS+ não é um requisito, é um modelo. Os pares I – C e IV – B estão corretos, mas a troca em II e III derruba a alternativa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Aqui, o GORE (I) foi associado ao desempenho (B), o que é um erro conceitual. O GORE não mede tempo de resposta; ele liga requisitos a objetivos estratégicos. O requisito de desempenho (IV) foi ligado ao FURPS+ (D), mas o FURPS+ é um modelo de classificação, não uma métrica de desempenho. Os pares II – A e III – C estão corretos, mas os erros em I e IV tornam a alternativa incorreta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O erro está na associação do GORE (I) com o FURPS+ (D). O GORE é uma abordagem orientada a objetivos, não um modelo de classificação de requisitos. O FURPS+ (III) foi ligado à confidencialidade (A), mas o FURPS+ é uma estrutura de classificação, não um requisito de segurança. Os pares II – C e IV – B estão corretos, mas a inversão em I e III invalida a alternativa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o GORE (uma abordagem de elicitação orientada a objetivos) e o FURPS+ (um modelo de classificação de requisitos). O candidato que não domina esses conceitos tende a trocá-los, caindo nas alternativas B, C, D ou E. Lembre-se: GORE = objetivos estratégicos; FURPS+ = categorias de requisitos. Com treino, você identifica essas trocas de longe 💪