Questão de Matemática — Funções reais de variável real (cálculo diferencial e integral) — FGV 2024
- Código
- fg164443
- Banca
- FGV
- Órgão
- EPE
- Ano
- 2024
- Cargo
- AGC ( )

- A{ \large 1 \over 2^{0,5}}
- B2
- C20,5
- D0,5
- EZero.

GabaritoC — 20,5
Gabarito: letra C — o limite pedido resulta em , que é a raiz quadrada de 2, aproximadamente 1,414. A resolução envolve a aplicação direta das propriedades de limites e a identificação de um limite fundamental, sem indeterminação.
O conceito de limite é a base do Cálculo Diferencial e Integral. Formalmente, dizemos que o limite de uma função quando tende a um valor é se, para valores de suficientemente próximos de (mas não iguais a ), os valores de ficam arbitrariamente próximos de . Em notação: . A ideia central é o comportamento da função nas proximidades do ponto, não o valor exato no ponto.
Para calcular limites, usamos propriedades operatórias que simplificam a análise. Por exemplo, o limite de uma soma é a soma dos limites, o limite de um produto é o produto dos limites, e o limite de um quociente é o quociente dos limites (desde que o limite do denominador não seja zero). Além disso, existem os chamados "limites fundamentais", que são resultados clássicos usados como ferramentas para resolver limites mais complexos. O mais conhecido é . Outro limite fundamental importante é , que é a base dos logaritmos naturais.
Na prática, ao nos depararmos com uma questão de limite, o primeiro passo é tentar a substituição direta do valor para o qual tende. Se o resultado for um número real, o limite está resolvido. Se resultar em uma indeterminação (como ou ), precisamos usar técnicas algébricas (fatoração, racionalização) ou os limites fundamentais para simplificar a expressão e então calcular o limite.
A pegadinha desta questão está na forma como o resultado é apresentado nas alternativas. O valor é equivalente a , e a banca explora a confusão entre a representação exponencial e a representação radical, além de testar se o candidato reconhece o resultado correto sem se perder em aproximações.
Guarde este ponto: ao calcular limites, a substituição direta é sempre o primeiro passo. Se ela funcionar, o problema acabou. A complexidade surge apenas quando há indeterminação, e é aí que entram as técnicas de simplificação.
Esta alternativa apresenta , que é o inverso de . Isso seria o resultado se o limite estivesse no denominador, mas não é o caso. O candidato pode ter confundido a operação de potenciação com a de divisão, ou pode ter calculado o limite de uma função recíproca. O valor correto é , não seu inverso.
A alternativa B sugere que o limite é igual a 2. Isso seria o resultado se o expoente fosse 1, ou se houvesse uma simplificação diferente. O valor é aproximadamente 1,414, que é menor que 2. O candidato pode ter confundido a raiz quadrada com o próprio número, ou pode ter errado a operação de potenciação.
A alternativa C apresenta o valor , que é exatamente o resultado do limite. A notação é a forma exponencial da raiz quadrada de 2. O cálculo do limite, seja por substituição direta ou por reconhecimento de um limite fundamental, resulta nesse valor. Esta é a resposta correta.
A alternativa D sugere que o limite é 0,5. Isso seria o resultado se o expoente fosse -1, ou se houvesse uma confusão entre a base e o expoente. O valor é aproximadamente 1,414, que é maior que 0,5. O candidato pode ter confundido a raiz quadrada com a metade, ou pode ter errado a operação de potenciação.
A alternativa E sugere que o limite é zero. Isso seria o resultado se a expressão tendesse a zero, mas não é o caso. O valor é um número positivo e diferente de zero. O candidato pode ter confundido o comportamento da função no infinito com o comportamento em um ponto finito, ou pode ter aplicado incorretamente uma propriedade de limites.
Gabarito: letra C
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