Questão de Matemática — Álgebra linear avançada (vetores, matrizes e espaços vetoriais) — FGV 2024
- Código
- fg164448
- Banca
- FGV
- Órgão
- EPE
- Ano
- 2024
- Cargo
- AGC ( )
- A7 e 8.
- B7 e 25.
- C7 e 50.
- D
- E8 e 50.
GabaritoD — 8 e 5 \sqrt{2}
Gabarito: letra D — a conta chega a Norma L1 = 8 e norma L2 = 5√2 — alternativa D.
Autovalores são números que medem o quanto uma matriz estica ou comprime um vetor na mesma direção: se A·v = λ·v, então λ é o autovalor e v o autovetor. Para encontrá-los, resolve-se a equação característica det(A - λI) = 0, que é um polinômio cujas raízes são os autovalores. Normas de vetor são formas de medir seu tamanho: a norma L1 soma os valores absolutos das componentes (como andar em quarteirões), e a norma L2 é a distância em linha reta, a raiz quadrada da soma dos quadrados.
A norma L1 de v = (v₁, v₂) é |v₁| + |v₂|, e a norma L2 é √(v₁² + v₂²). A L1 cresce linearmente com cada componente, enquanto a L2 cresce com o quadrado — por isso a L2 é mais sensível a valores grandes. Ambas são usadas em aprendizado de máquina: a L1 em regularização Lasso (que zera coeficientes) e a L2 em Ridge (que apenas os encolhe).
Esta questão pede para calcular os autovalores de uma matriz 2×2 e depois aplicar as definições de norma L1 e L2 ao vetor formado por eles. O passo crítico é não esquecer o sinal negativo de um dos autovalores.
matriz A = [[3, 4], [4, 3]]
vetor v cujos elementos são os autovalores de A
O que queremos: as normas L1 e L2 do vetor v
Para achar os autovalores, precisamos resolver det(A - λI) = 0. Isso transforma a matriz em uma equação do segundo grau em λ, cujas raízes são os autovalores.
Por que esta fórmula: A definição de autovalor é A·v = λ·v, que equivale a (A - λI)·v = 0. Para ter solução não nula, o determinante de (A - λI) deve ser zero.
De onde vem cada valor: = enunciado: elemento (2,2) da matriz A menos λ · = enunciado: elemento (1,2) da matriz A
Esquecer o sinal de menos na fórmula do determinante: (3-λ)(3-λ) - 4·4, não (3-λ)(3-λ) + 16.
A equação característica é uma quadrática; suas raízes são os autovalores. Precisamos resolvê-la para obter os valores de λ.
Por que esta fórmula: Usamos a fórmula de Bhaskara para achar as raízes de λ² - 6λ - 7 = 0.
De onde vem cada valor: = constante: coeficiente de λ², vale 1 · = constante: coeficiente de λ, vale -6 · = constante: termo independente, vale -7
λ₁ = 7 e λ₂ = -1
Errar o sinal de c: -7, não +7, o que daria raízes diferentes.
O enunciado define v como o vetor cujos elementos são os autovalores. Com os valores em mãos, escrevemos v = (7, -1).
Por que esta fórmula: Não há fórmula; é a definição do problema.
De onde vem cada valor: = passo 2: 7 · = passo 2: -1
Esquecer o sinal negativo do segundo autovalor e usar v = (7, 1).
A norma L1 é a soma dos valores absolutos das componentes. É a primeira métrica pedida.
Por que esta fórmula: Definição de norma L1: soma dos módulos.
De onde vem cada valor: = passo 3: 7 · = passo 3: -1
Esquecer o módulo e somar 7 + (-1) = 6.
A norma L2 é a raiz quadrada da soma dos quadrados. É a segunda métrica pedida.
Por que esta fórmula: Definição de norma L2: raiz da soma dos quadrados.
De onde vem cada valor: = passo 3: 7 · = passo 3: -1
Esquecer a raiz e responder 50, ou não simplificar √50 para 5√2.
Resposta: Norma L1 = 8 e norma L2 = 5√2 — alternativa D
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