Questão de Matemática — Interpretação de Gráficos e Tabelas — FGV 2025
Matemática›Interpretação de Gráficos e Tabelas
Código
fg168023
Banca
FGV
Órgão
CNU
Ano
2025
Cargo
SPF ( )
A tabela abaixo mostra a variação da pressão atmosférica com a altitude medida em quilômetros. No nível do mar (altitude igual a 0), a pressão é de 1 atm (1 atmosfera), e, quando a altitude aumenta, a pressão diminui. É correto afirmar que:
Apressão atmosférica e altitude são grandezas diretamente proporcionais;
Bpressão atmosférica e altitude são grandezas inversamente proporcionais;
Cna altitude de 6 km, a pressão é de 0,6 atm;
Dquando a altitude varia de 2 km para 7 km, a pressão se reduz em 50%;
Ea 7 km de altitude, a pressão atmosférica é 40% menor que a pressão ao nível do mar.
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GabaritoD — quando a altitude varia de 2 km para 7 km, a pressão se reduz em 50%;
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Pressão atmosférica e altitude: leitura de tabela e variação percentual
Gabarito: letra D. Quando a altitude varia de 2 km para 7 km, a pressão cai de 0,8 atm para 0,4 atm — exatamente a metade, ou seja, uma redução de 50%. As demais alternativas erram ao classificar a relação como diretamente proporcional (A), ao afirmar que é inversamente proporcional (B), ao inventar o valor de 0,6 atm para 6 km (C) e ao calcular 40% de redução a 7 km (E).
A questão mistura dois conteúdos: a leitura de dados em tabela e o cálculo de variação percentual. Vamos por partes. Primeiro, é preciso entender o que a tabela mostra: para cada altitude (em km), há um valor de pressão (em atm). A leitura correta dos pares ordenados é o passo inicial — sem ela, nenhuma alternativa pode ser julgada.
O segundo ponto é a natureza da relação entre as grandezas. Quando duas grandezas são diretamente proporcionais, o quociente entre os valores correspondentes é constante — se uma dobra, a outra dobra. Quando são inversamente proporcionais, o produto é constante — se uma dobra, a outra cai pela metade. No caso da pressão atmosférica com a altitude, a relação real é mais complexa (exponencial decrescente), mas o que importa para a questão é o que a tabela mostra: os valores não mantêm quociente nem produto constantes, então não se encaixam em nenhuma das duas classificações simples.
O terceiro ponto é o cálculo de variação percentual. A fórmula é:
Aplicando ao caso da alternativa D: o valor inicial (a 2 km) é 0,8 atm e o valor final (a 7 km) é 0,4 atm. Substituindo:
O sinal negativo indica redução — logo, a pressão se reduz em 50%. Esse é exatamente o teor da alternativa D.
A pegadinha clássica da banca aqui é dupla: primeiro, confundir a relação entre as grandezas (chamar de diretamente ou inversamente proporcional quando a tabela não sustenta nenhuma das duas); segundo, errar o cálculo percentual — seja invertendo a base (dividir pela diferença em vez do valor inicial), seja confundindo a variação absoluta (0,4 atm) com a variação relativa (50%).
Guarde o critério decisivo: para julgar cada alternativa, você precisa (1) ler corretamente os valores na tabela e (2) aplicar a fórmula de variação percentual com a base certa — o valor inicial. É exatamente nesses dois pontos que as alternativas se dividem.
1Ler valores na tabela
2Identificar relação entre grandezas
3Aplicar fórmula de variação %
4Conferir base (valor inicial)
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Critério
A (diretamente proporcional)
B (inversamente proporcional)
C (6 km = 0,6 atm)
D (2 km → 7 km = −50%)
E (7 km = 40% menor que nível do mar)
Relação exigida
Quociente P/h constante
Produto P×h constante
Valor exato na tabela
Variação percentual com base inicial
Variação percentual com base 1 atm
Verificação com dados
0,8/2 ≠ 0,4/7
0,8×2 ≠ 0,4×7
Tabela não mostra 0,6 atm
(0,4−0,8)/0,8 = −50%
(0,4−1)/1 = −60%
Conclusão
❌ Incorreta
❌ Incorreta
❌ Incorreta
✅ Correta (gabarito)
❌ Incorreta
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que pressão e altitude são diretamente proporcionais. Isso exigiria que o quociente entre os valores correspondentes fosse constante — por exemplo, igual para todos os pares. Na tabela, porém, os valores não obedecem a essa relação: a pressão cai de forma não linear, e o quociente varia. Além disso, se fossem diretamente proporcionais, o gráfico seria uma semirreta partindo da origem — o que não ocorre. A relação real é decrescente e não proporcional no sentido matemático estrito.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que pressão e altitude são inversamente proporcionais. Isso exigiria que o produto entre os valores correspondentes fosse constante — igual para todos os pares. Na tabela, o produto varia (por exemplo, a 2 km: ; a 7 km: ). Portanto, não há proporcionalidade inversa. A banca explora a confusão comum de achar que "quando uma aumenta a outra diminui" basta para caracterizar inversamente proporcionais — mas é necessário que o produto seja constante.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a 6 km a pressão é 0,6 atm. A tabela não traz esse valor — a leitura correta dos dados não sustenta essa afirmação. O valor de 0,6 atm não corresponde a nenhuma entrada da tabela para 6 km. É um distrator numérico: o candidato pode ter feito uma interpolação linear incorreta ou simplesmente chutado um valor intermediário. A tabela é a fonte da verdade; se ela não mostra 0,6 atm para 6 km, a alternativa está errada.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que, quando a altitude varia de 2 km para 7 km, a pressão se reduz em 50%. Lendo a tabela: a 2 km, a pressão é 0,8 atm; a 7 km, é 0,4 atm. Aplicando a fórmula de variação percentual com base no valor inicial (0,8 atm):
A redução é exatamente de 50% — a pressão caiu para a metade. A alternativa está correta e é o gabarito.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a 7 km a pressão é 40% menor que ao nível do mar. Ao nível do mar (0 km), a pressão é 1 atm; a 7 km, é 0,4 atm. A redução é de atm, o que corresponde a 60% de redução, não 40%. O erro está em confundir o valor absoluto da pressão (0,4 atm) com o percentual de redução (60%). A pegadinha é sutil: o candidato vê 0,4 e pensa "40% menor", mas o correto é calcular a diferença relativa ao valor inicial (1 atm).
Gabarito: letra D — a única alternativa que lê corretamente a tabela e calcula a variação percentual com a base certa.