Questão de Banco de Dados — Modelo Entidade-Relacionamento (MER) — FGV 2025
- Código
- fg169073
- Banca
- FGV
- Órgão
- MPU
- Ano
- 2025
- Cargo
- Ana
- A

- B

- C

- D

- E






GabaritoC — [imagem]
Gabarito: letra C. A regra "todo Juiz pode ter nenhum, um ou diversos Processos" e "todo Processo deve ter um e apenas um Juiz" descreve uma relação 1:N entre Juiz e Processo, com participação parcial do lado do Juiz (0,N) e participação total do lado do Processo (1,1). O modelo correto é aquele que representa essas cardinalidades exatamente como descrito.
O Modelo Entidade-Relacionamento (MER) é a representação conceitual dos dados de um sistema, descrevendo entidades (retângulos), atributos (elipses) e relacionamentos (losangos). A cardinalidade de um relacionamento indica quantas instâncias de uma entidade podem estar associadas a instâncias de outra. Ela é composta por dois valores: a cardinalidade mínima (participação) e a cardinalidade máxima. A participação pode ser total (obrigatória, mínima 1) ou parcial (opcional, mínima 0), e a cardinalidade máxima pode ser 1 ou N (muitos).
No caso apresentado, temos duas entidades: Juiz e Processo. A regra "todo Juiz pode ter nenhum, um ou diversos Processos" indica que, para cada Juiz, o número de Processos associados varia de 0 a muitos. Isso significa que a participação do Processo em relação ao Juiz é parcial (mínimo 0) e a cardinalidade máxima é N. Já a regra "todo Processo deve ter um e apenas um Juiz" indica que, para cada Processo, existe exatamente um Juiz associado. Isso significa que a participação do Juiz em relação ao Processo é total (mínimo 1) e a cardinalidade máxima é 1. Portanto, a cardinalidade do relacionamento é 1:N, com participação parcial do lado do Juiz (0,N) e total do lado do Processo (1,1).
A pegadinha clássica dessa questão é inverter os lados da cardinalidade ou confundir participação total com parcial. Muitos candidatos, ao ler "todo Juiz pode ter nenhum, um ou diversos Processos", marcam a cardinalidade como (1,N) do lado do Juiz, esquecendo que o "nenhum" indica que a participação é parcial (0,N). Da mesma forma, ao ler "todo Processo deve ter um e apenas um Juiz", alguns marcam (0,1) do lado do Processo, ignorando que o "deve" indica obrigatoriedade (participação total, 1,1).
Para resolver a questão, é preciso identificar corretamente qual alternativa representa a cardinalidade (0,N) do lado do Juiz e (1,1) do lado do Processo. A alternativa correta é a que mostra o losango do relacionamento entre as entidades Juiz e Processo, com a notação de cardinalidade correta em cada ponta da linha.
Critério | Juiz → Processo (lado Juiz) | Processo → Juiz (lado Processo) |
|---|---|---|
Cardinalidade mínima (participação) | 0 (parcial — pode não ter processo) | 1 (total — deve ter juiz) |
Cardinalidade máxima | N (diversos processos) | 1 (apenas um juiz) |
Notação completa | (0,N) | (1,1) |
Regra de negócio correspondente | “todo Juiz pode ter nenhum, um ou diversos Processos” | “todo Processo deve ter um e apenas um Juiz” |
Esta alternativa provavelmente representa a cardinalidade (1,N) do lado do Juiz, indicando que todo Juiz deve ter pelo menos um Processo. Isso contradiz a regra "todo Juiz pode ter nenhum, um ou diversos Processos", que permite que um Juiz não tenha nenhum Processo (participação parcial). O erro está em marcar a participação como total (mínimo 1) quando deveria ser parcial (mínimo 0).
Esta alternativa provavelmente representa a cardinalidade (0,1) do lado do Processo, indicando que um Processo pode não ter Juiz. Isso contradiz a regra "todo Processo deve ter um e apenas um Juiz", que exige que todo Processo tenha exatamente um Juiz (participação total). O erro está em marcar a participação como parcial (mínimo 0) quando deveria ser total (mínimo 1).
Esta alternativa representa corretamente a cardinalidade (0,N) do lado do Juiz e (1,1) do lado do Processo. O lado do Juiz mostra que ele pode ter nenhum, um ou vários Processos (participação parcial, mínimo 0, máximo N), e o lado do Processo mostra que ele deve ter exatamente um Juiz (participação total, mínimo 1, máximo 1). Essa é a representação fiel das regras de negócio descritas no enunciado.
Esta alternativa provavelmente representa a cardinalidade (1,1) do lado do Juiz, indicando que todo Juiz deve ter exatamente um Processo. Isso contradiz a regra "todo Juiz pode ter nenhum, um ou diversos Processos", que permite que um Juiz tenha vários Processos (cardinalidade máxima N). O erro está em marcar a cardinalidade máxima como 1 quando deveria ser N.
Esta alternativa provavelmente representa a cardinalidade (1,N) do lado do Processo, indicando que um Processo pode ter vários Juízes. Isso contradiz a regra "todo Processo deve ter um e apenas um Juiz", que exige que cada Processo tenha exatamente um Juiz (cardinalidade máxima 1). O erro está em marcar a cardinalidade máxima como N quando deveria ser 1.
A regra de ouro para questões de cardinalidade é: leia cada regra de negócio separadamente e identifique o mínimo e o máximo de instâncias que cada entidade pode ter em relação à outra. O mínimo define a participação (0 = parcial, 1 = total) e o máximo define a cardinalidade (1 ou N). A alternativa correta é aquela que combina corretamente esses dois valores para cada lado do relacionamento.
Gabarito: letra C
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