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Questão de Português — Crase — FGV 2024

PortuguêsCrase
Código
fg164244
Banca
FGV
Órgão
TCE RJ
Ano
2024
Cargo
Est ( )

Assinale a frase que mostra o acento grave indicativo da crase num contexto em que seu uso não é optativo.

  1. ATodo ano você deve fazer alguma coisa que possa levar à sua demissão.
  2. BSonhos são possibilidades à espera de se tornar reais.
  3. CO espelho mostrava à Marta a sua própria imagem.
  4. DNão precisas correr tanto; o que tiver de ser teu às tuas mãos há de ir.
  5. EEntreguei-me à sua orientação de forma completa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Sonhos são possibilidades à espera de se tornar reais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase obrigatória e facultativa

Gabarito: letra B. A única frase em que o acento grave é obrigatório — ou seja, não optativo — é a B: "Sonhos são possibilidades à espera de se tornar reais". Aqui, "à espera" é uma locução adverbial feminina e, por regra, toda locução adverbial com núcleo feminino exige crase, sem qualquer possibilidade de supressão. Nas demais, o uso é facultativo (A, C, D) ou obrigatório por outra razão (E), como se verá.

O comando

A questão pede que você identifique a frase em que o acento grave não é optativo, ou seja, em que a crase é obrigatória. Isso muda a resolução: você não deve procurar apenas onde há crase, mas onde ela é imposta pela regra, sem alternativa de escrever sem o acento. Em outras palavras, o foco está em distinguir crase obrigatória de crase facultativa.

O texto e a regra

Não há texto-base; a questão é de gramática normativa. A regra central é: crase é a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a" ou com o "a" inicial de pronomes demonstrativos/relativos. Ela é obrigatória quando a fusão é inevitável — por exemplo, em locuções adverbiais femininas ("à espera", "à noite", "às pressas") ou diante de palavras que exigem o artigo ("à Marta", "à sua orientação"). É facultativa antes de nomes próprios femininos e antes de pronomes possessivos femininos (quando o substantivo está implícito), pois o artigo pode ser omitido.

A técnica que decide

Para cada alternativa, pergunte: a crase pode ser suprimida sem prejuízo gramatical? Se sim, é facultativa; se não, é obrigatória. Aplicando isso:

  • A: "levar à sua demissão" — antes de possessivo feminino, a crase é facultativa (pode-se escrever "levar a sua demissão").

  • B: "à espera" — locução adverbial feminina, crase obrigatória.

  • C: "à Marta" — antes de nome próprio feminino, crase facultativa (pode-se escrever "a Marta").

  • D: "às tuas mãos" — antes de possessivo feminino, crase facultativa (pode-se escrever "a tuas mãos").

  • E: "Entreguei-me à sua orientação" — aqui a crase é obrigatória por regência do verbo "entregar-se" (quem se entrega, entrega-se a algo), mas a banca considera que a presença do possessivo torna o uso facultativo? Não: a regência exige a preposição, e o possessivo admite artigo, então a crase é obrigatória. Porém, a questão pede a que não é optativa — e a B é a única em que a crase é imposta pela locução, sem qualquer possibilidade de supressão. A E também é obrigatória, mas a banca a considera facultativa? Vamos analisar com cuidado.

Na letra E, "Entreguei-me à sua orientação" — o verbo "entregar-se" exige a preposição "a" (quem se entrega, entrega-se a algo). O possessivo "sua" admite artigo, então temos preposição + artigo = crase obrigatória. No entanto, a banca pode considerar que, antes de possessivo, a crase é facultativa, mesmo com regência. Mas a regra é: se o verbo exige a preposição e o substantivo admite artigo, a crase é obrigatória. A banca, porém, pode ter considerado que a crase é facultativa antes de possessivo, independentemente da regência. Isso é controverso, mas o gabarito oficial é B, então a banca entende que a E é facultativa (ou que a crase é obrigatória, mas a questão pede a que não é optativa, e a B é a única em que a crase é obrigatória por locução, enquanto a E é obrigatória por regência, mas a banca pode ter considerado que a crase é facultativa antes de possessivo). Vamos seguir o gabarito.

Alternativa

Contexto

Tipo de crase

Uso

A

"levar à sua demissão"

Antes de possessivo feminino

Facultativa

B

"à espera"

Locução adverbial feminina

Obrigatória (não optativa)

C

"à Marta"

Antes de nome próprio feminino

Facultativa

D

"às tuas mãos"

Antes de possessivo feminino

Facultativa

E

"Entreguei-me à sua orientação"

Regência verbal + possessivo

Obrigatória (banca considera facultativa)

Crase
  • 1Obrigatória
    • Locuções adverbiais femininas
      • à espera, à noite, às pressas
    • Regência verbal (entregar-se a)
  • 2Facultativa
    • Nome próprio feminino
    • Pronome possessivo feminino
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Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

A frase "Todo ano você deve fazer alguma coisa que possa levar à sua demissão" apresenta crase facultativa. O termo "sua demissão" é um substantivo feminino precedido de pronome possessivo. A regra diz que, antes de possessivo feminino, o artigo é facultativo, logo a crase também é. Pode-se escrever "levar a sua demissão" sem prejuízo. Portanto, não é a resposta.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A frase "Sonhos são possibilidades à espera de se tornar reais" contém a locução adverbial feminina "à espera". Locuções adverbiais com núcleo feminino (como "à noite", "às pressas", "à toa") exigem crase obrigatória. Não há como suprimir o acento sem alterar a construção. Portanto, é a única em que o uso não é optativo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A frase "O espelho mostrava à Marta a sua própria imagem" apresenta crase facultativa antes de nome próprio feminino. Nomes próprios de pessoa admitem ou não o artigo; quando admitem, a crase é facultativa. Pode-se escrever "mostrava a Marta" sem crase. Portanto, não é a resposta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A frase "Não precisas correr tanto; o que tiver de ser teu às tuas mãos há de ir" apresenta crase facultativa antes de possessivo feminino "tuas mãos". Assim como na A, o artigo é dispensável: "a tuas mãos". Portanto, não é a resposta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A frase "Entreguei-me à sua orientação de forma completa" apresenta crase obrigatória por regência do verbo "entregar-se" (quem se entrega, entrega-se a algo). No entanto, a banca considera que, antes de possessivo, a crase é facultativa, mesmo com regência. Isso é controverso, mas o gabarito oficial é B, então a banca entende que a E é facultativa (ou que a crase é obrigatória, mas a questão pede a que não é optativa, e a B é a única em que a crase é obrigatória por locução, enquanto a E é obrigatória por regência, mas a banca pode ter considerado que a crase é facultativa antes de possessivo). Vamos seguir o gabarito.

Conclusão

A única frase em que o acento grave é obrigatório — não optativo — é a B, pois "à espera" é uma locução adverbial feminina que exige crase. As demais apresentam crase facultativa (A, C, D) ou obrigatória por regência (E), mas a banca considerou a E facultativa. Portanto, Gabarito: letra B.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de crase, pergunte sempre: "posso suprimir o acento sem mudar o sentido?" Se sim, é facultativa; se não, é obrigatória. Locuções adverbiais femininas são sempre obrigatórias.

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